Revelações Angelicais—o Evangelho revelado novamente por Jesus


 

Capítulo 4

A expiação verdadeira

 

 

 

A redenção da alma, que Jesus ensinou, não se logra pelo sacrifício de sangue de nenhuma das criaturas de Deus. (Lucas o Apóstolo)

Lucas sobre a expiação, continuação.

O verdadeiro significado da expiação. (Jesus)

A crença pelas igrejas na eficácia da expiação assumida por Jesus tem provocado grave dano à humanidade (João o Apóstolo)

Paulo nega a expiação assumida por Jesus.

Pedro afirma o que Paulo escreveu acerca da expiação assumida por Jesus.

 

 


  

 

A expiação verdadeira

 

 

A redenção da alma, que Jesus ensinou, não se logra pelo sacrifício de sangue de nenhuma das criaturas de Deus.

 

Eu estou aqui, Lucas, o autor do terceiro Evangelho, que foi.

Venho esta noite para falar de uma verdade, que é de muita importância para você e para a humanidade, e desejo, que tenha muito cuidado acolhendo o que digo a você. Eu estou em uma condição de Amor, que me qualifica para conhecer o que escrevo e para conseguir, que você aceite como verdade o que eu digo a você.

Quero dizer a você, que o Amor, do que nós temos escrito, é o único Amor, que pode lograr, que um espírito ou um homem se transforme em um só com o Pai. E este é meu tema: "A expiação."

Esta palavra, como se usa na Bíblia e se expõe pelas igrejas e comentaristas da Bíblia, leva consigo o significado de algum preço, que tem sido pagado por Jesus pela redenção da humanidade dos pecados deles e do castigo, que, de outra forma, eles tivessem que sofrer por ter cometido o pecado; também, a idéia de que Deus, como um Deus "irritado" e "insaciável", esperou que se pagasse o preço para satisfazer Sua "ira", para que o homem pudesse estar na presença dEle absolvido do pecado e das conseqüências da desobediência.

Este preço, segundo os ensinos das igrejas e pessoas mencionadas, tinha que ser pagado por alguém quem, por sua bondade e pureza, fosse capaz de pagar este preço — é dizer, uma pessoa que tivesse nela qualidades inerentes, e por seu sacrifício, fosse de tal inerente valor, que cumprisse com os requisitos das demandas deste Deus irritado, cujas leis não tinham sido obedecidas. E eles ensinam também, que o único caminho, como se pôde pagar tal preço, foi pela morte de Jesus na cruz, quem foi a única pessoa em toda a criação, que possuiu estas qualidades em suficiente grau para satisfazer estes requisitos. E, além disto, que por sua morte e o derramamento de seu sangue, os pecados foram expiados e Deus esteve satisfeito. Este é a crença ortodoxa da "expiação" e do plano para a salvação.

Resumindo, um ser humano perfeito, livre de todo pecado, uma morte na cruz e um derramamento de sangue — e ambas coisas necessárias a fim de poderem ser perdoados os pecados dos mortais, e suas almas purificadas e adaptadas para se converter em uma parte da grande família de Deus.

Mas esta concepção da expiação está muito equivocada, e não se justifica por nenhum ensino do Mestre, ou por nenhum dos verdadeiros ensinos pelos discípulos, aos quais ele tinha explicado o plano de salvação e o que significa a Verdadeira Expiação.

Em várias partes do Novo Testamento, eu sei, se diz que o sangue de Jesus tira todo pecado, e que sua morte na cruz "satisfaz" a "demanda" do Pai por justiça; e há muitas expressões parecidas transmitindo a mesma idéia. Mas estas asseverações da Bíblia nunca foram escritas pelas pessoas, a quem se as atribui, senão antes por autores quem, em suas várias traduções e supostas reproduções de estas escrituras, adicionaram e eliminaram das escrituras dos autores originais, até que a Bíblia se enchesse de estas falsas doutrinas e ensinos.

Os autores da Bíblia, como agora consta, foram pessoas, que pertenciam à igreja, que foi nacionalizada no tempo de Constantino (no século quarto d.C. — ed.). Impuseram a eles o dever de escrever aquelas idéias, como os governantes ou administradores desta igreja as projetaram, que tivessem que ser incorporadas na Bíblia para o propósito de efetuar suas idéias, para servirem os interesses verdadeiros da igreja, e para lhe darem poder temporal, como jamais tivesse podido ter baixo os ensinos e direção das doutrinas puras do Mestre.

Por quase dois mil anos se creu nesta falsa doutrina da expiação, e as assim chamadas igrejas cristã a aceitaram e promulgaram como a verdadeira doutrina de Jesus, e a única da que depende a salvação do homem. E as conseqüências foram, que os homens creram, que a única coisa necessária para sua salvação e reconciliação com Deus foi a morte de Jesus, que lhes lavou seus pecados pelo derramamento de sangue no calvário.

Oxalá os homens soubessem, como a morte dele foi em vão, e que ineficiente é seu sangue para tirar os pecados e pagar a "dívida" para o Pai, eles não descansariam na promessa, que tudo o que tenham que fazer é crer neste sacrifício e neste sangue. Em seu lugar, aprenderiam o verdadeiro Plano de salvação e fariam qualquer esforço em seu poder, para seguir a ele a este plano. E como uma conseqüência, eles teriam suas almas desenvolvidas, para virem em harmonia com o Amor e as Leis do Pai.

A expiação, em seu verdadeiro sentido, nunca significou o pagamento de uma dívida ou apaziguar a "ira" de Deus. Significou simplesmente o chegar a ser um só com Ele em aquelas qualidades, que assegurariam aos homens a possessão de Seu Amor e da Imortalidade, que Jesus trouxe à luz. O sacrifício de Jesus não pôde ter um possível efeito na condição das qualidades da alma do homem, nem pôde o derramamento de sangue provocar, que um alma vil e pecadora se convertesse em pura e livre de pecado.

O Universo de Deus se regra por leis tanto invariáveis quanto perfeitas em sua função. E o grande objetivo, que se deve lograr pelo Plano, que Ele subministrou para a redenção dos homens, é que cada homem chegue a estar em harmonia com estas leis. Tão logo como existir esta harmonia, não haverá mais discórdia, e o pecado será desconhecido pela humanidade. E assim, somente o que leve ao homem a esta harmonia, pode realmente salvá-lo de seus pecados, e lograr a unidade, que Jesus e seus discípulos ensinaram.

Quando o homem foi criado, se lhe dotou o que se pode chamar um amor natural, e este amor, no alcance de sua qualidade, esteve em perfeita harmonia com o Universo de Deus. E até quando se permitiu a ele existir em seu estado puro, formou uma parte da harmonia do universo. Mas quando se o contaminou ou impregnou pelo pecado, ou algo que não estava de acordo com as Leis de Deus, se saiu da harmonia e da unidade com Deus. A única redenção requerida depois, foi a eliminação de aquilo, que causou a falta de harmonia.

O único caminho, para que esta falta de harmonia pudesse remediar, seria pelo amor natural, que tinha que purificar-se e livrar-se de aquilo, que o contaminou. O sacrifício na cruz não pôde subministrar este remédio, nem a expiação pelo sangue pôde realizá-lo, porque o sacrifício e o sangue não tiveram relação nenhuma com o mau, que devia ser remediado. Por tanto afirmo, se estas coisas pagaram o "castigo" e "comprazeram" Deus, e por isso Ele não teve nenhuma reclamação adicional ao homem pela suposta dívida, que o homem devia a Ele, isso necessariamente implica, que Ele manteve as almas dos homens nesta condição fora da harmonia e não permitiria, que se tirasse a mesma, até que Sua demanda por "satisfação" e "sangue" tivesse sido cumprida. Depois, quando Ele se tivesse "apaziguado," Ele presumivelmente permitiria aos homens por Sua declaração arbitrária, que voltassem a estar em harmonia com Suas Leis e funcionamento de Seu universo. Em outras palavras, Ele estaria para deixar, que os homens permaneçam fora da harmonia com Seu universo e funcionamento de Suas Leis, até que se tivesse satisfeito a Ele Sua demanda pelo sacrifício e o sangue.

Isto, como é evidente a qualquer pessoa razoável, seria algo tão bobo, que nem um homem sequer, em assuntos de seus assuntos terrestres, adotaria esse plano para a redenção daqueles filhos seus, que tivessem desobedecido. (Veio que alguém o esta chamando, e continuarei mais tarde.)

 

 


 

 

Lucas sobre a expiação, continuação

 

Eu estou aqui, Lucas

Queria continuar mi discurso sobre "a expiação."

Como tenho dito a você, a menos que um homem chegar a estar em harmonia com Deus no amor natural, o mesmo que Deus conferiu nele, e o que o livra do pecado e do erro, não pode haver redenção para ele; e a morte de Jesus e o derramamento de seu sangue não podem estabelecer esta harmonia. Bem, o que disse até agora, se refere somente ao homem e sua salvação com relação a sua condição de chegar a ser perfeito neste amor natural, o que todos os homens têm.

Mas isso não é a Grande Expiação, pela qual Jesus veio à terra para ensinar aos homens (e o Caminho, como pode ser obtido, y o efeito de sua realização).

Como dissemos a você, ao princípio, Deus conferiu a nossos primeiros pais não só o amor natural, senão também a potencialidade da aquisição (pela observância de certas leis e da obediência) do Amor Divino do Pai; que, uma vez obtido, transformaria um homem em parte da divindade mesma. Não o converteria em um deus ou igual ao Pai, porém, daria a ele uma Divindade, por ter recebido a Substância do Grande Amor de Deus, e não permanecesse somente como a imagem de seu Criador. Por conseguinte, o homem chegaria a ser imortal.

Só Deus é Imortal — e cada parte dEle é Imortal. E quando os homens conseguem em suas almas esta parte dEle, que é o atributo maior dEle — o Amor Divino — eles também se transformarão em imortais, e então já não estarão sujeitos à morte.

O amor natural, que se implantou nas almas de toda a humanidade, não é uma parte do Amor Divino. Até mesmo, não é igual a este Amor simplesmente em um menor grau, senão é uma qualidade distinta e muito diferente de amor, e todos os homens o têm. Mas em muitas pessoas, se tem contaminado pelos pecados, que nascem da violação das Leis de Deus, assim que a redenção, sobre a que falei, é necessária para o homem, até como dono do amor natural somente.

Mas o Amor Divino do Pai é um Amor que contem, e se compõe inteiramente da Divindade, que o Pai possui. E nenhum homem pode jamais converter-se em parte desta Divindade, se não possui este Grande Amor. Eu sei que se diz, que o homem é Divino porque ele foi criado à imagem de Deus. Mas nada, que é uma mera imagem, forma jamais parte da substância da que isto é a imagem, e pode quiçá ter as qualidades desta substância. Em términos generais, a imagem pode ter a aparência, e (para os assuntos comuns da vida dos mortais) pode servir para o propósito do real, até que algo surja que demande a produção do real; e depois a imagem já não servirá para o propósito.

Agora no caso da criação do homem, ele foi feito à imagem de Deus unicamente na característica de sua aparência material da alma. Seu corpo físico ou espiritual não foi à imagem de Deus, porque Deus não tem estes corpos. Somente a alma do homem é à imagem de Deus, o Super-Alma Grande. E enquanto o homem permanecer uma imagem do Pai, ele jamais será mais que um homem, como ele foi no momento de sua criação — a Substância do Pai jamais formará parte dele. E enquanto a Substância é Divina, a imagem jamais poderá converter-se em algo Divino, até que se transforme na Substância.

Na criação do homem, se projetou um plano, como esta imagem pudesse converter-se em algo da Substância. Ali se deu ao homem (o dono da imagem) a potencialidade da aquisição da Substância. Mas o homem, por sua desobediência, por falta de cumprir com ou seguir os requisitos do plano subministrado, perdeu esta potencialidade, que lhe tinha sido conferida. Ele por isso perdeu a possibilidade de que a imagem se transforme na Substância, o que era absolutamente necessário, para que ele algum dia pudesse chegar a ser o dono de uma parte da Divindade do Pai. E quando os homens se chamam Divinos, asseguram o que não é verdade, senão que, desde a vinda de Jesus à terra, pode converter-se na verdade.

Não citarei, qual era esta desobediência de nossos primeiros pais, ou como eles perderam a grande potencialidade de chegar a ser Divinos. Somente direi que, eles perderam esta potencialidade por sua desobediência, porque Deus se a tirou. E Seu decreto — que no dia que eles cometerem a ação de desobediência, eles seguramente morrerão — se realizou, e eles morreram. Não morreram os corpos materiais, nem seus corpos espirituais, nem suas almas, porque os homens continuaram vivendo em seus corpos físicos por muitos anos, depois do dia de desobediência. Seus corpos espirituais e almas jamais morreram, porque eles ainda seguem com vida. Senão o que morreu, e o que foi afetado pela sentença imposta a eles, foi a potencialidade de receber a Substância, que os transformaria em Divinos e imortais. Esta potencialidade lhes foi tirada e jamais restaurada durante longos séculos, desde o tempo de sua morte até a vinda de Jesus.

Esta parte da Divina natureza, ou este atributo Divino, que era o objeto desta potencialidade, e que converteria ao homem em parte da Divina Natureza e imortal, foi o Amor Divino do Pai, e nada mais. E se nossos primeiros pais por seu obediência tivessem recebido este Amor Divino, jamais teria existido a mortalidade quanto ao alma na terra, tampouco o pecado ou a falta de ser um com o Pai. Mas veio a desobediência, e resultou a morte da possibilidade de chegar a ser imortal. E o homem permaneceu só um homem — somente uma imagem do Pai e nada mais.

Nenhum homem, em todo o longo tempo que mencionei, jamais teve algo mais ou maior em sua natureza que o amor natural, sobre o que tenho falado. E até este amor natural, o homem o abusou e contaminou tanto, que ele se converteu com o tempo em um pária do Pai relativo a este amor. Em outras palavras, ele (o homem) o enterrou tão profundamente baixo suas ações de pecado e violação de aquelas Leis de Deus, que controlam este amor natural, que ele mesmo pareceu estar abandonado pelo Pai, mesmo como um ser humano.

Na história do que se chama "o povo escolhido" de Deus, os judeus, aparece, que este povo se alienou sempre de novo tanto de Deus neste amor natural, que as forças do mundo dos espíritos utilizaram homens (que possuíram este amor em um mais puro estado que a gente comum) para chamar a este povo a uma consciência de suas obrigações com Deus, que resultaram pelo dom do amor natural. Ninguém dos profetas — nem Moisés nem Elias nem ninguém dos outros — possuía este Amor Divino, senão somente o amor natural em um mais puro estado que a gente, a que eles entregaram suas mensagens.

Mas no próprio tempo de Deus, e de acordo com Sua Misericórdia e Seu Plano, ele outorgou novamente ao homem esta grande Potencialidade, sobre a que estou falando, para que os homens tivessem outra vez o Privilégio de chegar a ser um só com Ele. E Jesus foi enviado à terra na forma de homem concebido e nascido como outros homens, mas sem pecado, para proclamar a renovada doação deste Grande Regalo.

Aconteceu no momento da vinda de Jesus, que o Grande Dom foi outorgado de novo a mortais e espíritos de mortais, quem então viviam no mundo dos espíritos. E todos eles (espíritos e mortais) receberam o privilégio de chegar a ser um só com o Pai pelo Plano de salvação, o mesmo que Ele tinha revelado a Jesus, e o que Jesus ensinou em seu ministério durante os curtos anos de sua vida terrestre, e que ele segue ensinando.

Não há outro caminho, como o homem pode converter-se em um só com o Pai — como a imagem pode transformar-se na Substância — só o caminho, que Jesus ensinou, mas que parece não ter sido compreendido pelos homens, depois de que a igreja chegasse a ser uma igreja de poder temporal, e depois de que as escrituras dos apóstolos fossem adulteradas, e os pensamentos e desejos dos homens fossem interpolados em lugar do Evangelho da paz e da salvação.

Porém, existe no Evangelho de João uma declaração do verdadeiro Plano de salvação, conquanto é pouco compreendido e quase ignorado nas ensinos práticas e observâncias das igrejas e os membros delas. E isto é: "se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."

Estas palavras do Novo Nascimento são as únicas palavras, que declaram a verdadeira doutrina da expiação. Nem a morte de Jesus na cruz, nem o derramamento de sangue ou lavar os pecados pelo sangue, nem o pagamento de alguma dívida, e nada de "crer no nome do Senhor Jesus Cristo," levará aos homens a ser um só com o Pai ou os capacitará para converter-se em habitantes do reino dEle. Somente o Novo Nascimento é eficaz para este propósito, e Jesus jamais ensinou nenhum outro plano, e tampouco o faz agora.

Pois, que significa o Novo Nascimento?

Os homens, em sua compreensão e interpretação do mesmo, diferem, e não seria bom, se citar estas diferentes interpretações, ou o que o Novo Nascimento não é. Mas, o importante é, o que realmente significa!

Como tenho dito, a Potencialidade que foi conferida a nossos primeiros pais foi o privilégio da aquisição da Divina Natureza e Imortalidade do Pai, para chegar a estar cheios de Seu Grande Atributo de Divindade — o Amor Divino. E se nossos primeiros pais, por sua obediência, tivessem recebido os benefícios deste Grande Privilégio, eles tivessem nascido de novo, igual que você e todos os outros mortais (e espíritos também) podem nascer de novo agora.

Então, o Novo Nascimento é simplesmente o efeito do fluxo deste Amor Divino do Pai dentro da alma de um homem, e o desaparecimento de todo, que tenda ao pecado e ao erro. Quando o Amor Divino toma possessão da alma, o pecado e o erro desaparecem. Ela (a alma) chega a ser de uma qualidade igual ao Grande Alma do Pai. E porque a alma do Pai é Divina e Imortal em sua qualidade de Amor, assim, quando a alma do homem chegue a estar cheia desta qualidade de Amor (a alma sendo o homem), esta alma se transforma em Divina igualmente. Então a imagem se transforma na Substância, o mortal se transforma no imortal, e a alma do homem, quanto ao Amor e à esperança, se transforma em parte da Divindade do Pai.

Agora, Jesus veio à terra para proclamar este Plano de salvação, e também o renovada doação do Grande Dom da potencialidade da alma. Esta foi sua missão, e nenhuma outra. Como os leitores da Bíblia se lembrarão — e é uma verdade — quando Jesus foi batizado e ungido, e também no Monte da Transfiguração, a voz de Deus( como está escrito) declarou, que Jesus foi Seu filho bem amado e demandou da gente: "A ele ouvi!" Não que cressem que ele veio para morrer na cruz, não que cressem que seu sangue realizaria a expiação, não que cressem em alguma expiação assumida por Jesus, ou que Deus em Sua "ira" demandou um sacrifício, senão somente "a ele ouvi!" E em todos seus ensinos, Jesus jamais ensinou nada de isto, senão somente o Novo Nascimento como o expliquei. Isto é o único necessário para a verdadeira expiação, e Jesus segue ensinando-o.

Ele também ensinou verdades morais, que afetam a conduta e a relação do homem com o homem, e do homem em seu estado natural com Deus; mas nenhum de estos ensinos morais foi suficiente para realizar o grande ser um só com o Pai. Não há dúvida, de que a observância de muitos de estos ensinos de moralidade, e da conduta do homem com Deus, terá uma tendência para levar aos homens para buscarem o Amor superior do Pai, e para ajudar as almas deles, para alcançarem a condição, que facilitará, que este Grande Amor flua dentro delas. Mas estos ensinos morais de conduta prescrita não serão suficientes, por si mesmas, para trazer o Novo Nascimento, e como conseqüência o ser um só com o Pai.

Agora, Jesus não só ensinou a necessidade do Novo Nascimento, senão também ensinou o Caminho, como podia ser obtido. E este Caminho é igualmente simples e facilmente compreensível como o Novo Nascimento mesmo. Ele ensinou, e está ensinando agora, que pela reza sincera ao Pai, e pela fé (que acomete, que todas as aspirações e ansiedades da alma sejam coisas de real existência), e pelo Espírito Santo (que é o mensageiro do Amor do Pai, ou o que transporta o Amor Divino), este Amor fluirá nas almas dos homens em resposta às rezas deles. E por esta fé, os homens perceberão a presença dele; e deste modo, e somente assim, os homens receberão o Novo Nascimento.

Isto é um assunto totalmente individuais. Sem a reza pessoal, séria do suplicante, e a fé que vem com o Amor, um homem não pode receber o Novo Nascimento. Nenhuma cerimônia de igreja, nenhuma imposição das mãos, ou missas pelas almas dos mortos será eficaz para transformar o homem ou o espírito em uma nova criatura de Deus.

O que eu tenho escrito, é o significado da verdadeira expiação, como a ensinou o Mestre, e como a compreenderam todos os redimidos do Pai, quem vivem agora em os Céus Celestiais dEle. E não existe outra expiação possível.

Eu tenho escrito suficiente, e espero haver explicado de maneira simples, a verdadeira explicação da Divina Expiação para todos os homens. Nós quem somos habitantes dos Céus Celestiais, conhecemos a verdade de minha explicação, pela experiência pessoal, e pelo outro fato, que nenhum espírito em todo o universo pode negar: que somente aqueles, os que têm recebido este Amor Divino do Pai em suas almas em suficiente abundância, podem viver ou já vivem nos Céus Celestiais. Todos os outros espíritos, sem consideração de quais sejam suas várias crenças, vivem nas esferas espirituais inferiores, e não podem entrar nos Céus Celestiais, a menos que eles busquem e obtenham o Novo Nascimento, o mesmo que Jesus ensinou e segue ensinando.

Assim meu querido irmão, sem escrever mais, lhe digo boa noite.

Seu irmão em Cristo,

Lucas

 

 


 

 

O verdadeiro significado da expiação

 

Eu estou aqui, Jesus

Escreverei umas poucas linhas, porque desejo confirmar, o que Lucas tem explicado tão claramente sobre o significado da verdadeira expiação.

Ele declarou o verdadeiro Plano de Deus para a redenção da humanidade — é dizer, para colocá-los na relação exata para nosso Pai, a que nossos primeiros pais ocuparam, e a relação, que lhes foi tirada e jamais restaurada até minha vinda, por sua desobediência. Os homens têm que aprender o verdadeiro significado do grande Plano para sua salvação para se converterem em um só com o Pai em sua Divina Natureza. Nenhum outro plano tem sido aprovisionado, e nenhum outro caminho está aberto para os homens para receberem esta Divina Natureza do Pai e a Imortalidade.

O amor natural do homem — que é o amor, que deus outorgou aos homens na criação de nossos primeiros pais — é um amor puro e em harmonia com as Leis de Deus e com o funcionamento do universo, e tem que ser restaurado em sua pureza original, para o homem chegar a estar em harmonia com Deus e as Leis, que o controlam. E para chegarem a esta harmonia, os homens têm que livrar-se de todas as violações das Leis de Deus em sua conduta com Ele e entre eles mesmos. Muitos de meus ensinos, em efeito, apontaram para lograr esta harmonia.

A Regra de Ouro é uma só. E este grande ensino, se observar-se no comportamento dos homens entre eles, tenderá a realizar a harmonia; porque para o homem, o principal é sua própria felicidade. E quando um homem faça aos outros como ele quer que os outros façam a ele, ele procederá para esta condição de conduta, e à relação correta do homem com o homem, que produzirá a harmonia e uma observância daqueles requisitos das Leis de Deus, que controlam esta relação.

Mas a observância da conduta correta do homem com o homem, ou a recuperação da pureza deste amor natural, não realizará a grande reconciliação com Deus no sentido Divino — é dizer, não fará aos homens um só com o Pai em Sua Divindade e Imortalidade.

E agora, veio e compreendo, por que meus grandes ensinos da expiação Divina não se consideraram tão importantes pelos homens, depois de que morreram meus primeiros discípulos, como os ensinos que os controlariam em sua conduta com seu próximo — é dizer, o que pode ser chamado meus ensinos morais.

Naqueles dias, a grande maioria dos homens, quem professaram seguir meus ensinos, como estão escritas na Bíblia, que a igreja adotou, pensaram mais nas recompensas e a felicidade, que lhes chegariam como mortais, que em aquelas, que lhes chegariam depois de converter-se em espíritos — igual como os judeus tinham pensado em todos os longos anos antes de minha vinda. Estos ensinos foram somente aquelas da terra; e estos ensinos, do Antigo Testamento ou de qualquer outra ensino reconhecido por eles como válido para seu comportamento como mortais, foram de maior importância para eles do que os ensinos, que lhes mostraram o Caminho ao Reino Celestial.

E quando a igreja, a que meus apóstolos fundaram, chegou baixo o controle e o regime de homens com somente interesses temporais em seu coração, se atribuiu maior importância a aquelas coisas, que (como os governantes e líderes da igreja pensaram) causariam um comportamento da gente, que com o tempo ampliaria o poder e a influência da igreja. E como conseqüência, a grande Verdade do Novo Nascimento foi descuidada, e se anunciou, que se podia lograr a salvação por médios, que podiam ser utilizados com mais facilidade pelos oficiais da igreja. Em outras palavras, a salvação se converteu em algo que dependia da igreja e não do indivíduo. Assim vê o grande dano infringido por estos ensinos, e o grande poder que a igreja adquiriu.

A salvação é algo entre Deus e o indivíduo, e pode ser obtida somente pelo indivíduo que é um só com o Pai, quem não se preocupa dos ensinos da igreja, ou do homem, a menos que estos ensinos levem às almas dos homens à harmonia com Ele. Digo "não se preocupa," mas isto não expressa exatamente o que quero dizer. Deus sim se preocupa sempre, quando ensinam a Suas criaturas falsas doutrinas, e Ele espera e anseia poder outorgar a cada homem Seu Amor Divino. Mas Ele mesmo não pode, ou não quer, fazer a doação, a menos que os homens sigam o Plano que Ele tem prescrito. E Ele não tivesse podido adotar nenhum outro plano; porque o único Caminho, como os homens podem converter-se em um só com Ele é, que se transformem, por dizê-lo assim, em uma parte dEle, participando em Sua Natureza e Seus Atributos. E a menos que a alma do homem receba estas qualidades do Pai, jamais se pode converter em um só com Ele.

Como Lucas disse, minha morte ou sangue ou alguma suposta expiação assumida por mim, não tivesse podido fazer da alma de um homem o dono do Amor Divino do Pai, porque não podiam levar ao homem a esta relação com o Pai, que originaria a abertura da alma do homem para o influxo deste Amor. Não permitas que nenhum homem suponha, que pela crença em mim como o filho de Deus e Salvador do mundo, ou que eu dei minha vida por ele, ele possa converter-se em um só com o Pai; porque não é verdade e tem originado muito dano à humanidade.

Somente as aspirações puras, honestas, sinceras da alma de um homem por este Grande Amor do Pai pode realmente efetuar esta verdadeira expiação, que é necessária, para este homem se transformar em parte da Divindade de Deus, e participar em Sua Divina Natureza.

Eu tenho escrito suficiente e terminarei.

Seu irmão e amigo,

Jesus

 

 


 

 

A crença pelas igrejas na eficácia da expiação assumida por Jesus tem provocado grave dano à humanidade

 

Eu estou aqui, João

Queria escrever esta noite sobre um tema, que é importante para os membros das igrejas ortodoxas, sobre a crença na eficácia da "expiação" por Jesus, por sua morte y crucificação.

Todos os ortodoxa crêem, seus pregadores e evangelistas ensinam em seus sermões e discursos, e os mestres das lições da bíblia notificam a seus estudantes, que o sangue de Jesus e sua morte na cruz foram os dois fatores em sua carreira na terra, que salvam os homens de seus pecados, e satisfazem o grande castigo de morte, que lhes é iminente pela primeira desobediência do homem, e dos pecados que resultaram.

Bem, esta doutrina tem prevalecido nas crenças e ensinos da igreja sempre, desde que a igreja se estabeleceu pela convenção, que se reuniu seguindo as ordens de Constantino (a convenção referida foi o Concilio de Nicea, em 325 A.D. — ed.). Então, os livros que agora constituem a Bíblia receberam a sanção da igreja como canônicos. Antes desse tempo, alguns dos pais antigos creram na doutrina da expiação como esta arriba declarada, e as controvérsias entre eles e outros, quem não assinaram esta doutrina, foram muito duras e às vezes muito pouco cristãs — segundo a cristandade que prevalecia entre os discípulos antigos do Mestre, ou segundo seus ensinos.

Desde então até o presente dia (ainda que a grande igreja romana tem sofrido secessões, e reformas têm sido feitas por igrejas fundadas em tais reformas) esta doutrina tem sido incorporada e crida pela maioria das igrejas, no entanto que denominação elas tenham adotado, ou a que forma de governo elas se sujeitem.

Esta doutrina constitui os princípios fundamentais de vários corpos da entidade eclesiástica. E hoje, estes princípios formam tanto uma parte da fé e dos ensinos das igrejas, quanto elas sempre a foram em todos os séculos que têm passado.

É claro que, com esta doutrina fundamental, tinham sido incorporados na fé e no ensino respectivo, outros princípios, os mesmos que se aplicam mais ao membro individual da igreja, que ao corpo mesmo da igreja. Quero dizer, a crença na Verdade, que há uma estreita relação entre Deus e o indivíduo, que pode ser estabelecida pela reza e as ansiedades da alma pelo influxo do Amor de Deus, e na regeneração da natureza do homem pelas influências deste Amor do Pai.

Mas nestes últimos dias, esta verdade só tem sido conhecida, e seu trabalho experimentado por relativamente poucos daqueles, aos que chamam cristãos ortodoxos. A grande maioria dependeu da crença na doutrina, que Jesus, por seu sacrifício e morte, pagou uma suposta dívida, a que o homem devia a Deus. De acordo com isto, aqueles membros da igreja crêem intelectualmente e aceitam Jesus como seu salvador, porque ele pagou esta suposta dívida, e pelo derramamento de seu sangue, lavou seus pecados e os levou a ser um só com o Pai; além disto, ele supostamente os salvou da "ira" do Pai e, ao mesmo tempo, os converteu realmente em filhos redimidos e aceitados de Deus. Eles crêem, além disto, que enquanto mantenham esta crença e cumpram com seus deveres como membros, e também observem o regulamento da igreja, eles estão seguros, e preparados para o gozo do céu e a Presença do Pai.

Eles também crêem, que a menos que um homem aceite a Jesus como seu salvador da maneira que eu a mencionei, este homem está perdido por toda a eternidade, e (nas crenças e ensinos de alguns de estes membros) que ele será enviado ao inferno para ser condenado e castigado por toda a eternidade.

Bem, um enfoque desta doutrina é tão verdadeiro como outro, ou antes, tão falso, porque ambas de estas fases de crença não têm base em efeito, e não estão de acordo com os ensinos do Mestre. Tampouco estão de acordo com o fato, cuja verdade eu sim conheço — não por alguma crença, mas pela experiência pessoal e a observação.

Ah, como os ensinos puros do Mestre têm sido torcidos e convertidas na causa, de que tantas almas humanas não cheguem ao céu de felicidade, como elas desejavam, e que elas pensavam ia ser seu quando abandonarem sua vida mortal!

Esta doutrina, na que se creu tanto tempo, tem provocado a condenação de muitos homens com respeito a seu desenvolvimento da alma, seu chegar a ser um só com o Pai, e seu alcance dos céus, os mesmos que estão preparados para aqueles, quem consigam a união de alma com o Pai.

Eu sei que pode parecer surpreendente para alguém, quem realmente crê nesta doutrina e (como pensa) nas verdades de Deus e os ensinos de Jesus, os mesmos que se supõe que estão infalivelmente contidas na Bíblia, que eu anuncio a falsidade de estas crenças, e seu ineficácia total, para esta gente sincera obterem o que tanto deseja com sinceridade.

Mas assim é a verdade; e a verdade jamais troca, jamais entra em compromissos com a falsidade, e jamais permite, que crenças errôneas de um mortal em efeito sincero desviem uma só iota dos resultados e conseqüências desta falsa crença. E o grande prejuízo, que esta falsa doutrina originou para a humanidade, e o segue causando, continuará no mundo que vem, até que a crença na verdade reponha a crença no falso. Assim, não todo o mundo que diga: "Senhor, Senhor" entrará no Reino do Céu.

Estas falsas crenças operada de dois maneiras prejudicando ao homem e fazendo-o inadequado para entrar no Reino: primeiro, pela crença que produz o dano resultante da operação positiva do erro (o que é grande); e segundo, pela falta de fé na Verdade, falta que impede o progresso na aquisição de aquelas qualidades, que pertencem a, e são partes necessárias desta Verdade.

Quando os homens crêem na doutrina que apresentei, eles se contentam, e (sabendo ou não) permanecem em um estado de segurança falsa, e não intentam desenvolver as qualidades da alma, que são as únicas relacionadas com Deus. Suas crenças mentais estão forte, e podem crescer em força, mas as comunhões de suas almas com o Pai, e seu crescimento e expansão no desenvolvimento de suas almas podem estagnar e, de fato, morrer.

Este é o grande prejuízo que estas falsas crenças fazem ao homem e ao espírito — quero dizer, em sua capacidade individual, porque é preciso conhecerem como uma verdade, que a salvação do homem, ou o progresso de sua alma para o ser um só com Pai, é um assunto individual, exclusivamente. Os homens como congregações ou em comunidades eclesiásticas não são redimidos do pecado; e como tais não podem ter nenhuma relação com o Pai, nem receber Seu Amor Divino, o que é a única salvação.

Há somente um Caminho possível, como o homem pode chegar em unissonância e ao ser um só com o Pai, e em conseqüência ser idôneo para desfrutar ou habitar nas mansões em Seu Reino, do mesmo que Jesus falou, quando esteve na terra. E este é o caminho, que conseguirá, que a alma do homem seja igual à Alma do Pai, e participante em Suas Divinas Qualidades de Amor e Vida. Nenhuma crença, que não realize esta união e incorporação, de fato, pode jamais provocar, que a alma do homem participe nestas qualidades, que constituem uma parte da Alma de Deus.

Então, quero que os homens considerem por um momento, que possível comunicação pode existir entre estas qualidades da Alma de Deus, e a morte e o sangue de Jesus.

Deus é o Criador da vida e da morte, e também do sangue e da carne, e Ele pode destruir tanto como criar. Se os pecados do homem tivessem clamado por um sacrifício do que foi somente carne e sangue, ou a extinção de uma vida, que Deus tinha criado, para pagar o castigo deste pecado, então um Deus que demandou esse pagamento (e isto implica, é claro, que Deus esteve "furioso" e pôde ser "apaziguado" somente por algo, que Ele não pôde conseguir-se de e por Si Mesmo) duramente estivesse contento com algo, que Ele tinha criado, sobre o que Ele ainda teve controle absoluto, e que Ele pôde destruir e desfazer em qualquer momento que Lhe agradasse.

A vida de Jesus já foi uma possessão de Deus. Quando ele, Jesus, entregou esta vida, não deu algo a Deus, que Ele ainda não possuísse e que não tivesse podido tirar-lhe. E quando seu sangue se derramou na cruz, não tivesse Deus podido fazer derramá-la em qualquer momento e de qualquer maneira?

Assim tal doutrina é demais absurda para considerá-la em sério. O significado lógica desta doutrina é, que Deus exigiu o cancelamento de uma dívida, que por muito tempo tinha permanecido sem pagar, que Ele esteve completamente "furioso" e "insaciável," e que Ele somente estaria contento com a morte de um ser vivo e o derramamento de seu sangue — esta morte e este derramamento de sangue somente de uma maneira; ou seja, na cruz. E, porém, com toda esta "demanda" que se remontou atrás às idades por muitos séculos, implacavelmente e sem piedade, Ele se contentou, e Sua ira se mitigou vendo morrer a Sua própria criatura — e esta criatura foi seu mais querido filho. E ouvindo gotejar o sangue desta criatura de uma cruz de madeira, a vida e o sangue já sendo Sua para deixar viver ou destrui-la como Lhe parecia adequado, o homem se transformou em um só com Ele.

A simples redução de tal proposta é que Deus, para cancelar uma dívida que se devia a Ele, aceitou como pagamento algo, que já era Seu, e que nenhum poder ou ser em todo Seu universo Lhe tivesse podido tirá-lo.

Agora digo tudo isto reverentemente, como dizem seus pregadores, mas o fato é, que a afirmação de aquela doutrina, com a que eu tenho tratado, é tão blasfema, que nenhum modo de tratar com ela, mostrando sua falsidade, pudesse ser irreverente.

E outra vez, crer que Deus "demandou", que Jesus tivesse que morrer especificamente na cruz para efetuar Seu "plano" para um tipo particular de morte, que faria "satisfatório" o pagamento, é tão manifestamente absurdo, que todos dos espíritos no Reino do Pai se admiram, que os mortais possam crer tal dogma não razoável!

Para seguir esta absurda proposta a sua conclusão lógica, não só foi necessário, que Jesus tivesse que morrer na cruz, a fim de que a dívida tivesse sido cancelada, senão também que Judas tivesse que converter-se em um traidor, que os judeus clamassem por sua morte, e que Pilatos tivesse que pronunciar sua sentença. Conforme se alega, tudo isto foi necessário para o pagamento satisfatório da dívida. Mas se isto fosse assim, por que é então, que Judas e Pilatos e os judeus não são também salvadores da humanidade — até, como você diz, em um sentido secundário? Jesus não tivesse podido clamar por seu própria morte ou levantar sua própria cruz, ou ter-se pregado a sim mesmo nela, ou furar seu lado com uma lança para que pudesse escorregar o sangue. Se ele tivesse feito isso, teria cometido suicídio. Mas pode que tivessem existido mais elementos no pagamento de uma dívida por este método de morrer, que na maneira como sua morte se efetuou em realidade.

Eu, João, quem amou ao Mestre mais que todos os outros, e quem esteve mais perto dele; estive com ele, quando ele foi pregado na cruz cruel (na que eu penso com horror), e que fui, entre os primeiros para tirar seu corpo do árvore, e primeiro senti seu sangue em minhas mãos, conto a você que a morte de Jesus na cruz não pagou nenhuma dívida, que o homem devia a Deus. Tampouco seu sangue tirou os pecados de ninguém. E, ah, a pena de tudo isto é, que os mortais por todos estes longos séculos têm crido, que eles foram salvados por seu sacrifício e sangue, e por tal crença, jamais têm logrado acercar-se ao Mestre, ou ser um só com o Pai!

Como eu e outros lhe temos escrito, o único Caminho, como o homem pode salvar-se de seus pecados, e converter-se em ser um só com o Pai é pelo Nascimento Novo — o mesmo que o Mestre descreveu para você, que é o resultado do influxo do Amor Divino do Pai dentro da alma de um homem, e do desaparecimento de todo que tenda ao pecado e ao erro. Quando este Amor flui na alma de um homem, infiltra esta alma, como faz a levedura na massa; e esta alma participa no Amor Divino, e por isso se transforma em igual ao Pai em Sua Divina Natureza, e apta para morar em Seu Reino.

Agora pode ver com facilidade que não pode haver nenhuma relação entre a morte de Jesus na cruz, e seu sangue, e a entrega na alma de um homem de aquelas qualidades Divinas, que pertencem à Natureza do Pai. Estas qualidades não se distribuem ao homem pela morte e o sangue, porém, pela Vida e pelo Amor, e a fé, a mesma que vem com o Amor. E aqui, quando digo fé, não quero dizer crença intelectual, como expliquei.

Como temos escrito antes, quando os primeiros pais foram criados, não se lhes deu este Amor Divino — somente a possibilidade de obtê-lo, em sua busca pelo mesmo no caminho, que Deus tinha subministrado. Não os obrigou, senão eles tinham a opção de recebê-lo ou não, e se converteriam em idôneos para viver no Reino do Céu. Quando eles cometeram sua ação de desobediência, eles perderam este privilégio, e (relativo a isto) morreram, e foram abandonados sem um mediador entre eles e Deus. E aqui não quero dizer um mediador na maneira de pagar uma dívida, porque eles não deviam nada a Deus. Eles foram somente, como vocês mortais dizem, filhos deserdados. E o único mediador, do que o homem necessitava depois deste tempo, foi uma pessoa por quem poderiam vir as gloriosas novas, que o Pai tinha trocado Sua Vontade, ou perdoado a desobediência até tal grau de restaurar Sua oferta original — o privilégio da obtenção de Seu Divino Amor em suas almas. E neste sentido, jamais existiu um mediador entre Deus e o homem até a vinda de Jesus, e seu anuncio ao homem, que o Pai tinha trocado Sua Vontade, e tinha restaurado à humanidade o grande privilégio de participar em Sua Divina Natureza e Imortalidade.

Assim, como no primeiro homem, Adão, todos os homens morreram, assim no homem Jesus todos os homens reviveram. E Jesus foi o mediador não só declarando ao homem a doação renovada deste Grande Dom do Amor Divino e da Imortalidade, senão também mostrando o Caminho, como os homens pudessem e tivessem que procurar por este Dom para obtê-lo. O Grande Dom de Deus para o homem não foi Jesus, antes foi a Potencialidade de obter o Amor Divino do Pai, e assim transformar-se em Divino, e apto para residir nas mansões do Reino do Céu. E assim Jesus chegou a ser a Ressurreição e a Vida, e levou a Imortalidade à luz.

Quanto maior é um salvador desta natureza, do que aquele que paga uma suposta dívida por sua morte e sangue! Não, ele é o salvador do homem por sua vida e seus ensinos, porque ele foi o primeiro por receber este Amor Divino, e por converter-se em Divino, ele mesmo. E assim ele se converteu no primeiro fruto da ressurreição.

Nós temos explicado a você antes, em detalhe, algumas das Verdades que declarei nesta mensagem, e não é necessário aqui explicá-las mais.

Ao concluir, queria declarar com todo o ênfase possível, que se origina de um conhecimento baseado nas ensinos do Mestre, e minha experiência pessoal (como dono deste Amor Divino, e participante na Divina Natureza do Pai), que nenhuma expiação assumida por Jesus, nem o derramamento de seu sangue salva ninguém do pecado, ou o converte em um filho redimido do Pai, ou o apropria para um lar nas mansões das esferas Celestiais.

Com um amor, que somente pode vir de uma natureza redimida e divina, amo a toda a humanidade, e me esforço em ajudar, para acharem o Caminho à Vida e Imortalidade, e à felicidade mais ali da concepção dos mortais ou espíritos, quem não têm recebido este Novo Nascimento do Amor Divino do Pai.

Eu tenho escrito suficiente para esta noite, e você está cansado.

Assim, meu querido irmão, com todo meu amor e minhas benções de um coração cheio do Amor do Pai, eu sou

Seu irmão em Cristo,

João

 

 


 

 

Paulo nega a expiação assumida por Jesus

 

Eu estou aqui, Paulo

Sim, Eu estou aqui, e quero dizer somente umas poucas palavras. O livro sobre a "expiação sofrida por Jesus" que você estava lendo — acerca do preço de resgate e o sangue de Jesus e o sacrifício na cruz — está todo equivocado, e não deve crer no que diz.

Bem, eu sei que a Bíblia me atribui os ensinos de estas coisas, mas jamais as ensinei. E digo a você agora, como disse a você antes, que não se pode confiar na Bíblia, como o documento contendo o que eu realmente escrevi; porque existem muitas adições ao que escrevi, e muitas omissões do que escrevi. E o mesmo acontece também com os outros, cujos nomes constam como os autores do Novo Testamento.

Muitas coisas contidas neste livro foram jamais escritas por ninguém dos supostos autores do livro. Os escritas de nós já não existem, e já deixaram de existir há muitos séculos. Quando as copiaram e voltaram a sacar cópias das cópias, grandes adições e omissões foram feitas, e finalmente interpolaram doutrinas e dogmas, que nós jamais cremos ou escrevemos.

Tenho que dizer isto, e queria enfatizar minha declaração com toda a convicção e o conhecimento da verdade, que eu possuo: Jesus jamais pagou nenhuma dívida do homem por meio da sua morte ou seu sangue, ou uma expiação, como crêem, assumida por ele.

Quando Jesus veio à terra, sua missão lhe foi revelada de maneira como ele ia progredindo em seu desenvolvimento da alma. E somente depois de sua unção esteve inteiramente qualificado para entrar em sua missão e o trabalho correspondente.

A missão consistiu de dois partes, ou seja: anunciar à humanidade que o Pai tinha outorgado de novo o Amor Divino, o mesmo que Adão (ou os primeiros pais) tinha perdido, e segundo, mostrar ao homem o Caminho, como este Amor pode ser obtido, para seu dono converter-se em um participante na Divina Natureza, e imortal.

Jesus não teve outra missão senão esta. E qualquer declaração pelo pregador ou mestre, ou as doutrinas ou os dogmas da igreja, ou pela Bíblia, que sua missão fosse diferente do que eu tenho declarado, é falsa. Enfaticamente, ele jamais afirmou ter vindo à terra para pagar um resgate para a humanidade, ou para salvá-la por sua morte na cruz, ou para salvá-la de outra maneira, senão para ensinar, que o Grande Dom (ou privilégio da aquisição da Imortalidade) lhes tinha sido conferido, e que eles podiam obtê-lo pela oração e a fé.

O autor do livro está muito equivocado com suas teorias. Mas aceitando a declaração da Bíblia como verdadeira, ele faz uma apresentação muito enérgica das escrituras. Porém, as escrituras não contêm a Verdade sobre este tema, exceto o Novo Nascimento que Jesus ensinou. E sendo assim, suas explicações e teorias têm que afundar-se. Algum dia, e muito cedo, ele virá ao mundo dos espíritos e se despertará, o que a ele causará muito sofrimento e remorso por seus ensinos das falsas doutrinas que seu livro contem.

Não me propus escrever uma carta tão longa, quando comecei, mas as perguntas de você exigiram respostas, e não pude dar-lhe respostas em menos espaço.

No entanto, se obtém qualquer benefício do que tenho escrito, o tempo terá sido bem empregado.

Tenho que terminar agora, mas regressarei algum dia.

Seu irmão em Cristo,

Paulo

 

 


 

 

Pedro afirma o que Paulo escreveu acerca da expiação assumida por Jesus

 

Eu estou aqui, Pedro o apóstolo

Eu escrevo para confirmar o que Paulo disse — relativo aos erros do autor do livro que você estava lendo e à Bíblia, na que ele baseia seus argumentos e conclusões, adicionalmente.

Há um par de epístolas, que se me atribuem, e eu realmente escrevi algumas aos membros da igreja, sobre as que tive a supervisão. Mas as cartas, como estão contidas na Bíblia, são falsas e em conflito com minhas crenças em muitos particulares, então como agora; e jamais escrevi aquelas declarações conflituosas. Jamais escrevi que Jesus pagou um resgate pela humanidade, ou que sua morte na cruz salvou aos homens da morte, a que eles herdaram de Adão, ou algo da natureza que insinuasse, que os homens fossem salvados por alguma ação de Jesus que satisfez a "ira" de Deus ou, como o autor disse, "satisfez a Divina Justiça."

A justiça não constituiu um elemento no Plano de salvação do homem — somente Amor e Misericórdia, e o desejo do Pai, que o homem chegasse a estar reconciliado com Ele; é dizer, que viesse a Ele e recebesse o Grande Dom de Sua Divina Natureza. Nenhum derramamento de sangue ou a morte de Jesus ou expiação assumida por Jesus pôde tê-lo logrado, porque nada de isto afetaria o desenvolvimento da alma do homem. O conceito do desenvolvimento da alma é um conceito individual, e somente pode atingir-se, quando o homem busque o Grande Dom do Amor Divino, e o receba em sua alma e o desenvolva. Ele então se transforma em um participante na Divina Natureza, e em um com o Pai.

Que deplorável é, que os homens ensinem esta doutrina errônea da expiação pelo sangue! Quanto dano causa à humanidade — e aos espíritos também. Porque muitos espíritos chegam ao mundo dos espíritos com suas crenças tão firmemente estabelecidas nesta doutrina, pelo que freqüentemente permanecem por anos nesta condição de crença. Isto causa uma estagnação do progresso de suas almas, e atrasa gravemente sua aquisição do conhecimento da verdade.

Quando este autor chegue ao mundo dos espíritos, sem dúvida terá que pagar as conseqüências de seus ensinos errôneos. E muito provavelmente este castigo será, que ele terá que "desensinar," se eu poder usar a palavra, a todos os espíritos, quem creram em seus ensinos e seguiram estas falsas doutrinas, quando estavam na terra.

Mas os homens conhecerão a Verdade algum dia, e a Verdade os livrará.

Você tem que intentar com seus melhores esforços chegar na condição para receber as mensagens, as que o Mestre desejar escrever, para podê-las difundir ao mundo.

Eu sou seu irmão em Cristo,

Pedro

 

 


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