Revelações Angelicais—o Evangelho revelado novamente por Jesus


 

 

  Capítulo 2
As Leis de Conexão e Comunicação Entre os Espíritos e os Mortais

 

 

 

As Verdades Superiores do Pai somente podem ser transmitidas pelos espíritos Celestiais através de um mortal, que tem sido preparado pelo Amor Divino do Pai. (João, o apóstolo)

Uma continuação da explicação por João, das leis espirituais, que governam a conexão e comunicação entre os espíritos e os mortais.

João declara, que muitos espíritos aspirarão comunicar-se com o homem, e intentarão ensinar doutrinas falsas.

 


 

 

 

As Leis de Conexão e Comunicação Entre os Espíritos e os Mortais

 

 

As Verdades Superiores do Pai somente podem ser transmitidas pelos espíritos Celestiais através de um mortal, que tem sido preparado pelo Amor Divino do Pai.

 

Eu estou aqui, João o apóstolo.

Desejo escrever por um curto tempo esta noite sobre um tema, que eu considero importante, e que você pode considerar interessante.

Como talvez sabe, tem passado certo tempo desde que escrevi algo de caráter formal, e sinto muito que tanto tempo tenha passado, sem que tivesse podido comunicar algo das verdades espirituais. Eu também sinto, que sua condição tenha estado de tal modo, que me foi impossível estabelecer uma conexão com você, que é necessária a fim de eu poder entregar a você estas mensagens da natureza mencionada.

(Pergunta por Padgett)

Bem, você não esteve nesta condição de mente, que me permitisse estabelecer a conexão necessária com você. Devemos ter uma mente, que esteja cheia de pensamentos das matérias superiores da verdade, mesmo que não usemos aqueles pensamentos. Nossos pensamentos são todos espirituais, e nossas verdades somente podem ser recebidas por uma mente em condição espiritual. E ultimamente, não teve tanto desta mente espiritual como antes. Nosso contato não esteve tão estreito, e a conexão necessária, que nos permite expressar estas verdades espirituais por seu mente, não estava em estado perfeito.

E quando digo "mente", somente me refiro aos órgãos do cérebro, que são influenciados pelos pensamentos da mente. Porque digo a você, o que possivelmente não conhece: Que estes órgãos componentes do cérebro não sempre e em todas as condições estão receptivos ao mesmo controle pelas mentes dos espíritos. Você pode receber uma mensagem longa e profunda de matérias, que pertencem ao que pode chamar o material, por seu cérebro; porém, em condições parecidas de estes órgãos, não poderá receber mensagens das verdades superiores. As condições de estes órgãos cerebrais se determinam pela condição da alma em possessão de temas espirituais.

Me resultado difícil expressar de forma concreta o que intento transmitir, mas isto sim compreenderá: que a capacidade do cérebro humano para receber vários tipos de mensagens, depende do desenvolvimento e a possessão de matérias espirituais da alma. Um médium, quem é bom somente intelectual e moralmente, não pode receber aquelas mensagens das verdades superiores, porque não pode haver nenhuma conexão entre o cérebro de tal médium e a mente do espírito superior, que possivelmente quer comunicar-se. E assim compreenderá, por que acontece que, as mensagens de espíritos arraigados todavia na terra, ou de aqueles, quem somente têm um desenvolvimento intelectual, são tão numerosas e mais freqüentemente recebidas por médiuns, do que as mensagens de espíritos sobre o desenvolvimento da alma.

Um pensamento espiritual — quero dizer, um pensamento, que somente pode vir de um espírito, quem tem o desenvolvimento da alma, que converte ao alma em Divina — não pode jamais passar pelo cérebro humano, que nunca tenha sido desenvolvido por uma alma, em qual o Amor Divino tem entrado e desabrochado seus poderes regenerativos. Pensamentos materiais podem transmitir-se por um cérebro que é plenamente material, pensamentos morais por um cérebro, que tem sido influenciado por verdades morais, e pensamentos espirituais por um cérebro, que tem assimilado aquelas verdades, que chegam somente com o desenvolvimento da alma pelo Amor Divino. Esta é a Lei de Conexão e Comunicação.

E esta Lei de Conexão e Comunicação, se você intentar entender a mesma, capacitará a você para compreender a causa, pela qual nós não podemos comunicar estas verdades superiores.

A você pode parecer, que se nós controlarmos seu cérebro, e não usarmos ou transmitirmos seus pensamentos, mas somente os pensamentos, que provêm de nossas mentes, não importaria, de que natureza fossem seus pensamentos; e que, como seu cérebro é utilizado por nós como um mero instrumento, nós (tendo possessão de seu cérebro) poderíamos escrever qualquer coisa que desejamos. E, mirando superficialmente à afirmação, poderia ser razoável supor, que tivesse razão.

Mas como dissemos a você antes, a conexão e nossa capacidade de usar seu cérebro, estão governadas por leis. E uma de estas leis é, que um alto pensamento não pode transmitir-se por um cérebro humano, que não está na condição, que o qualifique para receber o pensamento — igual que um cérebro, em assuntos de mero conhecimento material, não pode receber uma concepção ou compreensão de alguma verdade intelectual e transmiti-la, com a qual não tinha estado familiarizada. Um cérebro não pode ser utilizado pela mente de um humano, para esclarecer um problema de geometria, quando o cérebro jamais tem sido utilizado por esta mente para familiarizar-se com, ou conhecer, os princípios de geometria. Esta é uma analogia incompleta, mas talvez sirva para ilustrar o que quero dizer.

Na concepção pela mente humana de uma verdade (material ou espiritual), há que usar o cérebro, para manifestar ou dar a conhecer aquela concepção. Isto é absolutamente certo, quando a idéia ou o pensamento se origina na mente do homem, que está utilizando seu próprio cérebro para formular ou manifestar aquela idéia ou aquele pensamento. A mente pode ter o pensamento ou conhecimento de algum ramo de ensino, porém, quando jamais tem utilizado o cérebro para dar uma forma concreta ao pensamento ou conhecimento, o cérebro não pode manifestar ou transmitir o mesmo. Esta lei se aplica especificamente às capacidades do cérebro, aonde a própria mente do homem intenta utilizar ou controlar a ele. E como conseqüência de isto, é possível, que a mente humana tenha o pensamento e o conhecimento de coisas, que o cérebro não pode expressar — pelo menos não neste mesmo instante.

Em muitas das coisas materiais da vida, como com os grandes inventos, o conhecimento de estes inventos permanece dormido na mente, e pode passar muito tempo, antes deste conhecimento formular-se e expressar-se pelo cérebro. Às vezes nunca passa pelo cérebro, de jeito e maneira. A mente e o cérebro não são o mesmo, nem coisas equivalentes. Uma é operador, e o outro é o que se utiliza para operar, para as propriedades da operador poderem manifestar-se a outras pessoas.

Mas esta lei, aplicada à conexão, e controlando a mesma, entre a mente e o cérebro, propriedade do mesmo homem, não serve para, nem controla tão absolutamente, a conexão da mente com o cérebro, onde a mente é de um espírito e o cérebro é de um mortal. Porque, em tal caso, a mente do espírito pode tomar um controle tão completo do cérebro do mortal, que as manifestações do primeiro não são governadas ou limitadas por experiências especiais (ou falta de experiências), que o cérebro do mortal poderia haver tido em seu uso pela mente mortal adiante específicas linhas de expressão ou manifestação. Assim, como talvez saiba, e como tem sido demostrado pelo trabalho e a experiência de muitos médiuns humanos, as mentes de espíritos controlaram os cérebros de estes médiuns, para estes cérebros transmitirem as expressões dos espíritos em vários idiomas e também verdades matemáticas, com as que estes cérebros mortais jamais se familiarizaram, ou jamais as assimilaram e expressaram por conta própria antes.

Mas nestes exemplos, o cérebro é utilizado somente na esfera do intelecto; e o espírito, quem pega o comando sobre um cérebro mortal, e o utiliza para expressar e manifestar o conhecimento de sua própria mente espiritual, não faz outra coisa (em essência), que a mente humana, controlando seu próprio cérebro, tivesse podido fazer, se tivesse treinado o cérebro em aquelas direções. A capacidade do cérebro, treinado ou não pela mente humana, limita o poder do espírito de controlar o mesmo, na maneira e para os propósitos intelectuais mencionados.

Mas esta lei tem uma fase adicional, e esta é: enquanto maior for a experiência general do cérebro em seu exercício pela mente humana, mais perfeitamente pode controlá-lo a mente espiritual. Tudo isto depende de feitos, e não posso ficar aqui para explicar os mesmos, tal como as qualidades do médium e as susceptibilidades do humano, cujo cérebro o espírito intenta controlar.

E as mesmas leis se aplicais à divulgação da verdade e de princípios adiante os níveis da morais. Um espírito não pode nunca utilizar o cérebro de um mortal para entregar, ou transmitir pelo mesmo, preceitos morais ou verdades, que este cérebro não é capaz de receber. E não quero dizer por isto, que o cérebro tem que estar familiarizado com alguma ou muitas verdades morais particulares, ou tem que ter sido utilizado pelo humano para o propósito de receber ou dar a conhecer estes preceitos. Mas em sua capacidade essencial, o cérebro tem que estar habilitado potencialmente para transmitir e receber estas verdades; e assim a capacidade relativa do cérebro de receber e transmitir estas verdades morais, necessariamente limita o controle do espírito para expressar aquelas verdades através dele.

A conexão do espírito com o humano, se determina pelo desenvolvimento do cérebro e das qualidades morais do humano no momento, quando se intenta a conexão. E isto significa o verdadeiro desenvolvimento de estas condições, e não o que elas possam parecer a outros humanos, ou até ao indivíduo mesmo. E em um alto grau, este desenvolvimento determina o poder do espírito de utilizar o cérebro mortal para divulgar as verdades intelectuais ou morais.

Um médium pode receber somente estas verdades, como seu desenvolvimento interior o permite, e um espírito pode formar uma conexão com um médium somente de acordo ao grau e a natureza das verdades, que o médium possua. A possibilidade de conexão, e o tipo dela, deita na base das qualidades do médium. E estas variáveis declaradas, são as que determinam e limitam tanto o poder do espírito de transmitir seus pensamentos, como a capacidade do mortal de receber os mesmos.

O espírito, quem intenta escrever através de um médium, pode formar uma conexão, quando a condição do médium esteja em harmonia com a sua. A menos que existir esta harmonia, é impossível para o espírito escrever aquelas coisas, que exigem um maior grau de desenvolvimento, que o que o médium possui, em esse momento. Então compreenderá de certa maneira, por que tão poucas verdades espirituais superiores, jamais têm sido entregadas ao mundo pelos poderes mediais de algum mortal, quem possuía os dons como de escritura automática( como se chama), de clarividência, ou poderes de inspiração. Relativo a aquelas verdades, que não exigiam um maior grau de desenvolvimento, que o que tinha o médium, não se apresentou nenhuma dificuldade de transmitir as mesmas, e muitos médiuns tinham sucesso acolhendo a verdade adequada para seu condição.

E este feito — e também lei — explicará a você, por que o mesmo espírito pode comunicar-se através de vários médiuns, porém, as comunicações são de um caráter diferente. Isto é, as comunicações através de um médium contêm um caráter superior ou inferior de verdade que aquelas transmitidas através de algum outro médium, com o resultado, que aqueles mortais, quem escutaram ou leram sobre estas diferentes comunicações (especialmente quando seus mentes são analíticas), têm sido propensos a crer, que não foi o mesmo espírito, quem fez as dois comunicações. Mas isto não é uma conclusão justa; porque o espírito estava na mesma condição — possuindo o mesmo conhecimento — no momento de ambas comunicações, porém, os médiuns, a causa de sua diferencia no desenvolvimento, foram incapazes de receber o mesmo caráter de mensagens.

Pode rebuscar a história completa de comunicação com espíritos e de médiuns, e não achará nenhuma mensagem do caráter de aquelas, que têm sido transmitidas através de você, e pelas razões, que eu declarei.

Swedenborg foi o último e quase perfeito instrumento para receber estas verdades superiores. E, porém, ele, a causa de sua falta de desenvolvimento de alma, e por estar atado mais ou menos a seus crenças ortodoxas e seu conhecimento cientista (que a ele ocasionou coordenar e acomodar estas verdades a suas idéias de correspondência e conceitos parecidos) falhou, e não se pôde utilizar a ele com sucesso para transmitir as verdades, que temos comunicado através de você. E depois de ele, outros médiuns dotados e (em alguns aspectos) bem sucedidos foram utilizados por espíritos de conhecimento e progressão superior para transmitir verdades. Mas suas condições foram tais que, baixo o regime de leis governando a conexão, estes médiuns puderam receber somente aquelas verdades, que suas condições de desenvolvimento permitiam receber. Os efeitos desta limitação não dependiam da condição e da capacidade dos espíritos de difundir estas verdades superiores, mas da capacidade dos médiuns para receber as mesmas.

Você mesmo experimentou, como esta lei funciona e controla a comunicação e a conexão espiritual. Porque, como bem sabe, passou muito tempo, antes de que pudesse receber algumas mensagens de espíritos de estas verdades superiores, conquanto os espíritos muitas vezes estavam presentes com você, prontos e ansiosos por entrar em conexão e entregar suas mensagens. E você estava disposto, intelectualmente, para receber as mesmas, mas por causa de sua condição — ou falta de condição — os espíritos não podiam entregá-las, e se viam obrigados a esperar, até que obtivesse a condição necessária.

Por tudo isto, compreenderá, por que tão poucas mensagens contendo verdades espirituais altas, ou até verdades morais, chegam por médiuns. Os médiuns, na maioria dos casos, têm um desenvolvimento de tal índole, que somente podem receber mensagens, que tratam de assuntos materiais da vida. Este tipo de mensagens, estou obrigado a( e posso sinceramente) dizer, são aquelas que os mortais mais desejam conhecer, buscando informação do mundo dos espíritos.

Alguma vez, em sua leitura da literatura espiritual, observou provavelmente, a grande diversidade de opiniões dos espíritos sobre o mesmo tema, e às vezes opiniões contraditórias, causando assim dúvidas nos mortais sobre como são os feitos existentes no mundo dos espíritos com respeito ao tema em questão. Bem, isto se deve, principalmente, às condições dos médiuns, e também ao conhecimento dos espíritos, quem intentam comunicar-se; porque o conhecimento dos espíritos se determina pelo grau do progresso e desenvolvimento deles.

Muitos espíritos crêem, que o que eles aprenderam é verdadeiro, e assim expressam com firmeza a verdade deste conhecimento. E também crêem amiúde, que o que eles sabem é tudo o que possivelmente se conhece sobre o tema, que querem comunicar. E estes espíritos são, em sua maior parte, honestos em suas crenças, e verdadeiros (como eles crêem) em suas mensagens. E assim, é importante para os mortais entenderem, que não tudo o escrito ou dito por espíritos se deve aceitar como a última verdade de todos os tempos. Por outra parte, a declarações aparentemente contraditórias não se as deve tomar como fraudulentas somente porque são contraditórias. Um espírito com maior conhecimento, utilizando um médium em harmonia com ele, pode transmitir aos homens a mais exata e maior verdade, do que um espírito com menos conhecimento e desenvolvimento possa transmitir através de um médium em harmonia com ele.

Agora, do que tenho escrito, é evidente que, para receber a maior verdade e o conhecimento mais extenso do mundo dos espíritos, os médiuns têm que esforçar-se para procurar um desenvolvimento maior e mais intenso de sua natureza espiritual, assim como de sua capacidade intelectual. Esta aquisição é absolutamente necessária para a recepção das verdades superiores, que são vitais para a humanidade.

Assim vê, comunicação e conexão dependem da condição de ambos, espíritos e mortais, trabalhando em unissonância, conquanto mais, poderia dizer, da condição dos mortais. Porque se o médium estiver no estado preciso de desenvolvimento, sempre haverá muitos espíritos presentes com este médium acondicionado e pronto, então uma conexão poderá estabelecer-se.

O Mestre está aqui esta noite, e tem escutado minha comunicação, e se une comigo dizendo: "Tenha fé e procura com toda sua alma por este Amor!" Creia que eu sou seu amigo e anjo especial.

Seu irmão em Cristo,

João

 

 


 

 

Uma continuação da explicação por João, das leis espirituais, que governam a conexão e comunicação entre os espíritos e os mortais.

 

Eu estou aqui, João.

Deixe-me escrever umas poucas linhas esta noite. Como não tenho escrito por muito tempo, estou ansioso de dizer umas poucas palavras, que talvez ajudem a você.

Eu estava presente muitas tardes, quando você esperava receber comunicações e sofreu desengano por razões ou causas, que não pôde compreender, exceto que não esteve naquela condição, que tivesse facilitado aos espíritos estabelecer uma conexão com você.

Bem, é certo, e é a imediata causa da falta do poder de comunicação. Mas melhor que entendas mais que isto. Porque para concertar a dificuldade, você tem que ter certo conhecimento de seu procedência.

Expliquei a você a lei, que controla a conexão e comunicação, e intentei fazê-lo o mais simples e compreensível possível, para você assim poder, pelo menos, captar seu significado. Mas veio, que há algumas coisas, que todavia não entendes, e a causa de isto, teve a recente experiência de não poder receber muitas mensagens, que esperavam ser entregadas através do cérebro e da mão de você.

Como disse, o primeiro e principal requisito é, que esteja naquela condição de alma, que, por suas qualidades, facilitará aos espíritos, que desejem escrever os mensagens superiores, formar uma conexão ou união com você. Isto significa simplesmente, tomar o comando e o controle de seu cérebro, que por certas qualidades e pensamentos, que tem, estaria em harmonia com os pensamentos, que estes espíritos desejam transmitir através dele; igual como é absolutamente necessário, que a média material, pelo que deve fluir o fluido elétrico (é dizer, a eletricidade — ed.), seja uma média, que possua tal natureza e qualidades para permitir que o fluido passe por ele. Um arame ou média podem estar feitos de madeira, e o fluido elétrico estará presente, pronto a correr por ele, mas não pode. E por que? Não porque o arame ou a madeira possivelmente não seja perfeito em sim mesmo, como tal, mas porque o arame não tem aquela natureza e qualidade, que permita ao fluido elétrico fazer uma união com ele e assim controlá-lo. E assim acontece com o cérebro do mortal. Mas o cérebro, quando está preparado apropriadamente, tem a possibilidade de ter aquelas qualidades, que permitirão esta união e este controle, que a madeira não tem. O cérebro, quando desprovido desta preparação, é igualmente não receptivo à conexão e união com estes espíritos e o controle deles, como é um arame de madeira a uma união com o fluido elétrico.

Dissemos a você em numerosas ocasiões, que não estava na condição e que os espíritos não podiam estabelecer uma conexão, e que tinha que fazer esforços para acondicionar-se. E esta afirmação e este conselho são totalmente certos. Dissemos a você que reze mais ao Pai e acredite em coisas espirituais, e então chegaria a esta condição precisa. Isto também é certo, e o conselho é útil. Mas não disseram, que significa a reza ao Pai ou ter pensamentos espirituais. E por isso, pode fazer estas coisas de certo modo, e, porém, não lograr a condição precisa.

Durante um longo período no passado, sei que você recebia muitas mensagens das verdades superiores, e que foi necessário um cérebro altamente preparado para receber as mesmas. E vinho a você o pensamento: por que podia receber estas mensagens no momento de sua entrega, e agora não as pode receber, porque (como você, além disto, crê) seu cérebro está em tão boa condição agora, como estava em aqueles tempos. Bem, no último pensamento, está equivocado. E o fato de tal erro deveria ser suficiente para convencer a você, que sua impossibilidade de receber as mensagens, não deveria surpreender a você. Durante o período mencionado, rezou mais amiúde pelo influxo do Amor Divino, e suas ansiedades foram intensas. E os desejos por ter este Amor, o que é vital para a preparação de seu cérebro, foram muito mais ativos. E também seus pensamentos em coisas espirituais foram muito mais freqüentes. Em outras palavras, então buscava aprender as Verdades de Deus com todo seu coração e possuir o Amor dEle. E por isso, seu cérebro estava continuamente naquela condição, que facilitou aos espíritos estabelecer a união e controle, para o propósito de seus superiores expressões.

Ultimamente, não tinha as ansiedades ou não orava as rezas pelo Amor tão freqüentemente. E como conseqüência, as qualidades e os elementos de pensamento, que possuíam seu cérebro, não estavam assim dispostos, que pusessem seu cérebro naquela condição, que o faz receptivo a aqueles pensamentos espirituais das verdades superiores. Do anterior, não deve deduzir que este estado é um assunto da condição cerebral, produzido por si mesmo, porque não é assim. Tinha os desejos intelectuais de escrever e receber as mensagens igual que os tinha sempre, e também de receber as mensagens das verdades superiores, que esperava seriam novas e também edificantes. E seus desejos foram reais, e sofreu desengano porque não se deram. E isso somente demonstra a você, que há algo mais que as faculdades puramente mentais ou intelectuais, que é necessário preparar o cérebro para a recepção e transmissão de isto, o que participa na natureza da verdade, e que tem seu origem em algo diferente à simples mente humana. Estas verdades superiores provêm de espíritos, cujas mentes, como pode dizer, são da alma. E como tão somente a alma pode tratar com a alma, é preciso que a preparação do cérebro venha do exercício dos poderes da alma sobre os órgãos deste cérebro — e como conseqüência, a necessidade de que sua alma esteja naquela condição para produzir no cérebro as qualidades, que reunam e permitam às verdades da alma ser recebidas e transmitidas.

Não somente tem que orar ao Pai pelo influxo deste Amor Divino, mas também tem que rezar tão amiúde, até notar a possessão deste Amor em sua alma quase continuamente. Também, tem que dirigir seus pensamentos (e não quero dizer somente os pensamentos intelectuais, mas os pensamentos da alma, que como já os tinha, os pode ter outra vez) às verdades espirituais, que têm sido reveladas a você, e ao reino espiritual, onde crê que outras verdades espirituais estão esperando a ser reveladas. Se você então orar e crer, achará os desejos, e as expectativas do cumprimento de estes desejos, que vêm a você, e um entusiasmo, que virá do desenvolvimento de sua alma pela possessão deste Amor, junto com os pensamentos de sua alma. Isto é, o que significa a condição necessária para facilitar aos espíritos entrarem em conexão.

Certamente, relativo a assuntos comuns do mundo dos espíritos, onde não se precisa uma condição especial da alma, os espíritos podem entrar em conexão como desejam. E em seu caso, muitos deles, tivessem podido escrever a você nos tempos, quando pensou, que não podia receber nenhuma escrita. Mas nós pensávamos, que era o melhor não permitirmos a nenhum espírito, que escrevesse a você, porque isso tivesse podido pôr em perigo a probabilidade, que entrasse na condição, que desejamos, e que é necessária, para que seu cérebro receba nossas mensagens vitais e importantes. E como conseqüência, ordenamos a seu Índio (um espírito protetor — ed.), não permitir a nenhum espírito, que escreva a você, e assim ele cumpriu, conquanto muitos se esforçaram por fazê-lo.

Bem, me alegro, que pudesse escrever para você desta maneira esta noite. E espero que consideres, o que eu disse, e compreendas a importância de você entrar na condição, da qual estou falando. O cérebro tem que ser usado por uma alma, que tem o Amor Divino ativo, e que assim está preparada para receber a conexão.

Não escreverei mais esta noite, mas direi somente, que temos muitas mais mensagens, as que queremos transmitir.

Assim, creia que estou freqüentemente com você em meu amor e desejo por ajudar e proteger a você, e por fazer que sua missão tenha sucesso.

Boa noite,

Seu irmão e amigo,

João

 

 


 

 

  João declara, que muitos espíritos aspirarão comunicar-se com o homem, e intentarão ensinar doutrinas falsas

 

Eu estou aqui, João.

Não escrevo "São João", porque assim não se me chama nos céus espirituais, e já tenho escrito a você com freqüência, assim que me reconhecerá, quando somente escrever "João".

Bem, escutei o que disse o Mestre, e somente posso adicionar, que jamais escrevi as coisas, que declaram, que eu prediquei que a sangue de Jesus salva do pecado, ou que Jesus foi uma vítima propiciatória pelos pecados da humanidade. Nem em meu Evangelho, nem em minhas epístolas, nem na Revelação escrevi tais doutrinas. Como tenho dito antes a você, muitas coisas contidas nestes livros foram escritas por outras pessoas, para efetuar certos planos e idéias dos autores. Jamais disse que Jesus era Deus e que ele foi engendrado pelo Espírito Santo, ou que ele é igual a Deus, ou que ele salvou ao homem do pecado por meio de presuntas qualidades pessoais, que ele possuía.

Assim permita, que sua mente elimine estas falsas doutrinas, e que receba as verdades, que o Mestre escreverá, com uma mente perfeitamente imparcial, livre de todas as idéias preconcebidas.

(Pergunta pelo Sr. Padgett com respeito a 1 João 4:1: "... não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus ...")

Quis dizer, que muitos espíritos intentariam comunicar-se com o homem e tentariam de ensinar falsas doutrinas com respeito a Jesus e sua missão, e que os únicos espíritos, quem foram capazes de transmitir a verdade, e dignos de credibilidade, foram aqueles, quem reconheceram que Jesus foi o filho de Deus no sentido, como tem sido explicado a você (não que Jesus ou Jesus Cristo era Deus). Somente aqueles espíritos, que reconhecem Jesus como o filho de Deus, e receberam o Novo Nascimento, e têm conhecimento concernindo do Reino de Cristo, ou do Dom do Amor Divino do Pai e do Caminho como consegui-lo (como Jesus ensina), devem ser reconhecidos. Todos os demais espíritos, quem não tenham este conhecimento, e em conseqüência não reconhecerem a Jesus como o filho de Deus, não se deve confiar neles como verdadeiros discípulos de Jesus.

Isso não é nada misterioso ou contrario às leis, que regram a conduta ou as crenças dos homens. Se um espírito, ou também um homem, não conhece nada concernindo de certo tema, ele certamente não pode ensinar a outros suas qualidades ou méritos; como conseqüência, apliquei uma lei comum da natureza, de como se deve provar aos espíritos. Porque tenho que dizer a você agora — e é uma verdade, e era uma verdade no tempo quando escrevi meu evangelho e as cartas, tal como é uma verdade agora, e sempre permanecerá como verdade — que cada espírito, quem reconhece Jesus como o filho de Deus, é um espírito redimido, e tem recebido uma porção do Amor Divino, e está progredindo no reino, que Jesus agora está formando. E quando dei aquelas instruções a minhas "crianças", como os chamei, tinha a intenção de que suas comunicações se fizessem somente com aqueles espíritos ou homens, quem tinham recebido este Novo Nascimento.

Eu sei que todos os espíritos, que receberam este Amor Divino em suficiente abundância, são bons espíritos, livres de pecado e de erro, e que eles têm o poder ou a inclinação a influenciar os mortais, não para o pecado ou para fazer algo, que é contrario à Vontade do Pai; enquanto todos os outros espíritos podem, ou não podem, exercer a influência do mau sobre os mortais.

Como conseqüência, provem aos espíritos, e se eles não reconhecem a Jesus como o filho de Deus, deixem-nos, e não acolham suas comunicações ou ensinos, porque eles não são crentes em Cristo e o Novo Nascimento.

Entre minhas crianças, ou crentes na religião Cristã, havia muitas pessoas, quem tinham o poder ou dom de comunicar-se com os espíritos dos defuntos, e eles se comunicavam assim; e tais comunicações foram dadas a conhecer ao resto da congregação, e cridas por ela. E em conseqüência, minha proibição da comunhão com aqueles espíritos, quem não eram crentes em Cristo. Não deve crer que esta época é a única, na que os espíritos se comunicam com os mortais, porque tenho que dizer a você, que em minha época era muito mais comum que agora. E durante o serviço religioso em nossas congregações e em nossas outras reuniões, e amiúde em privado, nós tínhamos estas comunicações.

Isto formava uma parte importante dos serviços de nossas celebrações, e uma que nos mantinha em harmonia continua com o poder da alma de aqueles, quem viviam na forma espiritual, e de quem recebíamos poderes de cura e de fazer o bem de muitas outras maneiras.

Naqueles dias, a cura dos enfermos e outras coisas similares, formaram uma parte muito importante de nosso trabalho como Cristãos. Cremos no que Jesus nos tinha dito na terra, e incrementamos nossa fé, e fizemos muitas obras, que a gente, que não cria como nós, pensou que eram milagres.

Para nós, a cura de enfermos e estas outras coisas, foram tão naturais como comer ou dormir. Digo a você que nossa fé então foi uma certeza. Possuímos a substância da que Paulo fala, e estivemos seguros fazendo estas coisas, tal como estivemos seguros respirando e podendo ajudar materialmente a nossos irmãos.

Mas depois de poucos séculos, quando os homens vinham à igreja por outros propósitos, e não por receber o Novo Nascimento, e por fazer a Vontade do Pai, a fé, tal como eu a conto, morreu. E o poder de fazer estas coisas, foi retirado aos homens, e a igreja se converteu em uma congregação de homens de um mero serviço labial.

E por todos os séculos, desde então até agora, este poder não esteve com os homens, exceto que aqui e ali apareceu algum crente verdadeiro com uma fé tal como nós tínhamos, e fez coisas maravilhosas.

Assim digo a você, não deixe, que a Bíblia, porque diz que Jesus era Deus, e que tinha aquelas outras qualidades com referência à salvação dos homens, distraia a você de suas crenças e creia no que o Mestre escreva a você.

Não escreverei mais esta noite, sino direi boa noite.

Seu irmão em Cristo,

João

 


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