Capítulo 11
A Senhora Padgett comenta sobre a mensagem de Jesus com respeito à causa da guerra.
Deus não aparta a Sua Lei de Compensação, quando responde às orações do homem. (Elias)
O pecado e o erro
O pecado existe somente, porque é criado pela humanidade, e o homem tem que pagar os castigos
Eu estou aqui, Jesus
Venho esta noite porque veio, que está só e sente a necessidade de companhia. Venho para você como um irmão e amigo, para o encorajar e o fazer sentir que, ainda que não tenha um amigo mortal consigo, você tem um amigo no espírito, que está mais perto que um irmão mortal, e que o ama com um amor profundo e permanente.
Hoje, a gente de seu país celebrou o que eles pensam é meu aniversário. Também adoraram-me como parte da "Trindade," como eles crêem. Mas como eu lhe disse antes, esta adoração está totalmente equivocada e desgosto dela. Somente acresce minha ânsia e determinação, de que se exponha esta grande falsidade e já não se creia nela.
Há um só Deus, e este é o Pai. Ele só tem que ser adorado, porque Ele só pode salvar os mortais do resultado dos pecados deles, e das conseqüências da grande caída dos primeiros pais. Não quero que os homens me considerem como algo mais do que um irmão maior, que está cheio do Amor Divino do Pai, e está muito perto dEle nas qualidades de Amor e fé.
Eu sou um espírito, que possui um conhecimento dos atributos do Pai, como nenhum outro espírito o tem; porém, eu sou somente um dos filhos dEle, como você e o resto da humanidade. E que meus próprios irmãos me adoram como Deus, faz-me muito infeliz, vendo que eles têm tão pouco conhecimento das Verdades do Pai.
Amanhã, esta adoração e louvor continuará, e tenho que o contemplar com todo o desprazer que possuo, e entendo que não sou capaz de corrigir os homens em suas crenças e adoração. Ah, lhe digo, a colheita está madura e os trabalhadores são poucos! Mas muito cedo, espero que esta Verdade da unidade de Deus e de minha irmandade com toda a humanidade possa ser revelada à humanidade, pelas mensagens que receberá e transmitirá aos homens.
A grande Verdade, que forma a base da salvação dos homens, é o Novo Nascimento, e o fato, que o Amor Divino do Pai está a esperar para cada homem o deixar entrar na alma dele, o que o converterá em um só com o Pai.
Estou com você muito amiúde, e tento lhe inculcar a grande necessidade de revelar estas Verdades, porque as almas dos homens estão ansiosas pela Verdade. Seus intelectos estão descontentes com os presentes ensinos da teologia e com o que diz a Bíblia em muitos passagens. Isto é deplorável, mas apesar disso, o tempo virá, quando a luz, para cuja revelação eu vim ao mundo, brilhará para cada homem, que vier em busca de meus ensinos.
Ontem à noite, eu estava a ler quando você leia um artigo, que advogava a eliminação de uma grande parte do Novo e quase a totalidade do Antigo Testamento dos ensinos cristãs, e a formulação de uma fé baseada inteiramente em meus conceitos e as escrituras de alguns dos autores da Bíblia. Este plano deve ser investigado pelos cristãos pensantes de hoje em dia, e adotado de uma maneira modificada.
A única dificuldade para efetuar este plano eficientemente, e que produza os resultados desejados, é que a Bíblia não contem muitos conceitos meus, que revelem as Verdades, e contém muitos conceitos, que se atribuem a mim, os mesmos que eu jamais disse.
Toma esta expressão, sobre a que agora ocorre uma controvérsia, e à que se refere outro artigo conteúdo no livro mencionado; é dizer, que eu disse: não vim para trazer paz, mas "espada".
Agora, ainda que isto apareça no Evangelho segundo Mateus, como originando de mim, eu jamais o disse, nem usei nenhuma expressão que transmitisse o significado, que alguns dos comentaristas tratam de interpretar nas palavras. Jamais ensinei a guerra contra o próximo, e jamais, em nenhum tempo, formou este pensamento parte de meus ensinos para os discípulos ou para ninguém mais.
Não, o militarismo está totalmente equivocado e contra todos os preceitos da Verdade. Nenhum cristão nem ninguém mais, deveria crer por um momento, que eu tivesse advogado tal ação, jamais.
Eu sei que a Verdade causará uma divisão entre os homens, quanto a que é a Verdade, e pode mesmo separar os homens e causar pensamentos amargos, e que surja ódio mesmo nas almas dos homens por seus próximos, com o resultado, que até um irmão quiçá chegue a ter aversão contra seu irmão, porém, não foi o objetivo de minha vinda à terra e de meu ensino das Verdades, lograr semelhantes resultados. Antes, pelo contrário, são os resultados de um conflito inevitável entre a Verdade e o erro. A Verdade não pode entrar em compromissos, pela paz mesma, e o erro não se submeterá ou reconhecerá sua falsidade, enquanto possa conseguir, que um mortal o creia e o defenda.
E pelo grande dom do livre arbítrio para o homem, a verdade mesma, com todo o poder e o conhecimento do Pai apoiando-a, não obrigará a ninguém, para a aceitar contra sua vontade. Em conseqüência, como o homem é muito falível e pensa e crê como suas faculdades mentais limitadas o convencem, de que certo ensino é, ou não é, verdadeira, ele não estará para renunciar a suas convicções, até que a verdade venha a ele de tal maneira, que o convença de sua realidade. E como os homens diferem tanto nas operações de suas mentes e suas faculdades de raciocínio, necessariamente haverá uma grande divisão entre eles relativo ao que é e o que não é verdadeiro. Em conseqüência, surgirão disputas e ódio, e até guerras entre eles, por manter suas crenças e opiniões respectivas sobre o que é a verdade.
Estes sentimentos de discórdia têm que seguir necessariamente ao advento da verdade, porém, eu não vim para o propósito de trazer uma "espada," mas para o propósito de mostrar aos homens, quais eram as verdades, e para trazer a harmonia e a crença nestas verdades. Jamais se justifica o ódio, a discórdia ou a guerra entre os homens, não importa a causa. E se os homens somente aprendessem a verdade, jamais existiriam estes sentimentos ou ações.
A verdade é, por si mesma, uma coisa aparte, e não admite variantes ou modificações. Como conseqüência, a mente dos homens tem que se submeter à verdade e a abarcar; ela jamais se acomodará às crenças dos homens. Ela é fixa e imutável, e as crenças sempre cambiam. E se as crenças dos homens não se baseiam em um conhecimento da verdade, cedo ou tarde têm que cambiar, porque no final, a verdade será estabelecida nos corações e mentes dos homens, para a harmonia e a paz reinarem em todo o universo de Deus.
O erro não existe no mundo, porque Deus o criou ou permite que exista, mas somente porque ao homem pertence um livre arbítrio, que controla e influi em seus pensamentos e ações, e que a sua vez é influenciado pelos desejos e apetites dos mortais.
Eu sei que dizem, que se Deus não permitisse a existência do mau, de pensamentos e desejos carnais no mundo, não teria razão ou possibilidade para o homem exercer sua vontade de certo modo, que o levaria para todos estes sentimentos de ódio, etc., dos que estou falando. Mas isso somente significa, que se um homem não tivesse o poder do livre arbítrio, ele não cometeria nenhum pecado e não ficaria no erro. Porque você tem que saber que, na criação, ele recebeu (baixo certas condições) não só o privilégio e poder de converter-se em uma existência inteiramente livre do pecado (o que é somente a violação das leis estabelecidas por Deus), mas também o privilégio e poder de violar estas leis. Assim como ele se comportar, assim estará.
Tudo na natureza pode ser convertido em um instrumento que causa danos, se as leis, que estabelecem o funcionamento e a operação de estas coisas, são violadas. O pecado não existe como algo abstrato, mas é o resultado da desobediência a alguma lei, cujas operações têm que ser perseguidas em conformidade com sua criação; e os homens que a violam, têm que sofrer as conseqüências da violação. Os mortais não podem compreender plenamente, que cada lei leva consigo um castigo por sua violação, e isto tem validez tanto para a lei ínfima no universo material, quanto para a lei maior no reino espiritual. E este castigo é tão seguro em seu efeito, como a lei mesma.
Um homem pode ser criado, fisicamente, quase perfeito. E quanto tempo viva sem violar nenhuma lei física, que opera para manter nesta perfeição física, tanto tempo não sofrerá nem dor, nem falta de harmonia em sua existência. Mas assim que ele violar esta lei, o castigo respectivo se apresenta, e ele sofre. Agora, isto não se origina, porque existia algum dor ou sofrimento no abstrato, e se o homem não tivesse violado esta lei, ele jamais conheceria que existia algo como o dor ou o sofrimento. Antes, quando ele violou a lei, o castigo veio em operação que, como tenho dito, sempre é o resultado da violação das leis de harmonia.
E o mesmo princípio é válido para a moral e o universo espiritual. Como eu disse, não existe o pecado ou o erro abstrato. Enquanto um mortal saiba e siga a verdade, ele jamais notará a existência de algo como o pecado ou o erro. Mas no momento, quando se violar a lei de verdade, o castigo se apresenta, e o homem compreende que o pecado e o erro sim existem — não como uma entidade abstrata, mas como algo concreto, sensível, o que continuará existindo, até que a violação desta lei cesse, e a harmonia, em sua operação, esteja restaurada outra vez; ou antes, até que o homem em seus pensamentos e ações chegue à harmonia com a operação da lei.
Assim vê, Deus não criou ou permitiu a existência do pecado ou do erro, no sentido de uma entidade independente, esperando para influenciar nos homens, para fazerem o equivocado e violarem as leis de perfeita harmonia. Antes, quando os homens, no exercício de sua vontade (a que Deus nunca força) violam uma das leis e com isso interferem com a harmonia mesma, eles originam a desaparecimento da harmonia, o que traz consigo dores, sofrimentos, pecados e erros, que prevalecem no mundo.
Que os homens pensem, se é que podem, no pecado ou o erro no sentido abstrato, e então deixe-os tentar o descrever. Qual é resultado? Somente vacuidade.
Assim digo, Deus não criou o pecado ou o erro, mas deu ao homem o grande dom do livre arbítrio, livre e não sujeito a Seu controle, e então o homem se converteu no ser responsável o que agora é. Mas dando ao homem este grande dom, Ele não abandonou ou subordinou Sua Vontade a aquela do homem, nem conferiu ao homem o poder de trocar ou modificar Suas imutáveis leis, o que Ele mesmo não fará. E dentro das limitações, onde o homem pode exercer seu arbítrio — é dizer, quando o exercício não interfere com a Vontade de Deus ou as leis dEle — o homem pode exercer este arbítrio com impunidade e, de fato, sem responsabilidade. Mas quando ele abusa da Vontade de Deus ou viola uma das leis dEle no exercício desta vontade, então não se controla ao homem no exercício da vontade dele, todavia, pela violação, tem que pagar o castigo, que a violação produz.
Deus decretou que, Seu universo seja harmonioso no funcionamento, e que nenhum homem destrua ou interfira com está harmonia; e nenhum homem pode o fazer. Mas, porque o homem é uma parte desta harmonia, cada ação sua, que tende a interferir com ela (e não o faz, exceto com respeito a ele mesmo) produz em si mesma o castigo por esta infração.
Suponhamos um homem, que violou esta harmonia (e por isso chega a estar ele mesmo sem harmonia), e que volta a chegar a esta harmonia, então, para ele, não existiria nem o pecado, nem o erro. Que cada homem faça isto, e não existiria nem o pecado, nem o erro em todo o universo de Deus.
Assim repito, não há pecado nem erro no abstrato em todo o universo. Somente aparecem, quando o homem mesmo, no exercício de seu arbítrio, interfere com a harmonia das leis de Deus. Não importa a causa desta interferência; como se executou o arbítrio do homem, ou por que razão resulta a discórdia. O efeito é o mesmo, porque a harmonia e a falta de harmonia não podem existir juntas, não importa qual for a causa. Não importa, se, em um caso, a causa parecer perdoável, ou até mesmo, aparentemente forçada sobre o indivíduo. A escusa pela causa, ou a sua aparente justificação, não conseguirá que, o que está fora da harmonia, se junte e trabalhe em unissonância com as leis de harmonia de Deus.
E como conseqüência, o homem, cujo arbítrio pode ser desculpado da maneira mencionada por herança, ou ambiente, ou falta de instrução mental ou moral precisa, está igualmente fora da harmonia com a lei violada, como o homem, que a propósito viola a lei. O castigo tem que impor-se exatamente igual em ambos casos, porque o único remédio é a restauração da harmonia.
Mas há uma diferencia entre os indivíduos do que se pode chamar a classe involuntária, e os indivíduos da classe voluntária: à primeira, resultará mais fácil e será mais rápido, retornar a esta condição de harmonia, que à última.
Assim, o homem não deve acusar Deus, porque permite a existência do pecado e do erro no mundo, porque não existem, se o homem não os cria pelo exercício equivocado de seu arbítrio.
Todos os pecados e erros originam sofrimentos. E se não existissem os sofrimentos, e se fosse permitido para os homens exercerem seu arbítrio sem a pena pelas leis, que governam o universo, e sem incorrerem em castigos, então o único resultado seria, que a anarquia prevaleceria em todo o universo de Deus, onde os homens vivem, e no universo espiritual igualmente.
Porém, o arbítrio e sua grande concessão de livre exercício acompanham o mortal quando abandona o corpo material.
Assim, com todo meu amor, lhe digo boa noite.
Seu irmão e amigo,
Jesus
Deus ama todos Seus filhos. Seu Amor e Cuidado cobrem todos, mesmo que alguns sejam estranhos a Seu Amor e Misericórdia
Eu estou aqui, Jesus
Estive com você esta noite na reunião, e escutei o que o pregador disse, e ele declarou algumas verdades. Também disse algumas coisas, que não foram verdade, tal como: "somente aqueles, que se converteram, são filhos de Deus."
Todos os homens são filhos de Deus. O Amor e o Cuidado dEle cobrem todos, e os ama muito. De outra forma, Ele não lhes tivesse restaurado Seu Amor e o privilégio de se converter em habitantes de Seu Reino Celestial.
O só feito de que são pecadores, não os faz menos Seus filhos, aos que Ele tão ansiosamente quer redimir e encher com o Amor Divino. E quando o pregador diz: "Eles, que são pecadores, não são filhos de Deus", ele não declara a verdade; porque todos eles são Seus filhos — alguns para desfrutar da vida pura e a glória, que a purificação do amor natural lhes traz, e outros para desfrutar do Reino Celestial e morar no mesmo, o que o Novo Nascimento conseguirá para eles. Mas todos são Seus filhos, ainda que alguns se extraviassem e se convertessem em estranhos para o Amor dEle, justo como o filho pródigo, quem abandonou a casa de seu pai e viajou para um distante país.
Este doutrina, que os pecadores não são filhos de Deus, é condenável e causa danos, e levará muitos a perder a esperança de chegar a ser mais que filhos da perdição, ou como estes ortodoxos dizem, do diabo.
A Misericórdia do Pai é para todos. Alguns de Seus filhos não se decidem a procurar e receber o Amor Divino, que, quando o possuírem, fará anjos deles, porém, eles seguem sendo Seus filhos. E quando se acabar o tempo, ou antes do tempo da grande consumação, eles se converterão em seres puros e felizes, como foram os primeiros pais antes de sua caída.
E este pregador tem uma grande quantidade do Amor Divino em sua alma, e procura com sinceridade por mais no caminho correto, porém, suas crenças e ensinos, quanto ao destino e a condição futura daqueles, que podem receber este Amor e se converter em um só com o Pai, estão equivocadas. Este erro tenderá a atrasar seu próprio progresso no desenvolvimento de sua alma e em seu avanço para o Reino de Deus.
Ele está possuído de estas crenças, o que é claro, a causa de seu estudo e interpretação de algumas das declarações da Bíblia. Por isso, não ensina o que ele não crê, ou o que é falso segundo sua própria consciência. Contudo, é falso, e ele terá que sofrer as conseqüências de aquela falsa crença e seus ensinos.
Sua ignorância não invocará os castigos da lei, que se aplica ao mentiroso deliberado ou mestre de falsas doutrinas, porém, tampouco o escusará ou o livrará dos castigos desta lei, que demanda que se creia e se ensine a verdade e somente a verdade. Ele terá que exterminar estas falsas crenças, mesmo que tenha algo do Amor Divino em sua alma; porque sempre quando exista a falsidade na crença no coração e alma do homem, estes atributos se opõem ao influxo do Amor e ao progresso desta alma para a unidade perfeita com o Pai.
A Verdade é um fato por si mesmo. Não pode ter afiliação com a falsidade, não importa se a falsidade for o resultado da ignorância; porque toda falsidade é o resultado da ignorância, e tem que ser erradicada dos corações dos homens, antes de que possa haver esta harmonia entre Deus e o homem, a que a natureza mesma da Verdade requer. Assim, se nenhum homem poderia ser o filho de Deus, porque não está nesta perfeita harmonia, que a Verdade absolutamente demanda, Deus não tivesse nenhum filho de modo algum entre os homens. A condição do pecador e esta do homem, que tem experimentado o Novo Nascimento, difere somente no fato, que ele não começou a ter em sua alma a essência da Verdade, enquanto o outro, em certo grau, tem esta Essência. Todos podem ter esta Essência, e em grande magnitude. Alguns jamais terão a Essência da Verdade Divina; contudo, nenhum homem será abandonado sem a Essência da Verdade, que conduz para o homem perfeito.
A Verdade da existência de um anjo e a verdade do homem perfeito são igualmente verdades, conquanto a primeira é de um grau e uma natureza superior à outra.
Nossos primeiros pais foram filhos de Deus — Suas Próprias criaturas, boas e perfeitas — e depois da caída deles, eles não foram menos Seus filhos; porque Seu Amor foi tão grande por eles que, na plenitude da perfeição de Seus Planos, Ele outra vez lhes outorgou o privilégio de receber Seu Amor Divino, e me enviou para proclamar o fato e para mostrar aos homens o Caminho para a obtenção deste Grande Amor. A morte, que tinha existido por todos os longos séculos, foi reposta pela vida potencial, e eu me transformei no Caminho, na Verdade, e na Vida; e a Imortalidade chegou a ser uma possibilidade para os homens.
Assim, todos os homens são filhos de Deus em uma relação ou outra, o que, em um caso, depende se um homem renunciar a seus pecados e estiver contento com a perfeição de seu amor natural e o lar que pertence ao homem perfeito, ou se, no outro caso, ele procurar por o influxo do Amor Divino em sua alma, que lhe permitirá entrar nos Céus Divinos e ter a certeza da Imortalidade.
Quando Deus outorgou novamente este Amor Divino ao homem, não existia nenhum homem, nem espírito, que pudesse haver sido chamado Seu filho, se, como o pregador disse, fosse necessário que os homens ou espíritos tivessem recebido este Amor e tivessem sido convertidos antes desta restituição. Ninguém tinha recebido este Amor, que é o único ou o único poder em todo o universo de Deus, que pode converter um homem morto pela transgressão e o pecado, em um anjo Divino. Porém, Deus amou todos Seus filhos. Ele conferiu-lhes este Grande Dom, não porque eles foram convertidos ou sem pecado, mas porque eles foram Seus filhos, os que Ele criou e seguiu amando. Se Deus tivesse amado somente os justos, não existiria ninguém, que poderia haver sido o objeto de Sua Bondade. Ele não tivesse tido filhos ou crianças de Seu Amor.
E agora, que Ele tem outorgado de novo este Regalo, e alguns dos filhos dos homens o têm recebido e o possuem, e estão mais em harmonia com Ele, não é verdade, que aqueles quem foram Seus filhos e crianças antes de esta doação, agora são algo menos que Seus filhos e crianças, porque eles não têm buscado e obtido este regalo. Não, o Amor do Pai é tão grande, amplo e profundo, que Ele emana para todos os filhos da terra e espera a chamada deles por Sua doação. Porém, a ovelha perdida é tanto Seu filho, quanto são as noventa e nove, que se acham seguras no aprisco. A perdida talvez nunca ache o aprisco ou entre nele, onde aquelas, que têm o Amor Divino estão acolhidas, contudo, esta ovelha é e permanece o objeto de Seu Amor.
Deus é Amor — e o Amor não conhece limitações em sua altura ou profundidade. Existe nos mais altos céus, e chega até os mais baixos infernos, e logrará de sua própria maneira e em seu próprio tempo o próprio cumprimento. Todos os homens virão em harmonia com a Vontade do Pai, que é perfeita. E até mesmo, ainda que alguns, e posso dizer, a maioria dos homens, não aceitem a convite para se converter em anjos do Reino Celestial, o que não é obrigatório, porém, eles cumprirão com a Vontade do Pai por se transformar, no futuro próximo ou distante, em livres de pecado e erro de sua própria criação, e em tão puros e perfeitos, como o foram os primeiros criados e pronunciados "bons" pelo Pai.
O pior inimigo do homem é ele mesmo, apesar de ter recebido a promessa de possuir o Amor Divino e com isso se tem convertido, de fato, em um Divino filho do Pai, e que crê nos erros da Bíblia e as más interpretações de estas verdades, declara que todos os outros entre a humanidade são "odiados" por Deus, são objetos de Sua "ira," e vítimas certas da condenação eterna e tortura por sempre.
É deplorável, que essas crenças e declarações existam e continuem se dizendo, especialmente por parte daqueles, que se encarregam de guiar às massas no caminho para as Verdades e os Planos de Deus para a felicidade dos homens, e para a redenção do mau e dos pecados, que lhes causam tanto sofrimento.
Mas todo isso mostra o poder e a cegueira de uma crença baseada no erro e nos falsos ensinos. E pode parecer raro, mas estes líderes dos ignorantes podem ter algo do Amor Divino em suas almas. Porém, suas crenças mentais e intelectuais estão tão fixas e imóveis, que até a posse mesma deste Amor não lhes permite, que compreendam que o Amor do Pai é para todos, e que a ira não forma parte de Sua Existência, mas é na realidade uma qualidade do homem pecador, que estes crentes no erro, atribuem a Ele.
Se pudermos dizer, que Deus odeia algo, então Ele odeia o pecado; mas Ele ama o pecador que é a criatura de Sua Vontade, e que é tão desafortunado por ter criado, o que o contamina, e que produz, que ele se desvie distante, não só do Pai, mas também de sua própria criação perfeita e pura.
Bem, tenho escrito suficiente por esta noite, e espero que isto, que tenho dito, possa resultar benéfica não só para o pecador, mas também para o homem, pregador, ou secular, que possui algo do Amor Divino, mas proclama que somente ele ou outros como ele, são filhos de Deus.
Como disse Paulo, "Agora, vêem como em espelho, obscuramente; então, verão face a face"; e quando o fizerem, verão tais evidências e manifestações do Amor do Pai, pelo que saberão que eles e seus irmãos pecadores são todos filhos do Pai, conquanto um possa ser um herdeiro do Reino Celestial e da Divina Essência do Pai, enquanto que outro possa ser um herdeiro somente do amor natural puro e um homem perfeito, o que o assim chamado "Adão" possuiu antes de sua caída.
Tenho que terminar agora, mas ao fazê-lo, direi que você não deve permitir, que algum de estes crentes ortodoxos, para o expressar assim, perturbe sua fé em nossas comunicações; porque eles conhecem somente, o que a Bíblia lhes conta, e você conhece as Verdades, as mesmas que nós declaramos.
Cedo voltarei e escrever-lhe-ei uma mensagem da verdade, que já quis escrever por algum tempo. Creia que o amo e estou com você, orando por você e ajudando-o por minha influência.
Boa noite, y que o Pai o abençoe.
Seu irmão e amigo,
Jesus
Que podem os homens fazer para erradicarem a guerra e o mau das suas almas. Jesus jamais veio para trazer uma "espada," antes, para trazer a paz por seus ensinos
Eu estou aqui, Jesus
Quero lhe dizer, que estive com você esta noite na igreja. Escutei o sermão do pregador e me surpreendeu, que ele realmente asseverasse, da maneira descrita, que todas as guerras, persecuções e ultrajes, que têm sido perpetrados na humanidade desde minha vinda, podem ser atribuídos a minha vinda e meus ensinos. Eu, evidentemente, somente posso ressentir a imputação, e declarar que o pregador entendeu mau a causa de estas guerras e persecuções. E dizer que elas se devem a minhas verdades, ou as verdades que eu ensinei, não só é uma injustiça contra mim, mas também um grande prejuízo às verdades e objetivos de minha missão para a humanidade.
Jamais intentei pela força ou pressão obrigar nenhuma alma humana, para crer em minhas verdades ou para se converter em um discípulo meu, na igreja ou fora dela.
Minha missão na terra foi, mostrar aos homens o Caminho ao Amor do Pai, e lhes declarar o Grande Dom deste Amor; também, demolir e destruir as crenças errôneas e a ignorância, que então existiam entre os homens, sobre o que era necessário para buscarem e obterem este Amor do Pai e a própria salvação. E por quanto as verdades morais ou espirituais, quais ensinei, rebatiam as falsas crenças e práticas dos homens, houve, necessariamente, um conflito nos pensamentos e vidas daqueles, os que me seguiram, e aqueles, que persistiram em suas crenças existentes. Nesse sentido, eu trouxe uma "espada" ao mundo. Mas não foi uma espada gritando por derramamento de sangue, homicídio e persecuções; foi a espada que traspassou as almas dos homens, onde este grande conflito deve e tem que ser combatido até o final.
Nenhuma nação pode ser mais espiritual em seu governo, ou em seu tratamento de outras nações, que os indivíduos que a compõem. A nação não pode ser maior que, ou diferente dos indivíduos, que a controlam, não importa se este controle estiver centrado em um ou em mais indivíduos, ou em um chefe mundano ou religioso. Se o governante não é um verdadeiro discípulo meu (apesar de que ele o asseverar), não pode me atribuir os resultados de suas ações e fatos, quando ele põe em ação seus pensamentos, desejos e ambições. A presente guerra (Primeira Guerra Mundial), da que o pregador falou com semelhante horror e lamentação, não se deve a minha vinda ao mundo como um iconoclasta ou destrutor do pecado e erro, mas ao feito, de que os homens se recusaram ser controlados ou persuadidos por minhas doutrinas de paz. Eles atuaram assim a causa do pecado e de maus desejos e da ambição imorais, que eles possuíam e permitiram ser controlados por ela. A "espada", que ele assevera que eu trouxe ao mundo, não causou estes desejos pecadores e inumanas e ambições se manifestarem em forma de guerra e de todos os maus, que a seguem. Não, esta guerra não forma parte de minha guerra ou do plano do Pai para trazer a salvação à humanidade.
A causa é esta e só esta: O exercício dos desejos dos homens, que controlam as nações, para incrementarem seu poder e território e subjugar as nações, assim como sus anelos pecadores pelo que eles chamam a gloria e a ambição não satisfeita. Si eles tivessem compreendido a minha guerra, cada um destes homens acharia seu inimigo em si mesmo e em nenhuma outra parte; e a grande guerra seria uma guerra da alma e não a guerra de nações.
Cada nação reclama que a sua guerra é justa, e que Deus está em seu lado, e ora, por que Deus os ajude a superar seus inimigos. Mas quero dizer aqui (e isso pode assombrar a aqueles, quem pensam, que se crerem ter razão, e orarem a Deus por o êxito, sus orações serão respondidas), que Deus somente ouve as orações do justo, o do pecador, quem ore pela misericórdia e salvação. Jamais em toda a historia da humanidade, Deus respondeu às orações dos homens o nações, por que os ajude a aniquilar outros homens o nações, e isto apesar dos relatos no Antigo Testamento das muitas vezes, quando Ele, como dizem, ajudou os judeus para destruírem seus inimigos.
Se os homens somente pensarem por um momento, que Deus é um Deus de Amor, e que todos os povos são Seus filhos, e recebem em partes iguais Seu Amor e Cuidado, entenderão que Seu Amor não Lhe permitiria sacrificar a felicidade ou o bem-estar de uma classe de Seus filhos, para satisfazer os desejos de vingança, de ódio ou a justiça desfigurada, como eles a concebem, de outra classe de Seus filhos.
Em todas as crenças deste tipo, os homens entenderam Deus e a natureza dEle mau. Quanto aos homens, igualmente quanto a outras criaturas, os poderes deles estão governados por Suas imutáveis leis, e aquelas leis não respeitam as pessoas. O homem recebeu um livre arbítrio, o que ele pode exercer de maneira justa ou pecadora, e Deus não controla à força esse exercício. Mas o arbítrio, empregado correta ou erroneamente, está sujeito à lei, que impõe castigos ou recompensas, segundo e conforme a se a lei for violada ou obedecida.
Esta guerra, da que tantos mortais crêem e afirmam, que é um castigo infligido aos homens pelos pecados e pela desobediência deles — isto é, que foi provocada especialmente por Deus a causa de aquela condição dos homens, e alguns exegetas da Bíblia ensinam, que ela foi profetizada há séculos — esta guerra, digo, é deveras o resultado das condições e operações pecadoras das almas e pensamentos dos homens, o efeito natural das causas, que o homem mesmo criou, e o funcionamento exato das leis, que aquela causa pus em operação. E em uma condição parecida, onde a mesma causa existe, as leis funcionarão invariavelmente, e as guerras rebentarão e repetir-se-ão até que a possibilidade das causas deixe de existir.
Deus jamais cessa de amar e de se preocupar da humanidade. Ele sempre deseja, que os homens sejam felizes e um só com Ele Mesmo, e que eles exerçam o arbítrio deles conforme a Seu Vontade e Suas leis. Contudo é certo, que Ele jamais trata de obrigar os homens por compulsão ou força, para exercerem o arbítrio deles de uma maneira, como voluntariamente não queiram o fazer. Se Ele fizesse isso, os homens cessariam de ser a maior de Sua criação, e seriam incapazes de Lhe dar este amor voluntário e a obediência, as que unicamente são aceitáveis para Ele.
Mas do que eu tenho dito, não se deve deduzir que o Pai esteja indiferente aos sofrimentos e calamidades dos homens, que as guerras trazem sobre a humanidade, porque não é. E se, em Sua Sabedoria, Ele considerasse que fosse o melhor para o bem permanente dos homens, que estão enredados na presente guerra, que ele intervenha pela mera força de Seus poderes, para terminar a guerra, o faria. Mas, nesta Sabedoria, Ele vê que há um bem, que os homens devem ter, que é maior e mais eterno que o bem-estar físico e material. E este bem maior não pode se obter por eles, se Ele de golpe para a guerra sem considerar as almas, pensamentos, e desejos deles. A lei de compensação tem que trabalhar tanto para as nações como para os indivíduos, embora sofram tanto os inocentes aparentemente como os culpados.
Na terra, como os homens agora estão constituídos — isto é, em sua condição de pecado e desobediência às leis de sua existência — não se pode esperar uma justiça exata, e não existe, porque esta justiça está sujeita ao arbítrio dos homens, e não ao de Deus. Um homem está influenciado por seus desejos, os que por sua vez controlam sua vontade, e ela origina suas ações e feitos, os que necessariamente produzem conseqüências. Estas conseqüências podem ser evitadas somente pela ausência de feitos; e estes, por um exercício diferente do arbítrio; e isto, pelo câmbio de desejos. Assim, quando um homem deseja e quer isso, Deus não apartará a lei de compensação e não causará resultados, que não sejam as conseqüências de esses desejos e a vontade.
Mas Deus sempre quer, que estes resultados maus não existam. E pela influência de Seu Amor e do Espírito Santo, Ele chama os homens para conhecerem o Caminho, para Ele impedir totalmente a possibilidade, de que estes resultados recaiam sobre eles, seja como indivíduos ou seja como nações. Ele subministrou o Caminho, e ensina aos homens o conhecimento de aquele, através do que as causas, que produzem estes resultados prejudiciais, possam ser totalmente destruídas, e impedidas, para que jamais surjam, infligindo-lhes os resultados deploráveis, tal como se manifestam na presente guerra.
Deus não interferirá por Seu só Fíat, para sair vitorioso um lado ou outro daqueles, quem estão metidos nesta guerra de inútil derramamento de sangue e carnificina. A lei de compensação tem que trabalhar. E tudo o que os líderes das nações respectivas semearam, isso as nações têm que colher; e nisto, os inocentes têm que sofrer nesta colheita porque, assim como as condições estão, a lei não poderia trabalhar seu cumprimento, a menos que todos dentro do alcance de sua operação, sentam sua operação.
Mas o Pai e o exército de Seus anjos e espíritos de homens trabalham para levarem esta terrível catástrofe ao fim. Você tem escrito muito, e é tarde, pelo que posporei a consideração mais detalhada deste tema.
Creia que estou com você e o amo, e o sustentarei em seus desejos por realizar minha obra.
Seu irmão e amigo,
Jesus
A Senhora Padgett comenta sobre a mensagem de Jesus com respeito à causa da guerra
Eu estou aqui, sua verdadeira e amorosa Helen
Você recebeu uma mensagem maravilhosa do Mestre esta noite, e ela causará surpresa, sem dúvida, em muitos que crêem, que Deus assina um arbítrio especial a cada oração, sem tomar em consideração a operação de Suas leis.
Mas o Mestre mostrou claramente, que esta crença é errônea, e que o homem mesmo pode impedir que Deus responda à oração. Não quero dizer, que não será possível para Ele o fazer, se Ele decidir exercer Seu poder, mas que o homem, por sua própria vontade e seus fatos, se coloca mesmo em uma condição, na que Deus teria que violar Suas próprias leis para responder de acordo com as orações do homem, coisa que Ele não fará.
Eu sei, que você achará a mensagem muito interessante, mas não tanto como o que seguirá. Porque a primeira coloca o homem na condição de ter que depender de si mesmo sem esperança na ajuda do Pai, e a seguinte mostrará, que o Pai não só está desejoso e pronto para ajudar os homens na aflição deles, mas também mostrará o Caminho como Ele ajudará, e a certeza absoluta, de que esta ajuda chegará.
Sua verdadeira e amorosa,
Helen
Deus não aparta a Sua Lei de Compensação, quando responde às orações do homem
Eu estou aqui, Elias, profeta do Antigo Testamento
Escreverei uma mensagem corta esta noite, já que é tarde e você está cansado.
Bem, quero dizer, que a mensagem que recebeu do Mestre, contém algumas das verdades principais, que afetam a relação de Deus com o homem na vida mundana ou material dele.
Cada verdade, que foi pronunciada, contém um elemento que mostra, que o homem tem que esperar e saber até certo grau, que Deus não interferirá com a lei de compensação quanto aos efeitos dela e aos resultados. Ele somente ajudará o homem, para eliminar as causas que tão certamente produzem os resultados. E quanto mais cedo os homens souberem isso e mais plenamente o compreenderem, tanto melhor chegarão a ser capazes de evitar as conseqüências do pecado e da violação da lei, e compreenderão, que nenhuma oração provocará que Deus replique, quando seria necessário suspender ou apartar Suas leis ou a ação delas.
Ele contestará à oração, quando a oração pede, que elimine as causas, mas jamais quando a mesma somente trata dos efeitos.
Os homens têm que aprender esta verdade, e em suas orações pedir, que aquelas coisas ou causas, as que (em acatamento da lei de compensação) produzem resultados que são prejudiciais para eles, sejam tiradas ou eliminadas de suas ações e fatos, assim como de seus desejos.
Eu poderia escrever uma longa mensagem sobre este tema, mas não o farei agora, porque você não está em condição para a receber.
Virei cedo e escreverei por fim.
Assim, com meu amor, dir-lhe-ei boa noite.
Seu irmão em Cristo,
Elias
O maior pecado é aquele contra o Espírito Santo, o que transporta o Amor Divino à alma
Eu estou aqui, Judas Iscariotes
Venho esta noite para escrever a você uma curta mensagem, porque eu estive interessado no que você e seus amigos disseram com respeito ao "maior pecado."
Agora, para mim, e por muito tempo, o pecado maior em todo o universo de Deus foi meu pecado, atraiçoando Jesus aos judeus. E foi um pecado real, vivo, terrível, e tão enorme, que não pude continuar minha vida nem enfrentar a lembrança desta tragédia abominável. Mas desde que se me perdoou este pecado, me tenho convertido em um redimido filho do Pai, em um habitante dos Céus Celestiais e um dono da Imortalidade, me compreendo e agora sei, que meu pecado não foi o maior, mesmo se sofria por longos anos, depois de transformar-me em um espírito.
Como o pecado pode se cometer tanto por omissão como pela ação afirmativa, e minha traição do querido Mestre foi atroz, contudo, até no meu caso, e como aplicável a mim, meu maior pecado foi o de não procurar o Amor Divino do Pai. Nós não o ignoramos, porque o Mestre nos tinha ensinado, que este Amor estava a nossa disposição e nos esperava para o buscarmos e o obtermos. Mas eu não o tinha buscado pelo caminho correto, e evidentemente, não o consegui. E em aquela omissão, não fui o único dos discípulos culpado deste pecado.
Não, até nós mesmos, que tínhamos passado tanto tempo com o Mestre, não compreendemos totalmente a importância da obtenção deste Grande Amor. Nós estivemos mais interessados em estabelecer o reino dele na terra e, como nós pensamos, um reino material, controlado por poderes espirituais manifestados por ele, e por nós como seus discípulos. Em nossas mentes, o material foi de mais importância que o espiritual. E nossas expectativas foram, que este grande poder viria e que o Mestre se converteria em nosso rei.
Como digo, ele nos tinha ensinado, que este Amor Divino estava a nossa disposição e que, pela oração e buscando seriamente, nós poderíamos o receber. Mas, para nós, houve tantas coisas importantes por cumprir — com relação, como digo, mais imediatamente a nossa vida terrestre — que nós descuidamos o grande dom, que devíamos procurar. E, como conseqüência, em meu caso, eu tinha que sofrer por muito tempo antes de acordar ao fato, de que não foi tarde, até mesmo para mim, para o receber.
Meu pecado de traição tinha-me sido perdoado, isto entendei, porque as lembranças de isto me iam abandonando, e que ia progredindo na maneira de purificar minha alma em seu amor natural; que, como o espírito de um anterior assassino, eu cheguei à felicidade e luz.
E então me lembrei do que o Mestre me tinha dito acerca deste Grande Amor e, depois de pouco tempo, me tinha acordado suficientemente para tratar de obter este Amor. E a medida em que experimentei este acordar, meus associados dos antigos tempos, que tinham progredido a esferas superiores, vieram a mim e, em sua grande beleza e amor transcendental, me ajudaram a progredir e a orar, até que finalmente este Amor viesse a mim. Então compreendei que não só me tinha sido perdoado totalmente meu pecado de homicídio, mas também este maior pecado de rejeitar e descuidar a busca do Amor Divino.
O pecado do assassino ou de algum violador das Leis de Deus, exceto este de rejeitar o influxo deste Amor, pode ser e será perdoado a um homem, e ele se converterá em puro e feliz em seu amor natural. Mas este perdão não o converterá em um habitante dos Divinos Céus ou em um herdeiro da Imortalidade; enquanto o perdão do pecado de rejeitar ao Espírito Santo não só tirará dele os lembranças e máculas de todos os outros pecados, mas também lhe abrirá os portais mesmos dos Céus Celestiais e lhe dará um lar no Reino do Pai.
E assim vê, cada pecado, exceto este de pecar contra o Espírito Santo, pode ser perdoado a um homem, com o resultado, que ele se converterá no homem perfeito. Mas o perdão de todos estes pecados muitas vezes repetido, se isso pudesse ocorrer assim, não o faria um anjo Divino.
E não necessito lhe explicar, porque pode ver com facilidade do que tenho escrito, que o pecado maior em todo o mundo é o pecado contra o Espírito Santo; o pecado de descuidar ou se recusar a permitir, que o Espírito Santo traga o Grande Amor Divino do Pai na alma do homem. Este pecado é o maior não só a causa dos resultados que origina, mas também porque continuará sendo o pecado imperdoável, enquanto o homem se recuse a permitir seu próprio perdão.
Quando o pecado de homicídio e estes pecados similares se cometem, o pecado então termina e somente suas conseqüências têm que ser sofridas e o castigo pagado. Mas o pecado contra o Espírito Santo é um pecado permanente, cometido cada dia e hora e minuto, e jamais tem um fim, até que o mortal busque e receba o influxo deste Amor Divino. Como se escreveu para você muitas vezes, sim, a grande maioria dos homens e espíritos continuará por sempre cometendo este pecado. E porque continuam os efeitos sobre eles, se converterá em, e é, o pecado imperdoável.
Como nós estamos muito interessados em você, e temos determinado, que não se extravie de estas Verdades Divinas, meus espíritos irmãos das esferas Celestiais pensaram apropriado para mim escrever-lhe sobre este tema, já que o mundo considera, que eu cometi o pecado maior em toda a história do mundo; e que eu explique, que o pecado maior em todo o mundo é o pecado contra o Espírito Santo.
Nós todos sabemos isso; e, enquanto eu escrevo, você tem que crer, que todos nós, e o Mestre também, declaramos que o pecado, que eu nomeei, é o pecado maior, porque é verdade.
E agora, para ser um pouco mais pessoal, para seu gratificação e consolação, quero lhes contar, que vocês três não serão declarados culpados de ter cometido este grande pecado, porque vocês têm muito deste Amor Divino em seus corações e almas. E o Espírito Santo está com vocês amiúde em resposta a suas orações, e em resposta às nossas também. Porque nós todos oramos por vocês, para suas almas terem este Amor do Pai, justo como a levedura misturada na massa.
Escrevei mais do que antecipei, e terminarei agora. Mas estejam seguros, que vocês têm nosso amor e as Bênçãos do Pai.
Seu irmão em Cristo,
Judas
O Projeto Verdade