Revelações Angelicais—o Evangelho revelado novamente por Jesus


 

 

 

Capítulo 10

A Alma do Homem

 

 

A alma: O que é e o que não é (Jesus)

A alma e a sua relação com Deus, com a vida futura, e com a imortalidade. (Mateus)

Um discurso sobre a alma por Cornélio, o primeiro gentil Cristão.

Lucas explica o mistério do nascimento da alma no humano. Ele assevera também, que não existe a reencarnação.

Jesus declara que a doutrina da reencarnação é falsa e carece completamente de fundamento.

Como a alma redimida se salva dos castigos, que o pecado e o erro têm trazido sobre ela (Jesus)

Um discurso sobe a devolução (degeneração) e a evolução do homem (Lucas)

Sobre a necessidade para os homens dirigirem seus pensamentos ao espiritual. (Lucas)

 


 

 

A Alma do Homem

 

 

A alma: O que é e o que não é

 

Eu estou aqui, Jesus

Venho esta noite para escrever minha mensagem sobre a alma, e o farei, se podermos estabelecer a conexão necessária.

Bem, o tema tem uma importância muito grande e é difícil de explicar, porque não existe nada na terra, o que os homens conheçam e o que poderia servir para fazer uma comparação. Geralmente, os homens não podem entender a verdade, ou a natureza dos problemas, exceto pela comparação com o que já sabem, e do que conhecem as qualidades e as características. Não há nada no mundo material, que produziria uma base para a comparação com a alma; portanto, é difícil para os homens compreenderem a natureza e as qualidades da alma pelas percepções puramente intelectuais e pela razão. Para entenderem a natureza desta grande criação, a alma, os homens necessitam de um pouco de desenvolvimento espiritual, e a possessão do que se pode conhecer como as percepções da alma. Somente a alma pode entender a alma, e a alma que intenta compreender a natureza de si mesma, tem que ser uma alma vivente, com suas faculdades desenvolvidas pelo menos em um pequeno grau.

Primeiro, direi que a alma humana tem que ser uma criatura de Deus, e não uma emanação dEle, como parte da alma dEle. E quando os homens dizerem e ensinarem, que a alma humana é uma parte da Super-Alma, ensinam o que não é a verdade. Esta alma é simplesmente uma criatura do Pai, exatamente igual que as outras partes do homem, como o intelecto, o corpo espiritual, e o corpo material; e que, antes de sua criação, não tinha nenhuma existência. Não existiu desde o princípio da eternidade, se você se pode imaginar, que a eternidade tinha um princípio. Quero dizer, que havia uma época, quando a alma humana não tinha nenhuma existência. E se virá outra época, quando alguma alma humana deixar de existir, não sei, tampouco nenhum outro espírito o conhece. Somente Deus conhece esta Verdade.

Mas isto sim sei: que sempre quando a alma humana participar na Essência do Pai, e, de tal modo, ela mesma chegar a ser Divina e a dona da Substância do Amor dEle, esta alma notará com certeza que é imortal e não pode converter-se nunca mais em algo menos que imortal. Como Deus é Imortal, a alma que tem sido transformada na Substância do Pai, chega a ser imortal. E nunca mais o decreto "morrerá" poderá pronunciar-se sobre ela.

Como disse, havia um período na eternidade, quando não existiu a alma humana, mas que foi criada posteriormente pelo Pai. Ela foi feita a suprema e mais perfeita de toda a criação de Deus, e até tal ponto, que ela foi feita a Sua imagem — o único em toda Sua criação, o que foi feito a Sua imagem, e a única parte do homem, que foi feita a imagem de Deus. Porque a alma é o homem; e todos seus atributos e qualidades (como seu intelecto, corpo espiritual e material, seus apetites e paixões) não são mais que acessórios, ou meios de manifestação, dados a aquela alma, para a acompanhar enquanto viva sua existência na terra; e também com restrição, enquanto viva na eternidade. Me refiro ao feito, de que alguns dos acessórios acompanharão a alma em sua existência no mundo dos espíritos, se aquela existência perdure, ou não, por toda a eternidade.

Mas esta alma, grande e maravilhosa como é, foi criada somente a imagem e semelhança de Deus, e não em ou de Sua Substância ou Essência, o Divino do universo. E ela (a alma) pode deixar de existir, sem diminuir ou afetar de nenhum modo a nenhuma parte da Natureza ou da Substância Divina do Pai, que não é minorada ou de nenhuma maneira afetada. E, portanto, quando os homens ensinam ou crêem, que esse homem, ou a alma do homem, é Divina, ou tem qualquer das qualidades ou a Substância do Divino, aquele ensino e aquela crença são errôneos. O homem só e simplesmente é criado — nada mais que a semelhança — mas não forma parte do Pai ou da Substância e das Qualidades dEle.

A alma do homem é do ordem mais alto da criação, e seus atributos e qualidades lhe correspondem, todavia, ela não é mais Divina em seus componentes essenciais do que os objetos inferiores da criação, cada um é uma criação, mas não uma emanação de seu Criador.

É verdade, a alma do homem é de um ordem superior na criação do que qualquer outra coisa criada, é a única criatura feita a imagem de Deus, e foi feita o homem perfeito. Com todo, o homem, é dizer, a alma, não pode nunca chegar a ser algo diferente ou maior do que o homem perfeito, a menos que ele receba e possua a Essência e as Qualidades Divinas do Pai, as que ele não possuiu em sua criação (conquanto, em sua criação, Deus lhe concedeu este Dom maravilhoso, o Privilégio de receber esta Grande Substância da Natureza Divina, para ele mesmo, de tal modo, poder chegar a ser Divino. O homem perfeitamente criado podia transformar-se no anjo Divino, se ele, o homem, assim o queria, obedecia aos mandamentos do Pai, e perseguia o Caminho aprovisionada pelo Pai para obter e possuir aquela Divindade).

Como tenho dito, Deus proporcionou para as almas, as almas humanas, corpos materiais, nos que podem habitar e assim viver vidas terrestres. Aquelas almas foram criadas, igual que estes corpos materiais foram criados posteriormente. E esta criação da alma ocorreu muito antes do que o homem aparecesse na terra como um mortal. A alma, antes de sua aparição, tinha sua existência no mundo dos espíritos como entidade consciente substancial, conquanto sem forma visível, e, posso dizer, individualidade. No entanto, cada uma tinha uma personalidade própria, que era diferente e distinta de cada outra alma.

A existência e a presença de um alma se podia sentir por cada outra alma, que veio em contato com ela. Porém, para a visão espiritual de outra alma, não era visível. E assim é o fato agora. O mundo dos espíritos está cheio de estas almas não encarnadas, que esperam o momento de sua encarnação. Os espíritos sabemos de sua presença e a percebemos, mas com nossos olhos espirituais não as podemos ver. Não até que se transformem em habitantes no corpo humano, e no corpo espiritual, que mora no corpo mortal, podemos ver a alma individual. E o fato, que acabo de sinalar, ilustra e de alguma maneira descreve a Natureza de Deus, a Cuja imagem estas almas foram criadas. Sabemos e podemos detectar a existência e presença do Pai, porém, com nossos olhos espirituais não O podemos ver. Somente quando tivermos nossas almas desenvolvidas pela Essência Divina de Seu Amor, O podemos perceber com nossas percepções da alma.

Vocês não têm palavras em seu idioma para explicar estas percepções da alma. E não há nada na natureza criada, do que vocês tenham conhecimento, que poderia servir como comparação. Mas é uma verdade, que a visão da percepção da alma para seu dono é tão verdadeira — como posso dizer, objetiva — ao igual que a visão do olho para o mortal.

Considerando esta matéria da criação da alma, um poderia perguntar: " foram todas as almas, que encarnaram, ou que estão esperando a encarnação, criadas no mesmo momento, ou continua aquela criação ainda?" Sei que o mundo dos espíritos contém muitas almas, como as que descrevi, esperando seus lares temporais e assumir a individualidade na forma humana. Mas se aquela criação já terminou, e algum dia a reprodução dos homens para o efeito da incorporação de estas almas cessaria, não sei. O Pai nunca mo revelou, nem aos outros de Seus anjos, que Lhe estão perto em sua Divindade e Substância.

O Pai não me tem revelado todas as verdades e o funcionamento e os objetivos de suas leis criadoras, e tampouco me deu todo o poder, a sabedoria e a omnisciência, como alguém poderia achar a justificação para crer, por certas das afirmações da Bíblia. Sou um espírito progressivo, e como cresci no Amor, o conhecimento e a sabedoria na terra, ainda sigo crescendo nestas qualidades. O Amor e a Misericórdia do Pai vêm a mim com a asseguração, que nunca em toda a eternidade, deixarei de progredir para a Fonte de Água Viva de estes Atributos Seus, do único Deus, do Tudo-em-Tudo.

Como dizia, a alma do homem é o homem — antes, durante sua existência como mortal, e sempre depois no mundo dos espíritos. E o resto das partes do homem, como a mente, o corpo, o espírito, são só atributos, que podem ser separados dele durante o progresso de sua alma em seu desenvolvimento para o destino de um homem perfeito ou de um anjo Divino.

E na última progressão, os homens talvez não sabem, mas é uma verdade, a mente — é dizer, a mente segundo a humanidade a conhece — se converte, por expressá-lo assim, em não existente; e esta mente (como alguns a chamam, a mente carnal) é deslocada e substituída pela mente da alma transformada, que é em substância e qualidade, e em certo grau, a mente da Deidade mesma.

Muitos teólogos, filósofos e metafísicos crêem e ensinam, que a alma, o espírito, e a mente são substancialmente a mesma coisa; que de qualquer deles se pode dizer que é o homem — o ego; e que no mundo dos espíritos, uma ou outra de estas entidades é a que persiste e determina, em seu desenvolvimento ou falta de desenvolvimento, a condição ou o estado do homem depois da morte. Mas este conceito de estas partes do homem é errônea, porque cada uma tem uma existência e um funcionamento distinto e separado, não importa, se o homem for um mortal ou um espírito.

Durante todos os séculos, os homens especularam sobre a alma e procuraram defini-la e as qualidades e atributos dela, no entanto, para eles foi intransitiva e impossível a compreensão pelo intelecto, que é o único meio, que o homem possui geralmente para buscar a grande verdade da alma. Portanto, a pergunta do que é a alma, nunca tem sido contestada satisfatória ou autoritariamente; porém, a alguns de estes cientistas, quando a inspiração derramou uma fraca luz sobre eles, lhes veio uma certa olhada do que é a alma. No entanto, à maioria dos homens, que intentaram solucionar o problema, a alma, o espírito e a mente são substancialmente o mesmo.

Mas a alma, como referente ao homem, é uma entidade por si mesma, só; uma substância verdadeira (conquanto é invisíveis para os mortais), o que discerne e retrata à condição moral e espiritual dos homens, nunca morre (quanto sabemos até agora), e é o ego verdadeiro do homem. Nela se centram o princípio de amor, os afetos, os apetites e as paixões, e as possibilidades de receber, possuir e de assimilar isso, o que eleva o homem ao estado ou à condição do anjo Divino ou do homem perfeito, ou o abaixa à condição, que o ajusta para os infernos de escuridão e de sofrimento.

A alma está sujeita ao arbítrio do homem, a que é a maior de todas as dotações que lhe foram concedidas por seu Feitor em sua criação, e ela é, no pensamento ou na ação, o índice certo dos operações desse arbítrio. Na alma, as qualidades do amor, o afeto, os apetites e as paixões estão influenciadas pela potência do arbítrio, pelo bom ou pelo mau. Pode estar inativa e estagnar, ou pode estar ativa e progredir. E suas energias podem ser governadas assim pelo arbítrio pelo bom ou pelo mau; mas estas energias pertencem a ela e não formam parte do arbítrio.

O lar da alma está no corpo espiritual, não importa se esse corpo está encaixado no mortal ou não. Nunca está sem esse corpo espiritual que, em aspecto e a composição, é determinado pela condição e o estado da alma.

E finalmente, a alma ou sua condição, decide o destino do homem a medida que ele continue em sua existência no mundo dos espíritos — não um destino final, porque a condição da alma nunca está fixa. Quando esta condição troca, o destino do homem troca; porque o destino é algo circunstancial, e se desconhece um caráter definitivo no progresso da alma, até que se converta no homem perfeito (então está satisfeita, e não procura por nenhum progresso superior).

Agora, em seus idiomas comuns e também em seus términos teológicos e filosófica, os mortais que têm passado à vida espiritual se chamam espíritos, e em certo sentido, isto é a verdade. Mas esses mortais não são existências nebulosas, não formadas e invisíveis. Têm uma realidade de substância, mais verdadeira e mais duradoura do que a tem o homem como mortal, e são, na forma e nas características, visíveis e sujeitos ao tato e aos sentidos espirituais. Assim, quando os homens falam da alma, do espírito e do corpo, se entendessem a verdade dos términos, diriam: alma, corpo espiritual, e corpo material. Existe um espírito, mas é algo muito distinto e diferente do corpo espiritual, e também da alma.

O espírito não é uma parte do corpo espiritual, mas é um atributo da alma, exclusivamente. Sem a alma, não poderia existir. Não tem nenhuma substância, como a tem a alma, e não é visível à visão do espírito. Somente pode-se observar ou entender o efeito de seu funcionamento. E é sem corpo, forma, ou substância; todavia, é verdadeiro e poderoso. E, quando existe, nunca cessa em suas operações, e é um atributo de todas as almas.

Então, que é o espírito? Simplesmente isto: a energia ativa da alma. Como tenho dito, a alma tem sua energia, que pode estar inativa ou pode estar ativa. Se está inativa, o espírito não existe; se está ativa, o espírito está presente e manifesta aquela energia na ação. Confundindo o espírito com a alma, como idênticos, conduz ao erro e se afasta da verdade.

Dizem que Deus é espírito, o que em certo sentido é verdade; porque o espírito é uma parte de Suas Grandes Qualidades de alma, e a que Ele utiliza para manifestar Sua Presença no universo. Mas o dizer que o Espírito é Deus, não representa a verdade, a menos que esteja disposto a apreciar a proposta como verdadeira, que uma parte é igual ao conjunto. Nos desígnios de Deus, Ele é todo Espírito, mas o Espírito é somente o mensageiro de Deus, pelo que Ele manifesta as energias de Sua Grande Alma.

E assim acontece com o homem. O espírito não é homem-alma, mas o homem-alma é espírito, pois é o meio pelo que a alma do homem dá a conhecer suas energias, poderes e presença.

Bem, tenho escrito suficiente por esta noite, mas outro dia virei para simplificar este tema. Mas lembra disto: Essa Alma é Deus; a alma é homem; e todas as manifestações, como o espírito e o corpo espiritual, são simplesmente evidências da existência da alma — do homem verdadeiro.

Com meu amor e minhas benções, lhe direi boa noite.

Seu irmão e amigo,

Jesus

 

 


 

 

A alma e a sua relação com Deus, com a vida futura, e com a imortalidade

 

Eu estou aqui, Mateus (o discípulo)

Não lhe escrevei durante muito tempo, e desejo dizer a você umas palavras acerca da alma e sua relação com Deus, com a vida futura, e com a Imortalidade.

A alma é uma imagem da Grande Alma do Pai, e comparte certas características desta Grande Alma, exceto que não possui necessariamente o Amor Divino, que converte a alma de um mortal ou de um espírito em participante da Divindade. A alma pode existir no homem e espírito com todas as qualidades receptivas, porém, nunca possuir a Essência Divina para enchê-la, a mesma que é necessária para converter o homem ou o espírito em uma nova criatura — é dizer, o sujeito do Novo Nascimento.

Somente esse mortal ou espírito, que recebeu o Amor Divino do Pai, pode chamar-se imortal; todos os outros, podem viver ou não o podem. Ainda não se tem revelado a nós, se a vida ou a existência de estes espíritos, que não tenham o conhecimento consciente da Imortalidade, continuará ou não por toda a eternidade. Mas se viverem, será porque Deus assim deseja que vivam. Mas sua existência estará sujeita ao câmbio, e se ocorre esse câmbio, somente Deus conhece, qual será seu caráter; enquanto que a alma que tem adquirido a Imortalidade, não pode morrer nunca. Seu estado relativo a uma vida por toda a eternidade, está fixo. E até Deus mesmo não pode destruir aquela existência, porque é o dono de aquela Divindade, a que faz que Deus é Imortal.

"A alma que peca, pecando morrerá" significa, que as qualidades que ela tem que obter para convertê-la em parte da Imortalidade, não podem jamais vir a ela; portanto, no que concerne a estas qualidades, ela está absolutamente morta.

A alma seguirá vivendo, porque nenhum espírito poderia possivelmente ter uma existência sem um alma. E quando os homens procuram ensinar que, quando o espírito da vida sai do corpo, a alma morre, esses homens não dizem a verdade. A alma viverá, quanto tempo continuar a existência do espírito, e até que o grande câmbio (se o há) venha a esse espírito.

Assim pois, todos os homens têm que crer, que a alma que Deus deu ao homem é igualmente uma parte do homem, como é o corpo espiritual ou físico. A alma é a parte suprema do homem, e é a única parte, que de alguma maneira se assemelha ao Grande Pai, que não é corpo ou corpo espiritual em forma, mas é alma. E a alma do homem, como eu disse, é uma imagem de aquela Grande Alma.

Assim vê, quando falamos da destruição da alma, isso não significa que a alma, que pertence a cada espírito, será destruída, mas que a potencialidade para aquela alma receber o Amor e a Natureza Divina do Pai será destruída.

É claro que, a gente pode matar de fome ao alma e colocá-la em uma condição do estagnação, de modo que todas suas potências receptivas, por expressar-me assim, estejam mortas, e somente um grande milagre ou uma ajuda pouco comum pode acordá-la. Mas o dizer que a alma pode morrer, é falso.

Dizendo isto, não incluo a possibilidade de um certo grande câmbio no espírito do mortal, pelo que pode ser destruído esse espírito. Nesse caso, a alma deixará de existir como uma alma ou entidade individualizada. Não sei, qual seria o destino de uma alma em aquelas circunstâncias, e, portanto, não o posso predizer. Mas a menos que haja um grande câmbio desta natureza, a alma viverá, mas não como um alma imortal, possuindo a Essência da Divindade (exceto que tenha experimentado o Novo Nascimento).

Deus, a Grande Super-Alma, não chamará a Si a alma de nenhum homem, no sentido de privar a esse homem de sua alma. Mas Sua relação com aquela alma será simplesmente a do Criador com o criado, sujeita sempre à Vontade do Criador; enquanto que a relação de Deus com a alma, que tem recebido o Novo Nascimento, e, portanto, a Natureza Divina, não somente é de Criador e criado, mas também que de um co-igual, quanto se refere a esta grande qualidade da Imortalidade. A alma do homem então chega a ser auto-existente, e não depende de Deus em sua vida perpétua.

Isto, eu sei, não é um tema fácil, para a mente mortal entendê-lo. Mas quando você ter recebido as percepções da alma além de sua mente natural, não será tão difícil captar o significado exato de minhas propostas.

Sou seu irmão em Cristo,

Mateus

 

 


 

 

Um discurso sobre a alma por Cornélio, o primeiro gentil Cristão

 

Deixe-me dizer a você só uma palavra quanto ao alma. Escutei o que Mateus disse, e me parece que ele não descreveu, o que é a alma, tão claramente como tivesse sido desejável.

Meu conceito da alma é, que é aquela parte da existência do homem, que determina para ele, qual será seu destino. É o pensamento verdadeiro, o querer, e a parte consciente do homem. O intelecto do homem pode morrer (isto lhe pode parecer irreal, mas é verdade) e o homem pode deixar de existir como algo consciente, se seu intelecto fosse a única faculdade, que ele possui, para trazer a ele a consciência de sua existência. Contudo, a alma, por quanto sabemos, nunca pode morrer. Tem como qualidades e elementos, todas as percepções e poderes do raciocínio, os que o intelecto tem, e muitos mais. A alma é a única faculdade ou a parte do homem, que realiza a missão de saber, de razoar, e da determinação, depois de que homem tenha passado à sétima esfera. E, portanto, a menos que estas qualidades ou percepções da alma estão desenvolvidos pelo alma que obtém o Amor Divino, um homem ou espírito não pode entrar na sétima esfera, porque ele não poderia viver ali de modo algum, entender ou fazer nada em aquela esfera, desprovido deste Amor.

A alma não necessita de nenhuma instrução pelos sentidos físicos, porque não serve utilizar esses sentidos nas operações das faculdades da alma. E, portanto, um homem que nunca cultiva estes sentidos da alma, como quero dizer, não é capaz de entender as coisas espirituais superiores das esferas Celestiais.

Não escreverei mais esta noite, mas virei outra vez.

Seu irmão em Cristo,

Cornélio,

o primeiro gentil Cristão

 

 


 

 

Lucas explica o mistério do nascimento da alma no humano. Ele assevera também, que não existe a reencarnação

 

Eu estou aqui, Lucas

Desejo informar-lhe esta noite o mistério do nascimento da alma no humano.

Todas as almas que entram em corpos mortais, antes desse advento, são existências verdadeiras, vivas, e feitas à semelhança da Grande Alma, conquanto não tenham as qualidades e as potencialidades de aquela Alma; e também, não têm a forma de personalidade individualizada, a que têm depois de converter-se em partes da composição ou forma dos corpos mortais e espirituais de seres humanos.

Em sua existência antes de transformar-se em um residente no corpo mortal, a alma tem consciência de sua existência, e de sua relação com Deus e com outras partes da Grande Alma, e mais especialmente, do caráter duplo de seu ser; e com isto, me refiro às diferenças sexuais nas dois partes da alma, que da maneira que estão unida, constituem a alma completa.

Quando chegue o momento para esta alma de converter-se em um morador no moldura mortal, as dois partes, das que falo, se desunem, e ao mesmo tempo, somente uma parte entra em um mortal, e jamais ambas partes no mesmo mortal. Esta separação é necessária para a individualização de cada parte desta alma completa; as dois partes, porém, nunca perdem aquela correlação, ou as qualidades de ligação que existiram antes de sua separação, e que continuam existindo depois. E no grande futuro, depois de que o trabalho da individualização se termine, as dois partes se unirão outra vez e se juntarão para formar a alma completa.

Esta separação pode existir por um momento mais longo ou mais curto, o que depende do desenvolvimento similar de aquelas qualidades parecidas, o que é absolutamente necessário, para esta unificação no original, por formulá-lo assim, poder ter lugar.

Como tenho dito, antes de sua separação, esta alma tem consciência de sua existência. E quando seu caráter duplo a abandone, ou antes, quando se converta em dois partes separadas, depois de isso, até seu reentrada no mundo dos espíritos, esta alma não retorna outra vez a estas partes. Mas para recuperar esta consciência, não se precisa que ambas partes reentrem na vida espiritual simultaneamente. Porque se uma parte se converte em um espírito, livre do corpo físico, e a outra parte segue no corpo mortal, a parte que regressa ao mundo dos espíritos, pode experimentar um acordar a esta consciência, o que depende de certas condições e progressos.

Acontece amiúde, que ambas partes voltam para o mundo dos espíritos, mas vivem durante muito tempo como espíritos, sem terem uma restauração desta consciência, devido a várias razões que podem existir. As condições do desenvolvimento das dois partes podem ser tão imensamente diferentes, que a realização desta consciência pode ser completamente impossível. E isso muito amiúde acontece, quando estas dois partes individualizadas recebem a informação, de que são almas gêmeas, e não crêem aquela informação, e vivem em indiferença completa a esse fato.

Mas em última instância, a consciência de sua relação virá a elas, porque seu desenvolvimento, não importa se é intelectual ou espiritual, tenderá para o acordar desta consciência, que sempre está presente com elas, conquanto estiver latente.

Agora, relativo a o que é esta alma em seus componentes, dimensão ou forma, antes de sua separação com o fim de converter-se em um habitante do corpo mortal, nós, os espíritos, não temos a informação e não o sabemos. Estamos amiúde presentes na concepção e também no nascimento de um criança, e compreendemos que uma alma se tem estabelecido na carne. Mas não podemos visualizar esta alma, como entra nesse lar do ambiente mortal porque, relativo a nós, é invisível e não tem forma alguma. Mas depois de sua moradia no corpo humano, a podemos perceber e compreender sua existência, porque então assume uma forma; e aquela forma varia em diversas encarnações — é dizer, nas encarnações em diversos seres humanos.

Nunca temos visto a Alma de Deus, conquanto sabemos que existe esta Grande Super-Alma. Portanto, não podemos ver a alma de nenhuma imagem da Grande Alma, até que chegue a estar, como digo, individualizada.

Sei que os homens se maravilharam e fizeram amiúde a pergunta relativa à preexistência da alma, que se tem encarnado, e que qualidades e atributo tinha durante sua preexistência. E quanto a estes detalhes, desejo dizer que, conquanto somos habitantes dos Céus Celestiais de Deus, os espíritos temos pouca informação; conquanto sabemos que a alma — e eu me refiro ao alma completa em unidade — tem uma existência antes de sua individualização. Você pode perguntar, como sabemos isto. Bem, será duro explicar a você isto de modo que o possa compreender. Mas isto lhe posso dizer: que por nossas percepções da alma, os espíritos do desenvolvimento superior da alma, podemos entender a existência de estas almas como imagens da Grande Alma. E as qualidades de estas imagens são assim, que não podemos ver, assim você diria, estas almas ou suas qualidades com nossos sentidos, contudo, estamos conscientes de sua existência. Para utilizar uma ilustração que não é cem por cento apropriada: você entendes que o vento sopra, mas, não o pode ver.

E você entende, além disto, e isto é o resultado de nossa observação, que quando a alma — e tenha presente que me refiro às dois partes, quando digo alma — encarna e assume uma vez uma forma individualizada, ela não perde nunca depois de isso a individualidade. Portanto, nunca regressa a sua condição da preexistência, e nunca pode outra vez reencarnar na existência de um humano.

Não existe a reencarnação. Todas as teorias e especulações dos homens sobre aquela pergunta, que concluem que um alma encarnada uma vez pode voltar a encarnar, são incorretas. Porque a encarnação de um alma é somente um passo de desenvolvimento em seu progresso destinado para uma existência invisível, sem forma, seja um anjo glorioso, ou um espírito aperfeiçoado. Neste progresso, uma alma nunca dá meia volta a seus passos de progressão. Está progredindo sempre, conquanto ocorre às vezes a estagnação. Mas continua como espírito individualizado, até que alcance seu alvo no cumprimento do Plano do Pai para o aperfeiçoamento de seu universo.

Isto é um tema de difícil tratamento por várias razões, entre outros, o fato de que nós espíritos, não importa quão alto seja nossa realização, não contamos com a informação para dar uma descrição cheia e completa da alma e sua qualidade antes de sua encarnação; e vocês os mortais, não são capazes de compreender a verdade completa, como a pretendemos comunicar.

Fiz este esforço de dar-lhe uma certa idéia fraca da alma, pois está em boas condições esta noite para receber minhas idéias. Mas estou consciente de que minha tentativa resultou inadequada. Mas por ela, pode entender que a alma tem uma existência antes de achar seu lar no corpo físico; que é duplo e tem uma consciência da relação entre suas dois partes; que depois de ter recebido a experiência da vida mortal e ter recebido uma individualidade, volta ao mundo dos espíritos; que, em um certo momento, recuperará aquela consciência, e que as dois partes se converterão em uma unidade a menos que, no desenvolvimento de estas partes separadas, se apresentem barreiras, que podem prevenir sua unificação. E, além disto, que esta alma nunca dará meia volta a seus passos de progressão para reencarnar de novo.

Agora terminarei, e com meu amor e minhas benções, lhe digo boa noite.

Seu irmão em Cristo,

Lucas

 

 


 

 

Jesus declara que a doutrina da reencarnação é falsa e carece completamente de fundamento

(mensagem de "Revelações do Novo Testamento")

 

Eu estou aqui outra vez, para escrever a você sobre um tema que tem criado interesse entre você, o doutor e outros, e isso é o artigo sobre a reencarnação. Nos mensagens Padgett, várias comunicações trataram com a falsidade e o absurdo desta doutrina, que sustenta que a alma humana pode reencarnar de um corpo carnal em outro em sucessão, por um período de tempo, e que, por conseguinte, a alma acha uma oportunidade para diminuir seu desejo pelo pecado, e assim, à final, alcança a purificação enquanto está na carne.

Se você examinar a pergunta um pouco mais de perto, verá a impossibilidade da alma no mundo dos espíritos, para reencarnar em outro corpo, pela razão que a alma, para este presumido fenômeno, teria que jogar o corpo espiritual para ingressar em um corpo mortal, posto que a alma está encaixada em um corpo espiritual, que é material em sua natureza, mas não de uma matéria grossa, a que os mortais chamam o mundo material. E esse corpo espiritual, que é a cobertura e a proteção da alma, é o que dá à alma sua individualidade como entidade consciente, e permanece com a alma enquanto exista. No mundo dos espíritos, não se privou nunca a nenhum espírito de sua alma. E nenhum corpo espiritual hipoteticamente privado assim de sua alma, morreu ou se desintegrou jamais, ou desapareceu de sua moradia, exceto quando avança partindo de uma esfera para outra durante seu progresso à sexta esfera (ou ao paraíso espiritual) ou aos Céus Celestiais e à Imortalidade.

Por quanto sabemos hoje no mundo dos espíritos, o espírito, é dizer, a alma e seu corpo espiritual, pode viver por toda a eternidade, se Deus assim o requiser, até mesmo, se não possuir a consciência da Imortalidade através da possessão do Amor Divino; e continuará vivendo certamente por toda a eternidade — a alma e seu corpo espiritual inseparável — se possuir o Amor Divino, a Imortalidade, e a unidade com o Pai.

Como a alma não se pode tirar, ou arrancar, ou de nenhuma outra maneira privar de seu corpo espiritual, uma vez que tenha vindo ao mundo dos espíritos, seria igualmente impossível, que o corpo espiritual se incorpore no corpo humano de outro humano. Porque somente um alma sem corpo espiritual pode incorporar-se em um corpo humano. E na morte deste corpo, a alma manifesta seu corpo espiritual. A doutrina da reencarnação é, portanto, completamente sem base. Porque é impossível, deixe-me repeti-lo, para um alma com seu corpo espiritual, ingressar em um corpo humano e voltar a nascer na carne.

Quando um humano morre na carne, sua alma já tem alcançado, em circunstâncias ordinárias, o propósito de sua criação; é dizer, individualização e a criação dos receptáculos para as almas. E em seu corpo espiritual, em tamanho, dimensão, aspecto e natureza, deita a criação completa sem a cobertura da carne.

Esta alma aparece no mundo dos espíritos, repleta do que originou a falta de harmonia em sua vida terrestre. Mas posto que tem a oportunidade de eliminar isto e de converter-se em uma alma purificada no mundo dos espíritos, pelo exercício de seu arbítrio e força moral e arrependimento, ou de converter-se em um anjo Divino pela oração ao Pai por Seu Amor Divino e Sua misericórdia, transformando a alma na Essência mesma do Pai, é, portanto, absolutamente desnecessária, que a alma ingresse novamente na carne, para ter outra ocasião de purificar-se; porque o Pai Amoroso e Misericordioso já proporcionou um Plano, que permite à alma — o homem verdadeiro — atingir a purificação. E aqui, Deus se mostra mais clemente do que Ele tivesse sido ao decretar provas sucessivas na carne para o processo da purificação. Porque o homem, quando assim intenta purificar sua alma, ao mesmo tempo teria que lutar com a influência pecaminosa da carne; e sua purificação definitiva se prolongaria assim indefinidamente, ou quiçá nunca a atingiria, até o fim do tempo. Assim você pode ver, que Deus mostra Seu Amor por Suas crianças criadas, proporcionando-lhes um caminho para purgar seus pecados, enquanto estejam livres das influências funestas da carne (as que atrapalhariam somente, e fariam mais difícil, seu progresso tortuoso para a purificação).

No relacionado às expressões no Novo Testamento, o primeiro é que eu nunca tinha a reencarnação na mente, quando perguntei meus discípulos, especialmente Pedro: "Quem diz o povo ser o Filho do Homem?" Formulei aquela pergunta simplesmente, para levá-los a indicar, se me consideravam como o Messias, como alguns deles já o fizeram, conquanto não no sentido espiritual ou a compreensão exata, de que eu tinha trazido a Imortalidade à terra em minha alma.

Uma vez mais tinha razão no pensamento de que disse: "Eu, porém, vos declaro que alguém como Elias já veio", e não: "Eu, porém, vos declaro que Elias já veio" porque me referi a João o Batista, o que, em seu tipo de sermão e em seu temperamento, e até em sua roupa e o alimento, era uma reminiscência a Elias. Mas aqui a semelhança já se acabou. Porque cada um dos dois viveu sua vida distinta, e são almas individuais, e ambas vivem nos Céus Celestiais ao mesmo tempo; e isto é uma impossibilidade física com a reencarnação. Porque nesta doutrina, se Elias fosse João o Batista, somente uma alma e somente um corpo espiritual estariam implicados.

(pergunta)

A criança nascida cega não pecou, nem os seus Pais, antes, sofre com a cegueira devido ao defeito físico em sua mãe, que preveniu o desenvolvimento perfeito do feto na seu ventre; e assim, este defeito tem prevenido a manifestação perfeita do trabalho de Deus na criação. Este defeito é um de muitos aos que o mundo imperfeito da carne está sujeito. E é por esta razão que a purificação da alma, enquanto esteja na carne, seria uma tarefa de séculos incontáveis, e um castigo pior do que os infernos mais malvados do mundo dos espíritos na sua duração.

(pergunta)

A cita de Apocalipses 3:12 "e daí jamais sairá" com referência ao "santuário do meu Deus", é uma alusão à alma que possui o Amor Divino em um grau, que a Imortalidade é uma possessão consciente, e seu lar serão os Céus Celestiais por sempre jamais, conquanto o autor mesmo, entendeu muito pouco disso, e tinha em mente uma alma purificada, com sua moradia na sexta esfera, e não uma alma Divina.

Jesus da Bíblia

 

 


 

 

Como a alma redimida se salva dos castigos, que o pecado e o erro têm trazido sobre ela

 

Eu estou aqui, Jesus

Quando a alma está em uma condição do pecado e do erro, não é suscetível ao influxo do Espírito Santo. Para chegar a uma condição de receptividade para estas influências, deve ocorrer um acordar relativo a sua condição real da escravidão por estes defeitos. E até que esse acordar venha a ela, não há possibilidade de que receba o Amor de Deus em si, e que dirija seus pensamentos às Verdades de Deus, e às práticas da vida, que a ajudarão em seu progresso para uma condição de liberdade.

Eu não queria que a humanidade creia, que se obriga a alma alguma para permanecer nesta condição de escravidão pelo pecado, até que o Espírito Santo venha a ela dotado em abundância com o Amor do Pai. A missão do Espírito Santo não é acordar a alma do homem para uma consciência do pecado e da morte, mas trazer simplesmente a aquela alma este Amor, quando a alma estiver lista para recebê-lo.

O acordar deve originar-se por outras causas que influenciam a mente e a alma, e as leve a compreender que a vida, como a vive o homem, não é correta, ou de acordo com as demandas das Leis de Deus, ou com as aspirações verdadeiras de seu próprio coração e alma.

A menos que venha este acordar, a alma está morta de verdade, no relacionado com sua consciência da existência das verdades redentoras. E aquela morte significa uma continuação nos pensamentos do pecado e do mau, e na vida que pode conduzir somente à condenação e à morte nos longos, longos anos vindouros.

Mas para aproximar-me ao grão de meu discurso, gostaria de dizer que a alma que vive em pecado e erro, cedo ou tarde, tem que pagar os castigos pelo pecado e o erro; e não há escapatória do pagamento de estes castigos, exceto pela redenção que o Pai proporcionou em forma do Novo Nascimento. Estes castigos são somente o resultado natural da operação das Leis de Deus, e têm que sofrer-se até que o punir completo esteja pagado. Conquanto um homem pode progredir a uma condição superior da excelência da alma e ter muita felicidade, contudo, ele deve pagar o último centavo e resgatar-se assim de estos castigos.

Com muito amor, sou

Seu amigo e irmão,

Jesus

 

 


 

 

Um discurso sobe a devolução (degeneração) e a evolução do homem

 

Eu estou aqui, Lucas, o autor do que foi o Terceiro Evangelho

Desejo escrever algumas linhas sobre o tema conteúdo no livro, que leu esta noite. Me refiro ao livro que trata da criação e da caída do homem.

Bem, o homem que escreveu o livro, se esforça para reconciliar a doutrina da criação e da caída do homem na Bíblia, com a doutrina científica da evolução, e para demonstrar que estes dois enfoques do tema não são antagônicos, e quando a gente os compreender corretamente, um ponto-de-vista pode ser utilizado para apoiar o outro.

Mas ele não teve sucesso nisto, nem pode, por esta razão, se não tivesse outras: Que o homem não se desenvolveu da besta ou do animal inferior, mas foi sempre o homem, a criatura de Deus, perfeita em sua criação e totalmente natural.

Não tinha nada do sobrenatural acerca dele, e ele nunca possuiu nenhuma natureza de "super-homem", da que caiu no momento de sua desobediência. Ele nunca foi mais ou menos que a criação perfeita de seu Feitor, conquanto ele degenerou em suas qualidades e no exercício de seu arbítrio.

A evolução, ou a doutrina da evolução, tem suas limitações. Seu fundador e os que o seguem, integramente ou de uma maneira modificada, não podem seguir esta doutrina atrás, até a caída do homem. Portanto, quando procuram passar além de aquela etapa, quando o homem parecia haver estado muito degenerado e um produto de progenitores animais, chegam ao campo da especulação, e o conhecimento deixa de existir.

O homem não foi criado com nenhuma das qualidades Divinas, como o autor parece pensar, mas foi feito simplesmente o homem natural, a quem agora vê (sem a profanação de suas qualidades da alma). E a purificação implica somente a eliminação de isso de sua alma, que originou sua saída da condição perfeita de sua criação. É dizer, quando foi criado, o homem estava em harmonia perfeita com a Vontade de Deus e de Suas Leis. E quando ele restabeleça aquela harmonia da unidade com estas leis, então estará em aquelas condições perfeitas, as que eram suas antes da caída.

Assim, a idéia proposta pelo autor, que o homem foi criado com algo do Divino nele, o que o resgatou de uma condição da imperfeição física, e que ele perdeu estas qualidades Divinas, quando ele caiu em aquela condição imperfeita, é totalmente falsa.

A grande verdade em conexão com a criação do homem é, que o homem foi criado perfeito. E no relacionado com seu ordem de criação, ou às qualidades de sua natureza moral e física, não poderia haver progresso, porque o passo seguinte na progressão do homem teria sido o Divino.

Assim, você verá que o homem foi criado tão maravilhosa e perfeitamente, que ele foi somente um pouco inferior aos anjos. E com anjos, me refiro às almas dos homens, que deixaram de estar encarnados, participam no Amor Divino, e chegaram a ser parte do Pai em sua Divindade do Amor. Não me refiro às almas no mundo dos espíritos, as que têm somente o desenvolvimento de suas qualidades morais. Estas últimas, sempre que se tenham purificado e estejam em harmonia com as Leis e a Vontade de Deus, são somente homens aperfeiçoados em suas naturezas e organismos, como estiveram no momento da criação do homem.

O homem perfeito possui essas qualidades e os atributos que foram seus no momento de sua criação, e ele não pode progredir ou chegar a ser maior ou diferente do que foi no momento de sua criação. Foi elaborado perfeitamente como criação; e além do perfeito, não pode desenvolver-se nada maior das qualidades e das faculdades, em seu conjunto, que o fizeram perfeito. E, para progredir, tem que vir à natureza do homem, desde fora, o Amor Divino, que adicionará a estas qualidades e as faculdades (o que, você pode entender, não é nenhuma parte ou método da evolução).

Quando caíram os primeiros pais, destruíram a harmonia de sua existência com as Leis de Deus. Também os privou da grande potencialidade de converter-se em Divinos em suas naturezas do amor e da imortalidade, como o Pai. Mas, como simples homens criados, caíram da perfeição, e não da Divindade. Nem os privou da possibilidade de viver por sempre nos corpos físicos por aquela caída, porque esses corpos foram feitos somente com o fim de permitir às almas sua individualização, e depois de isso, que morram e se dissolvam em seus elementos derivados.

O corpo físico nunca foi criado para viver para sempre. E os homens nunca foram criados para viver na terra por sempre. Porque um mundo maior e mais extenso foi previsto para sua moradia eterna, onde as coisas são verdadeiras e somente existe o espiritual. A terra é só uma imagem das realidades do mundo dos espíritos, e existe somente como quarto das crianças para a individualização da alma.

Para que não interprete mau o que quero dizer, lembre, a alma é o homem — o ego — e quando caiu o homem, não foi a parte física do homem que caiu, exceto de maneira como foi influenciado pelo alma. Antes, foi a alma que caiu. E a sentença de "morte" não foi pronunciada sobre as potencialidades físicas, mas sobre as da alma. E, portanto, você pode ver que, quando o homem chegar outra vez a ser o homem perfeito, não é necessário que o corpo físico seja restabelecido.

Até mesmo, se não for contrario às leis físicas do universo (ou, por dizê-lo mais corretamente, às leis que controlam a parte material do universo), que ressuscite o corpo material do homem e albergue outra vez a alma, simplesmente não seria necessário. Porque a alma tem seu corpo espiritual, que manifesta sua individualidade. Não há necessidade para a ressurreição do corpo físico, e não haverá aquela ressurreição, porque Deus nunca faz algo inútil.

Como digo, o homem nunca tem deixado de ser o homem da criação de Deus, conquanto ele degenerou e se contaminou, e em uma época na história de sua existência, "devolucionou" em um grau onde, exceto relativo a as qualidades essenciais de sua criação, ele pareceu ser inferior aos animais brutos. Mas ele foi sempre o homem da criação de Deus, e nunca um animal de ordem inferior.

Os cientistas, em sua busca e investigação geológica, em seus descobrimentos de fósseis e de rastros do homem antigo, e em suas teorias biológicas concluem, que o homem teve um grau mais baixo de inteligência e da maneira de viver; e podem estar justificados em aquela conclusão. Podem também concluir que ele se tem desenvolvido gradualmente de aquela condição e estado, e deduzir teorias aparentemente corretas de isso. Contudo, quando procuram ir além, entram somente no reino da especulação, e se perdem na escuridão do mistério. Podem aclamar com todo direito a evolução do homem do momento, onde o perdem em sua investigação para atrás de aquela evolução, mas não podem saber nada de sua "devolução" (degeneração) anterior a esse tempo. E portanto, suas especulações carecem de fundamento na substância.

Não, o homem não se desenvolveu do animal inferior, mas somente de si mesmo quando ele, em sua caída, atingiu o fundo. Neste detalhe, a história e a experiência do homem é a seguinte: ele foi criado perfeito; ele pecou; ele caiu da condição de seu estado criado; sua condição no fundo de sua caída foi inferior em algumas fases ao animal bruto; depois de longos séculos, ele começou elevar-se de sua condição baixa, e tinha progredido, quando os cientistas, por seus descobrimentos, então acharam evidência de sua condição; e desde então, ele foi o tema de sua "evolução".

Mas os cientistas e toda a humanidade têm que saber que, sempre durante estes séculos de descida e ascensão, o homem foi sempre o homem, a criação suprema de Deus — e a mais caída.

Bem, tenho escrito suficiente por esta noite. Mas como estava com você hoje, quando leu, e vi as idéias falsas do autor do livro, igual que as dos cientistas a quem ele se referiu, pensei que era recomendável escrever a você umas poucas verdades incompletas sobre o tema.

Virei cedo e escreverei.

Assim, com meu amor e minhas benções, direi a você boa noite.

Seu irmão em Cristo,

Lucas

 

 


 

 

Sobre a necessidade para os homens dirigirem seus pensamentos ao espiritual

 

Eu estou aqui, Lucas do Novo Testamento

Desejo declarar certas verdades referentes à necessidade para os homens dirigirem seus pensamentos ao espiritual, e permitirem, que os assuntos materiais da vida, consumam menos de seu tempo e pensamentos.

Em primeiro lugar, o que é eterno é mais importante do que é temporal e que existe por um curto tempo somente, conquanto esta coisa temporal seja necessária para sustentar e preservar o homem, enquanto viva sua vida na terra.

Não quero que você me compreenda mau, como implicando que estas coisas materiais não são necessárias e importantes, para o homem as adquirir e utilizar para o melhor benefício possível, porque são uma necessidade para sua existência na terra. E não somente é um privilégio, mas também um dever para o homem, dar o melhor possível uso a estes regalos materiais, e para situar-se em aquela condição, que lhe permita gozar ao máximo destas coisas, que lhe foram proporcionadas para sua comodidade e felicidade material. E, além disto, é seu dever, empregar seus esforços para desenvolver o uso e a aplicação de estas coisas, para sacar vantagem e o maior benefício possível do uso apropriado delas.

E para fazer isto, eu entendo, que o homem tem que dispensar uma porção de seus pensamentos e dedicar parte seu tempo à consideração delas, e aos meios e métodos como obter o melhor resultado. Fazendo isto, o homem não desobedece as leis do Pai ou os requisitos, os que as leis de sua própria existência exigem.

Os descobrimentos dos inventores são desejáveis, e o trabalho dos homens na manufatura de estes descobrimentos é recomendável; e assim são os esforços do homem de negócios, do mecânico e dos financeiros para ter sucesso em sus diversas empresas, e por conseguinte, para acumular dinheiro e utilizar o mesmo para sua comodidade e sustento.

Mas isto, ou os pensamentos e os esforços para atingir estes resultados, não ajudam para o desenvolvimento da alma, tampouco para o desenvolvimento da cara espiritual da natureza do homem. E se o homem dedica a esta busca mais horas de seu tempo de vida, quando ele venha a livrar-se desta carga e a passar ao país dos espíritos, ele encontrará que é muito pobre, de fato — que a parte eterna de seu ser experimentou só um pequeno desenvolvimento, e que sua alma somente é apta para um lugar, onde aqueles, que acumularam suas riquezas na terra, necessariamente têm que ir.

Tão atrativa é esta acumulação do dinheiro e o lucro de fama ou de posição social, uma vez que esteja comprometido em isso, e especialmente quando esteja acompanhado pelo que ele chama sucesso, ele dedica naturalmente todo seu tempo e seus pensamentos a estes esforços. E, por conseguinte, muito pouco deste tempo curto na terra dirige aos pensamentos, e ao afã pelas matérias superiores.

Se os mortais, e especial os que tão árdua e constantemente se dedicam ao esforço por ganhar o sucesso, o que acabo de mencionar, pudessem somente ver e conhecer a condição daqueles com aspirações parecidas, que se comprometeram a buscas similares, quando viviam na terra, e os que agora vivem no mundo dos espíritos, olhariam plenamente a frivolidade desse esforço, e o grande dano, que mata a alma, que o presumido "sucesso" na terra acarreou para estes espíritos.

Podemos supor que muitos de estes espíritos não cometeram uma injustiça ou um dano afirmativo em seu trabalho, e não se situaram na condição, à que me refiro, devido a um mau ou um prejuízo, porém, se acham em uma condição estagnada e encolhida da alma e das qualidades espirituais, e tudo porque descuidaram o desenvolvimento de sua alma, ou a cultivação de suas qualidades espirituais, enquanto perseguiram com ardor o material.

Seu pecado era o da omissão. Traz seus resultados com muita certeza, e é o mais comum entre os homens, que pensam demasiado no material, ou não pensam de modo algum, ou são indiferente a tudo, e que estão satisfeitos vivendo em uma atmosfera ou um estado de complacência vegetal.

A lei funciona igual sobre o homem que descuida sua natureza espiritual devido a sua absorção no material, como sobre o homem que é culpado de aquela negligência devido à indiferença ou a complacência com os prazeres que o material lhe brinda. Em ambos casos, os resultados são iguais: a alma permanece estagnada e as qualidades espirituais estão inativas. E o homem de aquela negligência encontrará, que seu lugar no mundo dos espíritos está cheio de escuridão e de sofrimento.

A vida é curta e o tempo é efêmero, conquanto um homem possa viver sua época assinada de três vezes vinte e de dez anos. E não há lugar em todo o universo de Deus onde é tão importante, que o homem comece com seu caminho ao progresso eterno como o da vida na terra. Ali, a alma deve experimentar seu acordar, e nutrir-se de pensamentos e afã pelo espiritual.

Quando assim na terra se dá um começo, é tanto mais fácil para o progresso contínuo da alma no mundo dos espíritos. Se não, o acordar se pode atrasar por anos, e o progresso que o segue pode ser, e é geralmente, muito lento.

Por isso digo, que os homens não dediquem tanto tempo a essas coisas, que são temporais somente, enquanto vivam no mundo do tempo, até que o mortal se converta em um espírito. Os pensamentos são coisas; e quando se aplicam ao desenvolvimento espiritual do homem, são coisas de uma importância vital. Um pequeno pensamento pode conduzir uma alma a um estado inativo, apenas vivo, ou a permitir crescer e aumentar em algo de beleza e de harmonia com as possibilidades espirituais de seu dono. E, como se disse, onde estão seus tesouros, ali estará também seu coração. E assim serão seus pensamentos, os que dirigem a alma desse homem para a escuridão ou a luz.

Assim pois, com todo meu amor, lhe direi boa noite.

Seu irmão em Cristo,

Lucas

 


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