Capítulo 8
O Reino do homem natural perfeito—os céus espirituais
O céu é tanto um lugar, quanto uma condição da alma. (A. G. Riddle)
João confirma o que Jesus escreveu sobre os dois reinos.
O "Libro de Revelações" já não é o texto original, o que João o Apóstolo escreveu. (João)
João descreve a terceira esfera e também confirma, que Jesus escreveu "a Oração"
O Reino do homem natural perfeito—os céus espirituais
Jesus descreve o caminho para o Reino de Deus na terra e para o reino do homem natural perfeito, ou os céus espirituais
Eu estou aqui, Jesus
Venho esta noite para escrever a você sobre o único caminho, como os homens podem alcançar o Reino de Deus, ou o caminho ao homem perfeito.
Este é um tema, que muitos homens e mestres trataram de explicar à humanidade, e os caminhos descritos têm sido tão variados e às vezes tão contraditórios, como se diferiram os pensamentos e a educação de estes homens; e todos procuraram fundar seus ensinos e conclusões na Bíblia. Quero dizer, que é claro que, aqueles que confessam serem cristãos fazem isso. Relativo a outros mestres e reformadores (como eles têm sido chamados), os ensinos deles se baseiam nas doutrinas das várias religiões, às que pertenciam, ou professavam lealdade.
Mas o Reino de Deus é mais tipicamente uma frase, que se encontra na Bíblia, e até certo ponto, nas escrituras Hebraicas.
Considerando o tema desta mensagem, é importante primeiro compreender, o que significa "Reino de Deus." Alguns o compreendem ou concebem como um reino na terra, onde a Vontade e as Leis de Deus serão cumpridas e obedecidas pelos homens na vida mortal, e outros o compreendem como este Reino de Deus, que existe e continuará existindo em perfeição no mundo dos espíritos; e alguns poucos, como o Reino, que encontrará seu lar, ou lugar de existência, nas esferas Celestiais.
Agora, o caminho a cada um de estes Reinos não é o mesmo, conquanto seguindo o caminho a um deles (o Reino Celestial), necessariamente há que seguir o caminho ao Reino do homem natural perfeito; ou em outras palavras, aquele que segue o caminho ao Reino Celestial, segue esta direção, que em seu curso o levará a fazer aquelas coisas, e obedecer aquelas Leis de Deus, que são necessárias para estabelecer o Reino na terra e no mundo dos espíritos. Mas ele que segue somente o caminho, que aponta para estabelecer o Reino na terra, e na sexta esfera do mundo dos espíritos, não se pode jamais converter em um habitante do Reino Celestial.
O Reino de Deus na terra (ou no mundo dos espíritos) pode ser obtido pelo homem ou espírito, obedecendo a Vontade de Deus em aquelas coisas essenciais, que darão origem a uma purificação do amor natural deles, e causarão esta restauração da harmonia com as Leis dEle, que afetam e controlam o homem como só um homem; é dizer, que restaurarão o homem à condição de perfeição, que existia antes da caída dos primeiros pais. Muitos dos meus ensinos, quando estive na terra (dos que ainda se conservam um número na Bíblia) intentaram instruir os homens neste caminho da vida, que desenvolveria suas qualidades morais, e os livraria da deterioração e da influência destrutora do pecado, no que eles então viviam, e agora ainda vivem. Pela observância de meus ensinos, e sincera obediência a estes preceitos morais, o homem perderá seus apetites, paixões, maus pensamentos e desejos, e ele compreenderá, que em seu lugar, virá um amor mais puro, e desejos e pensamentos mais espirituais, que conduzem a uma purificação de seu coração e alma. Isto significa, viver e pensar em harmonia com a Vontade e as Leis de Deus. Porque Deus é todo bom, e todas Suas Leis exigem, que o homem se converta em bom, para este reino se estabelecer no mundo dos espíritos.
Pela sua natureza, e quero dizer, segundo sua criação, o homem é bom, e não a criatura pervertida, como o declararam por tantos séculos os ensinos e doutrinas da igreja. E quando ele chegue a este estado de bondade, que foi seu em um princípio, somente se terá livrado a si mesmo daqueles apetites, pensamentos e desejos, que o contaminaram e o transformaram na existência pecadora e fora de harmonia, como ele consta é agora.
Assim, por tudo isto, o trabalho do homem, para o Reino poder estabelecer-se na terra, é sobre todo um trabalho de abdicação. Esta verdade foi ensinada por profetas e mestres antes do tempo de minha vinda à terra e de meu ensino do Caminho ao Reino Celestial, e a mesma verdade se aplica aos espíritos, que construirão e estabelecerão o Reino no mundo dos espíritos.
Nestes Reinos da purificação e recuperação do amor natural aperfeiçoado, não haverá nada da Divina Natureza do Pai exceto, como se pude dizer em general, todos os objetos de Sua criação, por ser assim, podem participar na imagem do Divino. Mas isto não é o Divino, em seu verdadeiro sentido. O divino é o que participa na Essência e Natureza mesma de Deus, e não o que é somente o objeto de Sua criação.
O homem, em seu corpo, alma e corpo espiritual, é somente uma criação de Deus; e quanto ao alma, uma imagem de seu Criador. Mas esta criação não foi de modo algum da Essência ou Substância de Deus; e se o Pai assim o desejar, esta criação, em sua existência composta e coordenada, pode ser totalmente destruída e reduzida aos elementos, dos que foi criada, sem afetar de modo algum a verdadeira Substância ou Natureza de Deus. Assim que, na verdade, não há nada do Divino no homem ou do homem; como conseqüência, quando o Reino de Deus será estabelecido na terra, ou no mundo dos espíritos, não haverá nada do Divino dentro — somente a existência das criaturas perfeitas, vivendo e pensando em harmonia com as Leis de Deus, que controlam a criação e existência delas.
Assim, a forma como estes dois Reinos do não-Divino podem ser estabelecidos é, que o homem persiga o curso de pensamento e vida, que o capacitará a desistir e livrar-se de aquilo, estranho a sua verdadeira natureza, que lhe impede voltar a chegar à exata harmonia com a Vontade de Deus, o que foi expressado e estabelecido como obrigatório pela lei da criação do homem.
A observância das leis morais capacitará os homens para atingirem este fim. O amor, com que o homem foi dotado como homem perfeito, lhe facilitará, que o amor chegue a purificar-se e ser mais harmonioso, que ame Deus e ame seu próximo como si mesmo; porque este amor natural é universal em sua perfeição e natureza, e em seu exercício, cada homem é o irmão de seu vizinho.
As qualidades progressivas deste amor, que cada homem pode procurar-se, são expostas certamente e maravilhosamente por Pedro em uma de suas cartas, como se acha na Bíblia (II Pedro, 1:5-7: "... por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor ..."). E se os homens buscarem estes passos sucessivos para alcançar o desenvolvimento da purificação deste amor, eles conseguirão o grande objetivo.
Como tenho escrito, a Bíblia contem muitos de meus ensinos, que conduzirão a este fim, se a gente as seguir, e os homens realizarão o Reino de Deus na terra.
E deixe-me corrigir aqui uma crença ou idéia equivocada, que por tanto tempo tem prevalecido entre a humanidade, e que por seus resultados, tem atrasado a vinda do Reino na terra. A correção é, que Deus, por Seu mero decreto, ou sem levar em conta os desejos e ações das almas dos homens, não estabelecerá este reino. O estabelecimento dele depende dos homens mesmos. E até que o amor deles chegue, e eles cheguem, à harmonia com a Vontade de Deus, este Reino jamais será estabelecido.
Eu sei que se crê, ensina e enfatiza (e os homens põem toda sua esperança e suas expectativas de um céu de glória nesta declaração) que eu virei, um dia desses, desde as nuvens do céu à terra com um grande grito, e pelo poder, que crêem que existe em mim, eu estabelecerei o Reino de Deus — um tipo de Reino onde eu serei o rei e governador supremo, acolhendo como meus súbditos os que crêem em mim e me adoram, e mandando aos demais, à condenação eterna e as trevas exteriores.
Pois, isso é lastimoso, falso, e todo errôneo. Este Reino jamais será estabelecido deste modo. Porque somente o homem mesmo pode chamar o Reino em sua existência, e somente convertendo-se no homem puro, perfeito que originalmente existia, quando o Reino terrestre de Deus foi por primeira vez estabelecido. O homem só trouxe o pecado ao mundo, e o homem mesmo tem que destruir o pecado; e então a harmonia com a vontade do Pai será restaurada, e também este Reino.
Pelo que tenho escrito, não se deve concluir por um momento, ou até mesmo, no mais mínimo grau, que Deus não participa e não participará no restabelecimento deste Reino; porque é um fato, que Ele trabalha por Seus anjos nas almas e pensamentos dos homens, para levar este Reino à terra. Mas Ele não obrigará o estabelecimento dele. Tem que vir voluntariamente de parte dos homens.
Quando Deus criou ao homem, lhe deu o livre arbítrio — o mais maravilhoso dos regalos naturais para o homem — e Ele não controlará arbitrariamente a direção deste arbítrio pelo exercício de Seu poder. Pelo que toca ao arbítrio humano, Deus deixa o homem supremo. É claro que isto é assim, porém, se o homem contravir as leis de Deus em tal exercício, o homem tem que sofrer as conseqüências; porque Deus jamais troca ou suspende Suas Leis. O homem pode exercer seu livre arbítrio como ele desejar, e como seus pensamentos e apetites poder influenciá-lo que faça, mas esta liberdade de exercício não impede a imposição de castigos, que as leis prescrevem, quando se violar as leis. Assim vê, que há liberdade sem limite, mas cada exercício desarmonioso desta liberdade precisamente traz o castigo que necessariamente segue à violação da harmonia.
Deus quer o amor do homem, e o espera com paciência, e Ele é sempre o Pai Carinhoso, que não gosta do sofrimento de Suas criaturas. Ele quer, que o amor delas venha voluntariamente, e sem limitação ou medo do castigo ou esperando uma recompensa, exceto esta recompensa, que tem que seguir necessariamente à mistura do Amor de Deus e o amor do homem.
Então digo, o Reino do Céu na terra não é o Divino Reino, e não contem o que é necessariamente divino (exceto o Amor de Deus por Suas criaturas para abençoá-las e fazê-las felizes). Sua Essência e Substância, porém, não estão conferidas a eles; porque se elas estivessem, os homens não permaneceriam no reino da terra, mas estariam, até certo grau, no Céu Celestial, até mesmo, enquanto estão na terra (como eu sei, que alguns homens, quem ainda são mortais, estão neste Divino Céu).
Agora, o que tenho dito com referência ao Reino do Céu na terra tem validez igualmente para o Reino de Deus no mundo dos espíritos. Ali, os habitantes somente são os espíritos dos homens, quem entregaram seus corpos físicos, e chegaram a ser purificados em seu amor natural e em harmonia com a Vontade e as Leis de Deus, controlando a sua existência como homens perfeitos.
Enquanto o Reino de Deus ainda não tem sido estabelecido na terra, isso aconteceu no mundo dos espíritos. Na esfera mais alta deste mundo (a sexta esfera), as almas dos homens se purificaram, e a harmonia tem sido restaurada; e as almas dos homens desfrutam da felicidade suprema, que lhes foi conferida no momento de sua primeira criação, que Deus pronunciou como "muito boa." Um dia desses, descreveremos para você a glória e a felicidade maravilhosa deste reino. E não direi, que isto está além de toda concepção dos homens. Não foi estabelecido pelo Poder e pela Vontade de Deus, mas, depois de que eles se transformaram em espíritos, pelo exercício das vontades dos homens, renunciando ao mau e ao pecado, e tendo purificado seus pensamentos, desejos e almas, e tendo chegado a ser harmoniosos no amor natural. E tenho que dizer aqui, que todos os homens, quem têm vivido, ou quem viverão, no futuro, viverão neste Reino de Deus no mundo dos espíritos, ou no Reino das esferas Celestiais; mas a grande maioria encontrará suas casas no primeiro Reino mencionado.
O homem, com a ajuda do Pai, tem que moldar seu próprio destino; e o Pai, sem o esforço do homem, não lhe preparará um destino, ao que sua condição da alma e seu amor não lhe dão direito.
Mas existe um Reino maior e diferente e não como estes Reinos, de quais tenho escrito, e este é o Reino Celestial de Deus. E somente aqueles, que recebem a Divina Essência, podem converter-se em habitantes deste Reino. As almas dos homens têm que transformar-se na Divina Natureza mesma de Deus, e o amor natural do homem tem que mudar-se em todas suas qualidades e elementos, no Amor Divino do Pai.
Eu tenho escrito, que muitas de meus ensinos morais estão lembradas na Bíblia; e que minha aceitação pelo Pai como seu querido filho, e a recepção de Seu Amor Divino em minha alma, me qualificaram para ensinar o caminho aos vários Reinos. E como se disse neste livro, o que foi perdido pela desobediência do primeiro homem, foi restaurado pela vinda do segundo. Isto somente significa que, a causa do conhecimento, que veio a mim, da verdade e das leis de harmonia, que governam o universo de Deus, eu estive na posição de ensinar aos homens, o caminho de regresso à pureza e ao desenvolvimento de suas almas no amor natural, que existia antes da grande perda causada pela desobediência do primeiro homem. Eu não devia realizar esta restauração por algum grande poder ou por qualidades Divinas de omnisciência, que possivelmente se supõe que tinha, mas antes, somente ensinando aos homens, que amem a Deus e a seus irmãos, e motivá-los que perseguissem este curso de vida e pensamento, que os capacitaria necessariamente a desistir do pecado e do mau, e chegar a um estado de harmonia com as leis de sua criação.
Agora, enquanto ensinei estas verdades morais, também ensinei as grandes Verdades espirituais, que mostram aos homens o Caminho ao Reino Celestial; porque em minhas comunhões com o Pai, me veio não só o Amor Divino, que transformou minha alma na Substância do Pai em suas qualidades de amor, mas também o conhecimento, pelo que este Amor Divino pode ser obtido, e o Caminho certo ao Reino Celestial, mesmo que somente até certo grau, enquanto uma pessoa ainda está na carne.
Mas meus ouvintes não compreenderam muito bem meus ensinos espirituais, que sinalaram o Caminho ao Reino Celestial — até tampouco meus discípulos íntimos mesmos, só João entendeu mais; em conseqüência, elas não foram conservadas na Bíblia, como foram meus ensinos morais. E, relativo à Bíblia, os manuscritos originais não foram escritos até muitos anos depois de minha morte, e até nestes manuscritos não muitas de meus ensinos sobre o Caminho, que guia a este Reino Celestial, estavam contidas. E depois, quando estes manuscritos foram copiados e as cópias recopiadas, estas verdades importantes não se conservaram — quase nenhuma — conquanto as fundamentais, ou seja: "Deus é Amor," e "se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Céu" foram retidas.
Quando passou o tempo, e seguiram recopiando, meus preceitos foram conservados cada vez menos, e os homens chegaram a conhecer cada vez menos de estas Verdades superiores. Em conseqüência, se compreendeu melhor aos ensinos puramente morais, e estos foram usados pelos mestres e instrutores das massa, para conduzirem os homens ao reino espiritual de Deus.
E além disto, estes líderes trocaram até mesmo estas verdades morais e interpretações dos autores antigos de tal maneira, para permitirem a estes líderes, se procurarem riqueza e poder e controle sobre a gente comum em suas crenças e observâncias do culto. O Deus de Amor então se transformou em grande parte em um Deus de "ódio" e "ira," infligindo castigos sobre aqueles, que se atreveram de desobedecer aquelas ordens, que a hierarquia da igreja lhes apresentou como as "demandas" e a "vontade" de Deus.
Mas estes assuntos têm sido descritos mais a fundo em outras partes, e não expandirei mais sobre eles. Mas agora revelarei o verdadeiro Caminho, que conduz ao Reino de Deus nos Céus Celestiais (Veja o capítulo 9).
Estou contento que você esteja em uma condição tanto melhor, e pressinto que podemos agora proceder mais rapidamente com nossas mensagens. Lembra isto: que minhas promessas serão cumpridas, e você tem que ter fé. Estou com você muito amiúde, e o amo, como sabe; e eu continuarei rezando ao Pai por você. Assim, confie em mim, e tenha a segurança, que o ajudo em seus desejos. Boa noite, e Deus o abençoe.
Seu irmão e amigo,
Jesus
O céu é tanto um lugar, quanto uma condição da alma
Eu estou aqui, A. G. Riddle
Deixe-me escrever um pouco esta noite, já que veio, que você está ansioso de ouvir de alguns de seus amigos no mundo dos espíritos. Não tenho escrito por muito tempo, conquanto desejava muito fazê-lo, e esta noite direi somente umas poucas palavras com referência a meu progresso e felicidade em minha condição como um espírito Celestial. Porque eu estou agora nos Céus Celestiais, e conheço a Verdade de muitas coisas, que lhe têm sido escritas.
É um pouco difícil para mim, citar-lhe as maravilhas de estes céus, e a perfeita felicidade, da que aqueles espíritos desfrutam, quem têm achado seu lar e seu lugar permanente nas muitas mansões, das que Jesus falou, enquanto esteve na carne. Você tem que saber, que o céu é tanto um lugar, quanto uma condição, apesar do fato, de que tantos Espiritualistas ensinam, que é somente uma condição ou estado da alma. Não, isto não é toda a verdade, mas é uma grande parte da verdade; porque a condição da alma determina somente, qual céu ocuparia para achar nele sua harmonia e felicidade. Mas o Pai Todo-Carinhoso dispôs, que a alma terá um lugar, de acordo com sua condição, onde pode viver e progredir. Se o céu fosse somente um estado da alma, então não seria uma coisa real, existente, com a substância e realidade, que a alma, até mesmo em seu estado de glória, tem que ter como um necessário acompanhamento para desfrutar do que o Pai tem subministrado para sua verdadeira condição de vida.
O céu, como um lugar, é real e independente do estado da alma, conquanto é necessário para a alma estar em um estado correspondente, a fim de poder entrar neste céu, e realizar plenamente, que tem um lar conveniente para sua condição e gozo.
Se ele (quero dizer, o céu) não fosse um lugar real, objetivo e perceptível, então a alma estaria limitada por sua própria condição muito estreita, como posso dizer, e confinada dentro dos limites de seu próprio estado. Estaria separada do estado de outras almas, sem relação social, que faz do céu um lugar de tal felicidade e satisfação. Cada alma então estaria na condição do asceta na vida humana, e a introspeção e contemplação seria a fonte e o único meio de possível felicidade. E o conhecimento de aquelas coisas, das quais se diz, que sua concepção está além do coração do homem, e que o Amor do Pai abastece verdadeiramente e certamente para um progresso contínuo e ilimitado da alma para um gozo superior e maior, não teria uma real, consciente existência nesta alma.
Como a condição da alma do homem em sua vida terrestre determina seu céu, e se abastece para a alma aqueles ambientes e coisas materiais, que servem para brindar-lhe felicidade, assim nos céus se abastecem coisas materiais para permitir que a alma do homem desfrute melhor da sua própria condição. As coisas do céu não são todas espirituais, como tantos homens se imaginam, mas se compõem em parte da matéria do universo. Se constituem e formam de tal modo, que aprovisionam para os desejos da alma, o que satisfará suas ansiedades por beleza e harmonia e gozo perfeito. Nos diferentes céus existem casas, reais e substanciais, adequadas para o estado das almas, e diferentes, como aqueles estados são diferentes em seus requisitos.
Estas coisas materiais não são subjetivas, como tantos mortais ensinam, mas são tão objetivas como as coisas da terra; e são os objetos da vista e do tato e de outros sentidos espirituais.
Quando quero ir para uma cidade e satisfazer meus desejos, encontro uma cidade com ruas e avenidas e casas e outras coisas que pertencem a uma cidade, igual como vocês mortais na terra fazem, quando visitam suas cidades. O mesmo, quando quero ir para o campo e desfrutar dos campos e colinas e rios e jardins. Tudo isto está aqui, real e existente, e não são somente os sujeitos de pensamentos ou uma reflexão do estado de minha alma. E quando estou ausente de uma cidade ou do campo, esta cidade ou este campo continua existindo em toda sua beleza e magnificência, igualmente real, como quando estou presente.
Os homens têm que saber que a alma necessita destas coisas materiais em sua vida Celestial, e as tem, igual como um alma necessita das coisas materiais da terra, quando está envolvida em um corpo de carne. Enquanto a condição da alma determina seu lugar de vida, este lugar é também existente e real, e espera a vinda deste alma em uma condição de harmonia. Nestes céus, não há nada nebuloso ou intangível, ou somente um reflexo ou imagem da condição da alma; mas todo é real e substancial, e tão duradoura como as colinas eternas. E quando a alma acha uma habitação, não é o efeito de sua própria condição, mas um lugar já preparado para o moradia desta alma de acordo com sua verdadeira condição. De outra forma, o céu fosse um lugar de confusão e de aparições e desaparecimentos, sem estabilidade ou qualidades contínuas; e as muitas mansões, das que falou Jesus, que existiam na casa de seu Pai, não tivessem uma existência real, contínua, mas dependessem unicamente do estado da alma em sua criação e existência. As mansões estão ali e não trocam; e se terão moradores ou não, depende da harmonia das almas em sua correspondência à harmonia das Leis de Deus, criando estas mansões.
Escrevi-lhe esta curta descrição dos céus, baseada em meu conhecimento e experiência, desprovida de especulação ou contemplações metafísicas.
Me alegro que pudesse escrever a você outra vez. Estou muito feliz, e sei que o Amor Divino do Pai é uma coisa real e transformadora, e realmente tudo o que se necessita para criar nas almas dos homens e dos espíritos este estado, que os capacitará para terem e desfrutarem das mansões do Pai nos Céus supremos. Não escreverei mais agora. Boa noite.
Seu amigo e irmão em Cristo,
A. G. Riddle
João confirma o que Jesus escreveu sobre os dois reinos
Eu estou aqui, João
Não escreverei muito, mas quero dizer, que você recebeu uma mensagem maravilhosa do Mestre esta noite, e que ele esteve muito ansioso, de que você a recebesse tão corretamente como fosse possível. E eu tenho que dizer a você, que ele esteve muito contento com a maneira como pôde expressar seus pensamentos através de você.
É uma maravilhosa revelação dos dois Reinos, que podem ser, e serão, estabelecidos. O Reino no mundo dos espíritos já tem sido estabelecido, porque existem muitos espíritos, quem têm a purificação do amor natural neste grau, que os transforma em homens perfeitos, como foram os primeiros pais.
Bem, ele virá cedo e descreverá o maior e mais importante Caminho ao Verdadeiro Reino do Pai, e eu espero, que você estará na condição para receber esta parte da mensagem de uma maneira tão correta como recebeu a que tem sido escrita esta noite. Que Jesus cheio de conhecimento e amor é ele! Pode você duvidar, de que ele é o Cristo mesmo e o salvador da humanidade, ele que mostra aos homens o único Caminho ao Reino Celestial?
Houve um grande concurso de espíritos presentes esta noite, e muitos, que escutaram sua mensagem e se assombraram e, eu sei, se beneficiaram por isso. Os espíritos superiores estiveram aqui em grande número, e também muitos, que aprenderam o Caminho e estão agora progredindo. E se você tivesse podido ver as expressões de amor em suas caras, agradeceria ao Pai com toda a gratidão de sua alma, que você tenha sido eleito para este trabalho.
Ah, meu irmão, não deixe que venha a dúvida em sua alma quanto a sua missão, e quanto ao trabalho, que você está fazendo.
Seus amigos estiveram aqui, os superiores e aqueles que estão progredindo, e estiveram tão agradecidos, que o Pai seja tão bom e o abençoe tanto.
Não escreverei mais, mas terminando, repito: ore e creia, e o Amor virá a você cada vez em maior abundância.
Com meu amor e as benções do Pai, direi boa noite.
Seu irmão em Cristo,
João
A condição dos espíritos, que estão debaixo dos Céus Celestiais: A sua experiência, crenças, e afiliações explicadas
Eu estou aqui, Tiago (irmão de João)
Deixe-me dizer a você um pouco sobre o mundo dos espíritos — é dizer, o mundo que está debaixo dos Céus Celestiais, sobre os quais João escreveu.
Nas várias esferas, que são sete em número, há muitos planos, onde vivem os espíritos de muitas nações e raças da humanidade. E até certo grau, estas várias raças têm as costumes e crenças, que tiveram quando estiveram na terra. As linhas de demarcação são igualmente estritas como aquelas entre as várias nações na terra. O resultado de isso é, que muitos espíritos, que vivem nesta maneira exclusiva, só aprendem o que seus próprios líderes lhes dizem, e que seus vários livros sagrados os podem ensinar.
O muçulmano segue muçulmano, igualmente os discípulos de Zarathustra, e também aqueles de Buda e de Confucio e de todos os vários fundadores de seitas religiosas. Às vezes, em suas migrações, estes espíritos acharão espíritos de outras raças, e trocarão pensamentos. Mas muito poucas vezes discutem sobre assuntos de suas respetivas crenças.
Há sem dúvida verdades nas sagradas escrituras e crenças de todas estas raças de espíritos, e estes espíritos se beneficiam a tal grau, como se ensina e se compreende estas verdades. Agora falo da verdade espiritual porque, relativo a verdades do mundo natural ou material, todos têm a mesma oportunidade para as investigarem e compreenderem. Não há raça ou credo ou crenças doutrinais e ensinos de estas verdades, que afetam o material; e me refiro ao material como existe em ambos mundos, o espiritual e o terrestre.
Mas como digo, cada uma de estas raças ou seitas tem suas próprias idéias e doutrinas da verdade, e nenhuma pode progredir além do que os limites de estas idéias permitam.
Nenhum fundador de uma raça ou seita jamais ensinou o Novo Nascimento, ou o influxo do Amor Divino, em contraposição a aquele do amor natural. E os ensinos de Jesus são as únicas, que manifestam para o homem a existência deste Amor Divino, e como a gente o pode conseguir. Assim vê a importância, de que esta verdade chegue ao homem. Tenho que dizer aqui, que sem a possessão deste Amor, nenhum espírito pode entrar nas esferas Celestiais.
Os ensinos dos outros fundadores mostrarão aos homens o caminho a uma vida em felicidade, e que eles possam assumir que é uma existência permanente. Mas os ensinos de Jesus são as únicas que declaram e conduzem aos homens a uma realização da Imortalidade verdadeira da alma.
Eu tenho escrito demais já e tenho que terminar.
Seu irmão em Cristo,
Tiago
(O Sr. Padgett fez uma pergunta.)
Sim, eu sou este Tiago. La palavra "São" só se usa como um meio de identificação; não tem significado em nosso mundo dos espíritos.
Esaú relata que muitos espíritos antigos continuam adorando Deus como o fizeram quando estiveram na terra
Eu estou aqui, Esaú, o filho de Isaque
Eu fui o filho de Isaque e o irmão de Jacó, e aquele, o que os judeus consideraram que tinha vendido seu direito de primogênito por uma porção de cozinhado. Mas em isto, me tergiversaram, como somente fiz, o que a necessidade me obrigou a fazer.
Mas tudo isto já passou há muito tempo. Eu sou agora um habitante dos Céus Celestiais, porque todas as coisas se corrigem no mundo dos espíritos. E me converti em um dono do Amor Divino, depois de receber o conhecimento de sua renovada doação na vinda de Jesus.
Muitos dos personagens do Antigo Testamento seguem sem compreender esta grande transformação, porque, em sua estima própria como justos, estão contentos com esta concepção. Eles adoram Deus como o fizeram na terra, conquanto têm deixado de oferecer sacrifícios de animais (porque na vida espiritual não os têm para os oferecer). Porém, ainda conservam a crença, que o sacrifício é necessário, e em suas imaginações eles oferecem o que é simbólico das oferendas, que fizeram na vida terrestre.
(O Sr. Padgett interrompeu para fazer uma pergunta.)
Sim, esta é uma suposição bastante natural, mas tem que saber que a mente e as crenças dos mortais continuam com eles, quando se convertem em espíritos. Suas crenças não lhes permitirão estar convencidos dos erros de suas concepções da Deidade, e muitos de estes espíritos do Antigo Testamento estão nesta condição agora. Eles se recusam a crer, ou até escutar, as verdades da existência e de sua relação com Deus, igual como eles fizeram quando estiveram na terra.
Têm olhos, mas não vêm; e ouvidos, mas não ouvem. E envolvidos nas trevas de suas crenças, eles se negam a deixar que entre a luz, ou a permitir, que as verdades, que são tão aparentes para outros, acendam suas almas. Uma mente que está trancada em credulidade e intolerância é igualmente persistente depois de que o mortal se transforme em um espírito, mesmo que tenha ocorrido um câmbio em seus ambientes (que você poderia chamar sua existência física), e em suas possibilidades de aprender a verdade. Muitos de estes espíritos, por isso, se negam absolutamente a reconhecer qualquer câmbio ou possibilidade de câmbio em sua condição espiritual.
Não me surpreende, que você não pode compreender, como é possível, que estes espíritos da natureza mencionada pudessem viver todo este grande período de anos, como você estima o tempo, nesta condição, rodeados de espíritos, que acharam a verdade, e que exibem esta possessão em suas aparências e felicidade (e especialmente por alguns de seus velhos associados que têm entrado na luz), e porém, não são influenciados por estas aparências e experiências de estes associados. No entanto, é verdade. E a dificuldade de converter estes espíritos ludibriados parece crescer mais ainda, a media que avancem em sua progressão de mente e amor natural.
Eles estão felizes em um sentido relativo, e contentos em sua estimação, pelo que não podem imaginar-se nenhuma outra crença ou causa de progresso, que lhes pudesse trazer maior felicidade. Além disto, eles estão firmemente convencidos, que estão cumprindo com a Vontade de Deus de sua maneira de adoração e em seus sacrifícios simbólicos.
Estes antigos espíritos, como você os chamas, mas que são jovens em comparação com muitos nas esferas espirituais, têm suas sinagogas e templos de culto. Também têm seus rabinos e servidores e adoradores segundo suas velhas crenças. E as cerimônias em suas reuniões para o culto são muito pouco diferentes do que foram na terra. Têm todas suas vestimentas e atavios e outros acompanhamentos, que os distinguiram na terra da gente comum. Dizem suas orações em público e desfrutam de aparentar como santos espíritos, os especialmente elegidos de Deus, igual como fizeram na terra. E como eles vão desenvolvendo-se mais e mais em seu amor natural, e assumindo a condição de perfeição, até onde corresponde à perfeição dos primeiro pais, como eles existiam antes da caída, eles podem permanecer nesta condição de crença em sua relação a Deus, e na maneira adequada e única de adorar, por toda a eternidade.
Eles se negam a receber o conhecimento da Verdade do Novo Nascimento. E como isto é opcional para eles, e a rejeição não lhes impede chegar a ser homens perfeitos, como eu tinha explicado a você, pensam que não há a necessidade absoluta de nascer de novo para facilitar uma restauração da harmonia desta condição e relação, que eles podem ter com o Pai.
É claro que, até o dia da Consumação do Reino das esferas Celestiais, terão a oportunidade de converter-se em recipientes do Amor Divino, e transformar-se em anjos redimidos. Mas duvido, de que muitos deles jamais se decidam a aceitar este grande privilégio.
Me alegro, que pudesse escrever a você esta noite, como é uma nova experiência para mim, mas uma que me dá muita satisfação. E voltarei, se você estiver de acordo, e escreverei mais.
Terminando, queria dizer que eu conheço a diferencia entre o espírito quem tem o Amor Divino em sua alma e o que não tem, e que só o tempo que um espírito leva no mundo dos espíritos, não necessariamente indica que o espírito possui o Amor Divino. Como Jesus disse quando esteve na terra, "os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros." E eu posso adicionar, que alguns nunca serão primeiros ou últimos, mas somente as lembranças do que houvesse podido ser.
Não escreverei mais.
Seu irmão em Cristo,
Esaú
O "Libro de Revelações" já não é o texto original, o que João o Apóstolo escreveu
Eu estou aqui, João
Estive com você esta noite e escutei o sermão do pregador sobre o que é o céu. E como seu texto se baseou em algumas expressões em um livro da Bíblia, que se me atribui (e que eu realmente escrevi, conquanto não da forma exata como está conteúdo na Bíblia), pensei apropriado vir e escrever a você sobre a verdade do sermão, e sobre o valor do livro como descrição ou sugestão do que é o céu, e como se apresenta. Também, o que fazem os espíritos dos redimidos, no que o pregador designou como serviço.
Bem, em primeiro lugar quero dizer que realmente escrevi um livro da natureza deste na Bíblia, chamado Revelações, porém, este não contem, em grande parte, as minhas escritas, nem se expõem ou seguem minhas idéias neste livro de Revelação. Você talvez agora saiba, que em meu tempo, e muito tempo antes, os autores judeus, a causa dos grandes problemas e persecuções que sua nação sofria, acostumaram escrever livros da natureza deste conteúdo na Bíblia, e os chamaram "Revelações." O fizeram com o propósito de animar a seu povo, para que cressem que todo o mau que sofriam, seria "vingado" por Deus, e que seus inimigos teriam que sofrer e seriam destruídos; e que no final, sua nação seria salvada de sua condição de escravidão e sofrimentos, e se converteria na nação que governaria a terra. E estas escrituras foram aceitadas pelos judeus como contendo a autoridade da inspiração Divina, e de comunicar a sua nação as verdades de Deus, e as promessas da intervenção dEle em seu favor. Sempre se atribuiu as escrituras a algum profeta, vidente, ou homem de Deus, quem teve o privilégio especial de chegar em contato com Deus, ou algum dos anjos dEle, pelo meio misterioso e sagrado das visões.
É claro que, estas escrituras tinham somente a intenção de encorajar os judeus para estabelecer sua fé em Deus, e na crença, que Ele lhes mandaria um Messias, que teria o poder de redimi-los dos castigos e da submissão, que eles sofriam como resultado da tirania e força de seus opressores e perseguidores pagãos. Estas escrituras sempre foram proféticas, e expunham promessas para o futuro, sem jamais intentar fixar um tempo de seu cumprimento, ou do fim da miséria da nação e da vinda de seu libertador. Assim como seguia o tempo, e as promessas não se cumpriram, continuava a esperança e a crença dos judeus não diminuía; e a falta de cumprimento se explicou pela crença adicional, que o tempo da consumação de suas expectativas zelosamente aneladas ainda não tinha chegado. Se aceitou, que Deus era Omnisciente e Onipotente, e que cuidava de Sua raça, e que Ele, e Ele só, compreendia quando deveria chegar a data precisa e adequada.
Esta esperança sobre a esperança foi uma força maravilhosa para manter as crenças e expectativas dos judeus; foi tão eficaz, que até hoje dia os judeus permanecem uma nação, ou antes, uma raça, na crença e expectação deste Messias prometido. Mas desgraçadamente, como eles não o reconheceram nem o aceitaram, quando ele realmente apareceu, eles jamais voltarão a ver sua aparição. Porque ele jamais virá como seu Messias, como se esperou no Antigo Testamento, mas virá somente como o grande mestre e redentor, não só da raça deles, mas de todos os povos da terra. Já veio como tal redentor, e está trabalhando agora para guiar os homens ao verdadeiro e único Caminho para a Vida, a Felicidade e a Imortalidade. Mas jamais virá nenhum Messias aos judeus para os estabelecer na terra como uma nação grande e escolhida, como quase todos deles crêem e ainda esperam.
Assim como digo, muitos livros ou manuscritos foram escritos pelos supostos profetas judeus, apresentando aos judeus os resultados de visões, que supostamente tinham sido experimentadas por estes autores. Mas assim como as profecias jamais se cumpriram no sentido como os judeus as compreendiam, tampouco se cumprirão no futuro, porque não têm valor real.
Esta costume, como o posso chamar, continuou de estes tempos antigos até o tempo, quando eu vivia e escrevia. E meu livro de profecia foi escrito por mim, não com o propósito de estabelecer os judeus como uma nação na terra, ou motivando-os para eles crerem que suas esperanças ou ansiedades se cumpririam, mas com o propósito de encorajar os cristãos para crerem que, apesar de sua persecução e seus sofrimentos e martírio, eles encontrariam alegria e paz e o céu na vida futura, quando eles achariam o Mestre e os "santos." E em minhas escritas, nada se disse da "ira" de Deus que sobreviria aos perseguidores dos cristãos, ou que tais perseguidores teriam que ir a um inferno de "fogo e enxofre", pelo que, por este fato, a felicidade dos redimidos aumentaria.
Agregaram a minhas escritas, e todo tipo de fantasias grotescas têm sido inseridas, portanto, o desenho completo e o propósito de minhas escritas foram trocados e destruídos. O presente Livro de Revelação é somente uma mera alegoria de um ou mais autores, que foram dotados com algum conhecimento dos ensinos cristãos, e que tinham imaginações exóticas.
Este presente livro não tem valor. Ao contrario, está prejudicando a causa da Verdade, como a ensinou o Mestre, como nós, que estamos nos Céus Celestiais e que temos conhecimento das coisas Celestiais assim como terrestres, conhecemos o fato. Não se deve aceitá-lo como uma verdade ou a revelação das verdades, nem se deveria crê-lo para nenhum propósito. Tem desviado a muitos bons homens e a buscadores honestos e sérios da verdade, e os levou a crer e ensinar falsas doutrinas, que resultaram em muitas trevas e a estagnação do desenvolvimento das almas humanas em suas ansiedades pela Verdade. Assim digo, que os homens descartem completamente os ensinos conteúdos, e todas as lições que os pregadores, ou outros, que pensam que eles podem compreender seu significado, se empenham por ensinar.
As escrituras que eu dei a minha gente, da natureza mencionada, já há muito tempo cumpriram seu propósito. E as escrituras chamadas Revelação não contêm a verdade, que ajudará à humanidade para chegar ao Reino Celestial, ou a sua eterna felicidade e ser um só com o Pai. Deixem que estas escrituras morram a morte de uma mentira nascida do tempo.
Também me interessou a luta do pregador para explicar, o que é o céu, e que sua gente, que podem considerar-se como filhos redimidos de Deus, achariam, ao converter-se em habitantes deste céu.
Bem, ele disse a verdade dizendo, que o céu é tanto um lugar, quanto uma condição. Porque é inimaginável, que alguma condição do espírito de um mortal possa existir, a menos que exista um lugar, onde este espírito possa achar uma habitação. Todo o espaço no universo de Deus é um lugar, ou espaço que contem lugares, onde as coisas existentes têm que achar sua locação. Não há tal coisa como um vazio nos desígnios de Deus. Todas as partes do espaço contêm algo substancial, ou material ou espiritual; e onde haja tal substância, há um lugar para sua permanência. Sim, o céu é um lugar, ou um número de lugares. O pregador está muito distante da concepção verdadeira do céu ao supor que é um grande lugar, aonde todos os crentes vão depois da morte deles, sem levar em conta sua condição de alma e perfeição moral. Como digo, há muitos céus e muitos lugares, todos reais e substanciais, como são os diferentes pisos e habitações nas casas de vocês na terra. E as partições, se as puder chamar assim, entre estes diferentes lugares são igualmente intransitáveis para os espíritos, que não têm as precisas qualificações para passar, como são os muros de separação entre vários habitações em suas casas na terra, para vocês mortais. Estes lugares são distintivos; e as muitas mansões, às que se referiu o pregador, estão situadas em muitos céus, ou mais corretamente, muitas esferas dos céus. Falando estritamente, há dois céus no universo espiritual de Deus; ou seja, os céus da alma redimida e transformada pelo Amor Divino, chamados Céus Celestiais, e os céus do homem perfeito restaurado, chamados céus espirituais. Cada um e todos deles são lugares de perfeição e substância real.
Como uma estrela é diferente de outra estrela em sua glória, assim estes vários céus dentro dos céus são diferentes um do outro em sua glória e aparência, e em aquelas coisas que ajudam a fazer as mansões de seus habitantes formosas e atrativas e gloriosas.
Me tomaria demasiado tempo tratando de descrever qualquer de estes céus, porque cada um e todos excedem a concepção, que o mortal é capaz de ter. Mas direi isto: que não há ruas de ouro ou portas de pérolas, ou sóis ou estrelas em ninguém deles. Somente a Luz do Amor e da Misericórdia de Deus os ilumina.
Posporei o que vou escrever além disto, mas virei muito cedo e completarei o que eu intentei dizer acerca do sermão do pregador. Também tratarei de descrever as aparências reais de alguns dos céus, e quais são os serviços, que os filhos redimidos de Deus emprestam, quando eles vêm ao mundo dos espíritos.
Assim meu querido irmão, direi boa noite.
Seu irmão em Cristo,
João
João descreve a terceira esfera e também confirma, que Jesus escreveu "a Oração"
Eu estou aqui, João o Apóstolo
Quero acabar mis comentários sobre o sermão do pregador descrevendo o céu.
Como disse, estas escrituras Apocalípticas foram feitas para o propósito de animar à gente daqueles dias, para crerem que Deus interviria em seu favor e os salvaria de seus sofrimentos e persecuções; e no primeiro caso, que estabeleceria um Reino do Messias na terra, que originaria a transformação dos judeus na nação governante do universo; e no segundo, que estabeleceria um Reino no céu, onde os cristãos achariam o descanso e a felicidade, sendo habitantes deste Reino, filhos do Pai, e participantes das glórias do Reino de Cristo como reis e sacerdotes. Bem, como o tema do sermão foi este Reino do Céu, e o pregador se empenhou dizendo a sua gente, qual é este céu, considerarei este tema.
Em primeiro lugar, como eu disse, o céu não é um lugar universal, aonde todos os cristãos chegam, sem levar em conta o desenvolvimento de suas almas. Mas neste céu existem muitos céus, ou esferas, nas quais os espíritos dos mortais acharão casas e também felicidade — segundo o desenvolvimento das suas almas ou seu desenvolvimento espiritual. E para não tiverem maus entendidos, tenho que dizer, que o desenvolvimento de alma vem somente por e através da operação do Espírito Santo. O desenvolvimento espiritual envolve somente o resultado do funcionamento correto das faculdades morais de um homem e a purificação de seu amor natural — que, como é claro, compreende o desenvolvimento de sua alma, até onde a mesma pode desenvolver-se por este processo de purificação. Os resultados de cada uma das operações são muito diferentes, e conduzem a uma perfeição e relação ao Pai, que está em harmonia com as leis controlando os céus respectivos — porque o lugar de habitação final de cada um pode ser chamado Céu.
Mas meu objetivo desta noite é descrever para você a aparência e condição de um de estes céus. E como os mortais têm escutado mais acerca do Terceiro Céu do que de qualquer outro céu, o que nós, em nossa informação para você, temos chamado a terceira esfera, limitarei minha descrição a este lugar.
Bem, está ocupado pelos espíritos de mortais, quem têm recebido uma quantidade considerável do Amor Divino, e também por aqueles, quem têm progredido a um alto grau de purificação de seu amor natural, e de expansão de suas mentes e intelectos (conquanto os últimos não permanecem por muito tempo neste céu, mas progridem ao quarto, onde há mais oportunidades e mais instruções em aquelas coisas, que tratam dos avanços mentais).
Aqueles quem progrediram no desenvolvimento da alma, e aqueles que progrediram intelectualmente, estão todos no Terceiro Céu, porém, ocupam diferentes e distintos níveis neste céu; porque as coisas que atraem uma classe, não atraem a outra. E há muito pouca mistura entre estes espíritos, exceto que aqueles, quem sabem que o Amor Divino é real, às vezes se esforçam por mostrar a aqueles, quem não o sabem, que desejável é sua obtenção, e a felicidade que o traz para os espíritos.
Como nós já lhe dissemos, a condição da alma — não da mente — determina o céu do espírito em um alto grau. Na providência do Pai, Ele tem feito os ambientes e os aspectos do meio-ambiente convenientes para a condição de alma, e aptos para acrescentar a felicidade daqueles espíritos, que, a causa de seu progresso de alma, podem ser atraídos aos lugares particulares, onde se acham — suas casas.
O aspecto deste céu para aqueles, que têm este Amor Divino em suas almas, excede por muito a capacidade de seu idioma mortal de explicá-lo, até mesmo, se eu tivesse a capacidade de o descrever. Mas em uma descrição general posso dizer, que para estes espíritos há todo para dar-lhes felicidade segundo sua capacidade de receber e desfrutar. Há árvores e flores, e colinas e vales, e rios e lagos, e formosas paisagens. E sobre todo, esta maravilhosa atmosfera (como eu o poderia expressar) que é criada por este maravilhoso Amor do Pai, é uma luz gloriosa, que ilumina e dá vida a todos quantos vivem nela, que provém deste Amor do Pai. Ela é o sol, a lua, e as estrelas, e a saída do sol e a posta do sol, e as nuvens de verão, e as sombras da noite e as glórias da manhã. O sol e lua e estrelas materiais, os que vocês podem ver, não aparecem neste céu, porque o resplendor da Luz do Amor do Pai eclipsa e elimina a luz de estas criações materiais do mundo mortal.
E então, há casas de maior esplendor e mais grande beleza, adequadas para as condições dos vários espíritos, que contêm tudo que tende a causar felicidade e alegria para seus moradores e amigos, que os visitam. Há instrumentos musicais e livros e pinturas e mobiliário de cada tipo, aptos para trazer satisfação e alegria aos espíritos, e uma realização de paz e descanso das preocupações, que vocês mortais têm por toda sua vida terrestre. E sobre todo, e mais importante que todo, há uma maravilhosa atmosfera de Amor, realizando que todos estes espíritos compreendam, que são filhos do Pai e irmãos de seu próximo, e que amem a toda a humanidade.
Além disto, a vida social está além de toda concepção. Os espíritos têm seu tempo de visita assim como de ficar em suas casas; de muitos prazeres assim como de trabalho e ajudando a espíritos e mortais; de cantar e música e sorriso, e de oração e contemplação de Verdades espirituais profundas. Sim, nos prazeres sociais ligeiros assim como nas meditações e aspirações solitárias do progresso de alma, há felicidade e gozo, e liberdade de aquelas coisas, que contaminam ou fazem os pensamentos e desejos dos corações de estes espíritos desarmoniosos. Todo é alegria, e não existe ninguém, que tenha o aspecto solene, decaído, que muitos na terra se imaginam que representa certamente o justo e redimido dos mortais. Não, o Amor não conhece a tristeza; e como a alma conta sua condição pelo aspecto do corpo espiritual, a alma que está tão cheia de alegria e felicidade, só pode refletir aquelas emoções da alma. Isto é o resultado da lei, que declara que nada pode ocultar-se, e que cada espírito tem que mostrar a verdade de sua condição.
Não há cidades amuralhadas ou ruas de ouro ou portas de pérolas, ou outras coisas materiais, que o livro expõe, o mesmo que se me atribui. A fim do homem poder receber alguma concepção do que é o céu, estas coisas no céu não seriam de ouro ou pérolas ou diamante ou jaspe; porque quando elas se comparam com as belezas reais do que o céu contém, parecem como a luz fraca de uma vela em comparação com a luz do sol de meio-dia.
Na verdade, a mente do homem não pode conceber as glórias que esperam ao alma acesa no Amor, quando chegar a seu lar Celestial.
Há outro conceito errônea, que o pregador teve, seguindo os ensinos do Livro de Revelações, e isto é que o Reino do Céu é uma cidade amuralhada — a nova Jerusalém — onde todos os espíritos dos redimidos vivem, cantando em voz alta suas hosanas a Deus. Há cidades, das quais se poderia dizer, que suas cidades na terra são correspondências, mas há também aldeias e vilarejos e casas no campo, como diria você, rodeados por verde campos e vales sombreados atravessados por rios e riachos de matiz prateado, claras como cristal, e também lagos plácidos, que oferecem os prazeres de passear-se em bote e navegar a vela e outras diversões. Também, a cada espírito se abastece o lugar, que é mais atrativo para ele, e é opcional para ele, onde quer que esteja seu lar.
Mas todos amam e adoram o Pai, e se empenham por fazer felizes seus vizinhos. Todos também se ajudam mutuamente no desenvolvimento de alma para uma progressão aos céus, que são ainda superiores.
Todos os espíritos estão controlados pela lei, mas esta lei é a Lei de Amor; e este Amor é o Amor Divino — a Essência da Divindade do Pai.
Já tenho escrito suficiente por esta noite, e espero, que você possa, do que tenho dito, captar alguma fraca concepção do que são as glórias deste Terceiro Céu para aqueles, quem têm achado este Amor e o têm até certo grau. E como você tem que saber, que há muitos céus acima deste, e cada um possui sucessivamente um aumento das glórias e a felicidade, e das belezas de lugar assim como da beleza de espírito, você pode imaginar-se, o que o Mestre quis dizer, quando ele disse: "Na casa de meu Pai há muitas moradas."
Eu sei que meu intento de uma descrição pode ser insatisfatório para alguns mortais, mas é o melhor que posso fazer. Palavras mortais não podem comunicar, e pensamentos mortais não podem conceber, realidades; mas o homem pode receber uma melhor visão espiritual de estas coisas em sua imaginação.
Estou com você amiúde, difundindo ao redor de você a influência de meu amor, e procurando ajudar a você e encorajá-lo. Deixe que acrescente sua fé em nós e em nossas comunicações, e creia sobre todo, que o Mestre lhe escreveu a oração, que recebeu há umas poucas noites. Estude-a a fundo e capture seu significado espiritual. Deixe suas ansiedades e aspirações sair para o Pai, como sugere a oração, e você achará uma resposta maravilhosa e satisfatória a elas. Nós estamos rezando por você e seus amigos, e tem que crer, que o Amor está vindo às almas de vocês.
Assim, com meu amor e minhas benções, direi boa noite.
Seu irmão em Cristo,
João
O Projeto Verdade